Mostrar mensagens com a etiqueta Ursula von der Leyen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ursula von der Leyen. Mostrar todas as mensagens

04/04/25

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Obedientemente, cronicando»


14/06/24

MEDITAÇÃO DE SEXTA «Os EMPATAS: Nos dias bons, aplaude-se a resistência ladina dos portugueses ao poder; nos dias maus, critica-se a falta de frontalidade dos mesmos.»

«(...) Considerando o avanço da extrema-direita na Europa – embora não falte quem, fazendo umas contas de merceeiro continue a achar, desentendendo a ironia do aforismo de Ennio Flaiano, companheiro de estrada e de argumentos de Fellini: “La situazione politica (…) è grave ma non è seria” – (veja-se o exemplo de Ursula von Der Leyen, gritando em êxtase sem desarrumar o cabelo: “Vencemos as eleições europeias!”), os resultados em Portugal só nos podem alegrar.

Em resumo: o voto de protesto no Chega, sendo grave, não foi sério. Os deuses nos ouçam!
«De resto, basicamente o costume. Os portugueses, mais uma vez comedidos, optaram pelo empate. A calcutaense Temido lá vai para a Europa, assim como o pernóstico Bugalho e mais uns quantos, um pacote onde se incluem betos e betinhos. Aproveitemos que daqui a nada metem-se as férias de Verão e muito pior estão os franceses.
«Ainda assim, impossível esquecer que os tambores da guerra continuam a rufar pela Europa. Mas como diz o mais macabro provérbio nacional: “enquanto o pau vai e vem folgam as costas!” E termino por aqui que não quero estragar um dia bom.»

23/02/24

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Tempos de cólera»

«Leio (...) que a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou domingo passado – foi um grande domingo! –, durante mais uma edição da Conferência de Segurança de Munique, que o seu país iria doar à Ucrânia “toda a sua artilharia”. Justificando a generosidade do gesto, Frederiksen foi clara ao apontar a Rússia como um perigo não só para a Ucrânia, mas também para toda a Europa democrática.

15/12/23

MEDITAÇÃO DE SEXTA «Cassandra, de novo»

«(...) À imagem da má literatura – quanto mais medíocre, mais enfática e mais sentimental – a linguagem pública da comunicação vai reduzindo o vocabulário enquanto insufla de ideias e sentimentos (vazios).

02/02/23

MAS ESTA SENHORA VIVE EM QUE PLANETA?!

«Antes de a Rússia começar a guerra, alertámos muito claramente sobre os custos económicos enormes que iríamos impor em caso de invasão, e hoje a Rússia está a pagar um preço elevado, à medida que as nossas sanções estão a asfixiar a sua economia”, Ursula von der Leyen, 2 de Fevereiro de 2023 em Kiev.

01/12/22

EDIÇÃO & TAL.

Aquela cena de calarem a Ursula no vídeo e lhe colarem o discurso com nova edição lembra um bocado a história dos tipos que o Staline mandava tirar das fotografias.

Calma! Não se enervem já. Eu sei que há diferenças. Normalmente os tipos que o Staline mandava apagar das fotografias já tinham morrido e a Ursula continua viva e nos nossos corações.

06/10/22

DE EÇA DE QUEIRÓS A URSULA VON DER LEYEN OU VICE-VERSA: E AINDA DIZEM QUE A LITERATURA NÃO SERVE PARA NADA

Em entrevista, a nossa Ursula repete que vamos no futuro ficar mais verdes e no presente que, se regularmos os valores do ar condicionado em dois graus, estamos safos (desta vez não referiu aquela coisa de trocarmos de electrodomésticos...). 

Com a proximidade do Inverno, tempera no entanto o optimismo. O título da entrevista é elucidativo: 

«UE pode enfrentar “situação difícil” no abastecimento de energia no Inverno»

Estava então a ler a nossa querida líder, quando me lembrei do Eça: C'est très grave!  C'est excessivement gravePartilho de «Os Maias»

«Chegara ao fim da rua do Alecrim quando viu o conde de Steinbroken que se dirigia ao Aterro, a pé, seguido da sua vitória a passo. Era a segunda vez que o diplomata fazia exercício depois do seu desgraçado ataque de entranhas. Mas não tinha já vestígios da doença: vinha todo rosado e loiro, muito sólido na sua sobrecasaca, e com uma bela rosa de chá na botoeira. Declarou mesmo a Carlos que estava «mais forrte». E não lamentava os sofrimentos, porque eles lhe tinham dado o meio de apreciar as simpatias que gozava em Lisboa.
Estava enternecido. Sobretudo o cuidado de S. M.  o augusto cuidado de S. M.  fizera-lhe melhor que «todos os drogues de boutique»! Realmente nunca as relações entre esses dois países, tão estreitamente aliados, Portugal e Finlândia, tinham sido «màs firmes, pur assi dizerre màs intimes, que durrante seu ataque de intestinais»!

Depois, travando do braço a Carlos, aludiu comovido ao oferecimento de Afonso da Maia, que pusera à sua disposição Sta. Olávia, para ele se restabelecer nesses ares fortes e limpos do Douro. Oh esse convite tocara-o au plus profond de son coeur. Mas, infelizmente, Sta. Olávia era longe, tão longe!... Tinha de se contentar com Sintra, de onde podia vir todas as semanas, uma, duas vezes, vigiar a Legação. C'était enuyeux, mais... A Europa estava num desses momentos de crise, em que homens de estado, diplomatas, não podiam afastar-se, gozar as menores férias. Precisavam estar ali, na brecha, observando, informando...

 C'est très grave, murmurou ele, parando, com um pavor vago no olhar azulado... C'est excessivement grave! (...)»

23/09/22

ELEIÇÕES EM ITÁLIA AMANHÃ: A INTELIGÊNCIA DA URSULA NÃO PÁRA DE ME SURPREENDER

Com a Europa a ficar de pantanas graças à guerra na Ucrânia e com a vitória da direita mais à direita praticamente garantida para amanhã em Itália (seguindo os resultados da Suécia...), a Ursula von der Leyen não lhe ocorreu nada mais sensato, quando perguntada sobre as «figuras próximas de Putin» que estão entre os candidatos italianos, do que, sorridente, proferir uma ameça: «Veremos o resultado da votação em Itália. Se as coisas forem numa direcção difícil, temos intrumentos, como foi o caso da Polónia e da Hungria».

Além de Matteo Salvini ter, claro, imediatamente aproveitado a deixa para conseguir mais uns votos de protesto contra os burocratas de Bruxelas, acusando Ursula de bulliyng e declarando que vai apresentar uma moção de censura contra a presidente da Comissão Europeia  «O que é isto, uma ameaça? Isto é de uma arrogância vergonhosa [ela] tem de respeitar a liberdade, a democracia e a soberania do voto do povo italiano»  confirmamos que na União Europeia o respeito pelas regras da União se impõe da forma mais democrática possível: corta-se nos fundos e fica o assunto resolvido. 

O método tem dado óptimos resultados com o grupo dos eurocépticos a crescer (esqueçamos o Brexit...) e pelo menos desde 2009, quando os irlandeses tiveram de repetir o referendo de rectificação do Tratado de Lisboa para a coisa dar maioria ao SIM, se ficou a perceber que isto se não for a bem, vai em nome do Bem. 




07/09/22

AGORA A SÉRIO: OS EXTRATERRESTRES DEMORAM MUITO?

A nossa inefável querida Ursula teve mais uma ideia. Diz ela que a União Europeia deve promulgar regras obrigatórias que levem ao menor consumo de energia.

E o que propõe a senhora? Que o consumo de energia seja imperativamente diminuido entre as SEIS e as NOVE da manhã e entre as DEZANOVE e a MEIA-NOITE.
Como concluiu com lógica afiadíssima um amigo meu, «pode-se gastar energia quando não se estiver em casa».
Pessoalmente, só me lembrei daquela frase que alguém grafitou há anos numa parede junto ao aeroporto de Lisboa: «O Último a Sair que Apague a Luz!»

CRISE ENERGÉTICA: A QUERIDA URSULA DEVIA TOMAR MEMOFANTE E IR APANHAR LENHA PARA ABRANTES!

Ainda mal tinha começado a guerra e já a União Europeia anunciava em MARÇO a sua decisão de reduzir as importações de gás russo em DOIS TERÇOS até ao final de 2022.

Em MAIO, por sinal o meu mês, subia a parada e informava o mundo  a Rússia, incluída, naturalmente — que até 2030 cortaria COMPLETAMENTE todos os laços comerciais do sector energético com o antigo país dos Sovietes. O que, aliás, era muito bom, porque íamos ficar bestialmente verdes: "A nossa ambição subiu de nível", diria na altura a querida Ursula. 

A 3 JUNHO, um pacote de sanções da UE à Rússia incluía um embargo parcial ao petróleo russo e estipulava a proibição de importação por via marítima a partir de 5 de DEZEMBRO. Já para 2023 seriam proibidas as importações de todos os produtos petrolíferos a partir de 5 de FEVEREIRO. 

A 29 de JULHO, Josep Borrell, um amigo da Ursula tão ou mais inteligente do que ela, face às críticas que indicavam que a Rússia continuava a ganhar muito dinheiro no sector energético, ao contrário das previsões que tinham estado por trás da política de sanções, afirma: «Mais importante do que isso [cortar o gás] é cortar os laços da economia russa com o resto do mundo». E indo ainda mais longe, acrescentou: Vladimir Putin «terá de escolher entre ter armas e manteiga para o povo». 

Faço aqui um parênteses para relembrar que o que não falta nos manicómios é gente que se julga o Napoleão (que por acaso chegou à Rússia e teve de voltar para trás). 

Relembremos agora que  ainda era FEVEREIRO, 19  e a Ursula jurava que não precisávamos do gás russo para nada, que ninguém ia passar frio no Inverno e a indústria europeia continuaria a bombar.

Etc. Etc. Etc. que não quero ser maçadora...

Entretanto, com a mesma convicção e o mesmo cabelo armado, a 1 de AGOSTO (antes ou depois de ir de férias para a praia, não posso precisar) a nossa timoneira veio dizer-nos que devemos estar preparados para o pior: «Como a Rússia já cortou total ou parcialmente o fornecimento de gás a 12 países membros [da UE], todos nos devemos preparar para a pior situação». 

Sinto-me baralhada. Então, mas não era o que a UE queria e anunciou ao mundo (a Rússia incluída, naturalmente)? Deixar de importar, totalmente de preferência, e parcialmente de certeza, energia russa?!

Entretanto, a última ideia brilhante destes crânios que nos apascentam (ideia que vem de trás mas tinha sido posta de lado na altura...) é impor um tecto ao preço do gás russo.

Putin já comentou: «A Federação Russa cumprirá integralmente os contratos, mas não fornecerá petróleo, gás ou carvão em seu próprio prejuízo. Quem quer impor algo à Rússia no sector da energia não tem condições de impor nada. O tecto de preços é uma decisão absolutamente estúpida.»

Mais turbina, mais turbina (o que como se sabe faz diferença), é deprimente ter de reconhecer que a inteligência não está do nosso lado. 


31/08/22

ESTAMOS ENTREGUES A INTELIGENTES COM UM QI MAIOR DO QUE O DA SHARON STONE

Putin invade a Ucrânia. Começa a guerra. A Nato a primeira coisa que faz é avisar o Putin de que não se vai meter. A União Europeia a primeira coisa que faz é avisar o Putin de que no futuro próximo  não fosse ele pensar que era para já e assustar-se  tenciona deixar de se abastecer na Rússia.

E agora vem a Ursula chorar e vender-nos a "energia renovável limpa" quando anda tudo (quem pode) a recorrer ao  carvão e ao nuclear?! Mas isto é uma guerra ou são crianças a brincar aos índios e aos cowboys?

É que o que é demais é moléstia!

«Europen Commission President Ursula von der Leyen blasted Russian President Vladimir Putin as the 27-nation bloc reeled under a severe energy crisis. While speaking at the Baltic Sea Summit on Tuesday, she claimed that the electricity market is no more a functioning market because of Putin and blamed him for destroying the EU energy market. (...)»

25/08/22

«O FIM DA ABUNDÂNCIA» DIZ MACRON: MAS A GUERRA NÃO ERA POR UM MUNDO MELHOR?

Seis meses após a invasão da Ucrânia, o presidente francês avisa que chegou «o fim da abundância». Já estou a ver a malta que acha, como a Ursula, que basta comprar novos electrodomésticos e baixar o aquecimento no Inverno (das suas casas, subtentende-se, já que nas outras nem dinheiro há para ter os aquecedores no mínimo...) vir falar do egoísmo daqueles que não querem sacrificar-se pela Ucrânia. Quanto à inflação, ao descalabro na indústria e ao desemprego que se adivinha, nem uma palavra.

Resumindo, um suicídio alegre da Europa conduzido pelos próprios responsáveis europeus. Como no caso dos incêndios em Portugal, vamos ficar pior, mas o futuro é radioso!

E se é verdade que a dramatização serve também para depois vir dizer que afinal foi menos mau do que se estava à espera, desta vez, com a continuação da guerra, dificilmente se imagina um Inverno menos difícil do que o previsto. 

23/08/22

DA IRRELEVÂNCIA DA UNIÃO EUROPEIA ENQUANTO URSULA DIZ COISAS

«O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, alegou que os EUA, juntamente com outros países da NATO querem que a guerra em andamento na Ucrânia continue.»

Entretanto, Ursula apela à substituição de electrodomésticos: “Vamos poupar energia substituindo electrodomésticos ineficientes por outros mais eficientes”, escreveu ontem na sua conta no Twitter, salientando que “a poupança de energia pode começar em casa”.


07/07/22

NO MEIO DA GUERRA, ONDE PÁRAM OS AMIGOS DA POBRE GRETA THUNBERG?

Apesar das promessas piedosas da Srª Ursula  sim, confesso: a Senhora irrita-me!  de que a guerra contribuirá para nos tornar mais verdes, a reactivação das centrais a carvão é o que está a dar (pelo menos a Alemanha, Áustria, Holanda e França já anunciaram o levantamento das restrições à produção dessas centrais,  como alternativa à crise energética que se vive,  resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia e das sanções ulteriores).
 
Nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal, depois de legislar contra as mulheres, legislou também contra o ambiente. 
Com um presidente empenhado na luta contra Putin, as medidas para conter a inflação sobrepuseram-se à política ambiental e às promessas eleitorais de combate às alterações climáticas. 


E se na Grã-Bretanha do grande estadista Boris Johnson a coisa não parece ir por melhor caminho, os nossos corações estão com a senhora Ursula, coitada, que deve achar tudo isto um horror!