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04/05/13
23/04/13
«Uma pessoa até tem medo de criticar o Governo. Começa a criticar o Governo e é chamada para o Governo»
Constança Cunha e Sá no seu melhor.
Vale a pena ver. AQUI.
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10/02/13
A baixa política
Sob pressão do PS, que recusa discutir como refundir o Estado - melhor dizendo, como poupar 4 mil milhões de euros até ao final do mês, que ainda por cima só tem 28 dias - um secretário de Estado divulga publicamente que Gaspar e PS acertaram juntos duas leis.
«Em reuniões discretas», diz o SOL. Note-se que não diz «secretas».
Para quem tenha da política uma visão ingénua, ou para quem pense que os políticos são uma espécie de padres missionários só que em vez de pertencerem a uma ordem religiosa militam em partidos, poderá ter sido um choque.
A mim, pessoalmente, e sem nutrir qualquer admiração por nenhuma das congregações, choca-me sobretudo que um secretário de Estado venha à televisão tentar entalar assim o parceiro de jogo.
Mas num país em que um tipo que adiou confessadamente a denúncia de irregularidades graves passa a ser tratado como um herói nacional e convidado para o governo, vale tudo.
E até já porcos foram vistos a voar numa auto-estrada, não foram?
«Em reuniões discretas», diz o SOL. Note-se que não diz «secretas».
Para quem tenha da política uma visão ingénua, ou para quem pense que os políticos são uma espécie de padres missionários só que em vez de pertencerem a uma ordem religiosa militam em partidos, poderá ter sido um choque.
A mim, pessoalmente, e sem nutrir qualquer admiração por nenhuma das congregações, choca-me sobretudo que um secretário de Estado venha à televisão tentar entalar assim o parceiro de jogo.
Mas num país em que um tipo que adiou confessadamente a denúncia de irregularidades graves passa a ser tratado como um herói nacional e convidado para o governo, vale tudo.
E até já porcos foram vistos a voar numa auto-estrada, não foram?
13/04/12
Declaração de interesses ou como dizia o Quincas Borba "Ao vencedor, as batatas"
18/03/12
"Contrariedades" — resumo já desactualizado da semana que passou ou de como Portugal não pára de mudar mas sem sair do mesmo sítio
Não será por falta de assunto mas o caso é que, resultado quiçá da chuva que teima em não cair, me sinto o avesso do Cesário, o qual, por esta altura, “cruel, frenético, exigente”, já teria fumado “três maços de tabaco/ Consecutivamente”.A meteorologia atordoa-nos, a crise envolve-nos num spleen que não favorece os franchising. Talvez não venhamos a morrer de fome; definharemos certamente de tédio antes de pagar à troika.
Álvaro sai ou fica na “zona de conforto”? Cavaco disse ou não disse aquilo que disse ou não disse (quem, com este calor, conseguirá ler “na íntegra” o prefácio de “Roteiros VI” conforme sugestão do seu autor)? Aceitará Bruxelas que as vacas em “modo de produção biológico” se tornem, a pedido de Assunção Cristas, vacas em modo de produção semi-biológico (às 2ªs, 4ªs e 6ªs comem ração, nos outros dias comem feno)? Fará escola a expedita ideia de Pedro Mota Soares, ministro que, a propósito de lares para a 3ª idade, se propôs combater a solidão dos velhos aumentando o seu número por quarto, permitindo-lhes, assim, ficar bem mais juntinhos? Continuaremos a discutir o excessivo bom gosto da Parque Escolar até chegarmos à subjectividade do juízo estético kantiano? Manter-se-á Portugal no “bom caminho”, aquele que acaba de nos conduzir ao segundo lugar do pódio do desemprego dos países da OCDE, ou antes da silly season derrubaremos a pole position espanhola, motivo mais do que suficiente para ressuscitar o feriado do 1º de Dezembro? E a língua portuguesa? Prosseguirá ela em movimento acelerado, até que possamos, finalmente, escrever “aver” em vez de “haver”?
Tanta pomba assassinada, tanto assunto para Farpas e só nos saem casa(s) na escuridão e em minúsculas. A propósito, 2+2 já somam cinco?
Imagem daqui
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