Dois amigos homossexuais garantiram-me há dias que as alíneas classificativas dos diversos géneros e sub-géneros que temos disponíveis em cardápio se mostram particularmente úteis quando se sai à noite e se precisa de ir à casa de banho.
Estando a dos homens muito suja (coisa habitual), basta declarar que se é não binário, vai-se à das senhoras e nem é preciso comprovativo.
Um deles, tendo recorrido ao expediente, deu mesmo conta que, embora involuntariamente, havia provocado uma pequena revolta na Bounty (nome imaginário do bar onde teve lugar a ocorrência).
Feitas as necessidades e lavadas as mãos, quando saiu para o corredor deparou-se com uma cena exdrúxula: uma multidão de gente praticamente à estalada e vozes a gritar: Sou não binário! Sou não binário! Também eu! Também eu!
Afinal, a revolução, como é da História, pode vir de onde menos se espera.