Mostrar mensagens com a etiqueta José Sá Fernandes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Sá Fernandes. Mostrar todas as mensagens

19/06/11

Da cidadania às hortas do Continente: é o progresso, estúpido!

Os mais novos talvez não se lembrem, mas o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, monárquico, ecologista e homem encantador, bateu-se há um bom par de anos (na longínqua década de 80) pelas "hortas em Lisboa".
O projecto foi na altura ridicularizado e considerado uma utopia passadista mas parece que o Sá Fernandes lhe deu um toque de modernidade, acabando por concretizá-lo durante este fim-de-semana. Belmiro acrescentou-lhe o toque de Midas, Tony Carreira assegurou a parte vocal e Cavaco deve ter regozijado com a passagem da Avenida da Liberdade a "montra do mundo rural".
Resumindo: a memória, como dizia o outro, é uma coisa lixada!

23/04/10

Inescrutáveis são os caminhos da Justiça ou o caso do Domingos Névoa só para ver se eu percebi bem

Domingos Névoa foi absolvido. Pelo que consegui perceber do que li — mas eu não sou versada em Direito — a coisa será mais ou menos assim.
O Névoa ofereceu 200 mil ao Sá Fernandes para este parar de chatear a Bragaparques. So far so true.
Acontece também que a fundamentação "do crime de corrupção activa de titular de cargo público" estabelece "que é preciso que as funções do funcionário visado pelo suborno possibilitem que sejam praticados os actos pretendidos pelo corruptor" — assim sendo, os juizes ilibiram o empresário de Braga.
Ou seja, se bem interpreto a sentença: como o Sá Fernandes andava a chatear a Bragaparques na qualidade de cidadão e não de vereador e, além disso, de facto não teria poder para acabar com o processo em curso que chateava a Bragaparques, o tribunal concluiu que Domingos Névoa foi estúpido e tentou corromper a pessoa errada e vai daí absolveu-o.
Será isto?

09/06/08

Praça das Flores? Vá antes à Praça Leya.

A Praça das Flores, em Lisboa, está fechada ao público. Até dia 20 de Junho é palco de um evento ― a palavra portuguesa mais feia logo a seguir a sovaco, beiços, pupulam e implementação. Uma marca automóvel alugou-a à Câmara Municipal, a troco de algumas moedas e melhorias posteriores no respectivo jardim. Como não sabia de nada, quis ir até lá no domingo. Dei com o nariz na cerca.
As palavras justificativas de José Sá Fernandes, que li depois, tranquilizaram-me: «A organização do evento vai pagar as taxas de ocupação bem como a requalificação do jardim. Isto representa milhares de euros (...) o comércio vai ter ainda mais clientes e o mais importante é que a Praça das Flores vai ser renovada», disse o homem a quem, sem favor, passarei agora a chamar O Grande Iluminado.
Porque se atentássemos no seu exemplo inspirador, na sua infinita sabedoria e proactividade, depressa compreenderíamos que bastaria alugar o país durante cerca de um mês, mais coisa menos coisa ― se fosse por atacado, fazia-se um preço melhor ― e todos os nossos problemas ficariam resolvidos: do Allgarve ao Minho e ilhas adjacentes, em renovação e em força.