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04/03/08

64% dos israelitas são pelo cessar-fogo

A violência no Médio Oriente tende a levar a posições extremadas, com alguns defensores de Israel a mostrarem-se mais papistas do que o Papa na compreensão da política militar do governo de Ehud Olmert.
Parece ser o caso, por exemplo, de Filipe Nunes Vicente que assina o seguinte post no Mar Salgado: «Tanto Israel como o Hamas visam alvos. O Hamas visa apenas civis, Israel visa o Hamas e atinge por vezes civis. É um facto. No entanto, o ponto preferido dos media portugueses é este: Israel mata mais. Isto é deveras espantoso. O Hamas só está em baixo na contabilidade macabra porque não tem as armas de Israel. Ou alguém pensa que um tipo que odeia o vizinho e lhe atira pedras todos os dias desdenharia usar uma metralhadora?»
Como a História não se faz de «se(s)», julgo ser um dever moral condenar as mortes de civis palestinianos na Faixa de Gaza (cuja responsabilidade caberá em última instância ao primeiro-ministro de Israel, o mesmo que, recorde-se, conduziu há pouco uma guerra desastrosa no Líbano — da qual pretenderá limpar-se agora da pior maneira).
No meio da barbárie, consola-me saber que 64% dos israelitas são pelo cessar-fogo, mesmo que tal implique conversações com o Hamas. Um facto que me dá mais que pensar do que todos os apoios incondicionais e/ou argumentos rebuscados em defesa da política de terra queimada.

08/07/07

Afinal, quando é que se trabalha?

As dissidências políticas podem chegar a pormenores de que nem o camarada Mao se lembraria.
Em Gaza, o governo de Ismail Haniyeh decretou que o descanso semanal devia ser à quinta e sexta. Entretanto, Salam Fayyad, chefe do executivo interino nomeado por Mahmoud Abbas, veio dizer que o descanso devia ser na sexta e sábado. Perante a divergência quanto aos dias de descanso, o jornal «Público» cita um funcionário local: «Para satisfazer as duas partes, decidimos não trabalhar nem quinta, nem sexta, nem sábado». Tudo isto seria cómico se a falta de trabalho em Gaza não fosse uma das suas tragédias.

04/07/07

Para variar, uma boa notícia

O jornalista da BBC Alan Johnston foi libertado ao fim de quatro meses. Entretanto, o porta-voz do Hamas garantiu estar preparado para entregar o soldado Gilad Shalit a Israel, desde que este aceite definir uma troca de prisioneiros. Uma boa notícia para os familiares de Shalit, neste momento em Lisboa, juntamente com familiares dos soldados Eldad Regev e Ehud Goldwasser, no âmbito de uma campanha internacional para a libertação dos soldados israelitas que Ehud Olmert não conseguiu resgatar durante a segunda guerra no Líbano.
Na foto: Alan Johnston, acompanhado por palestinianos, pouco depois da sua libertação (fonte: Haaretz)
http://www.haaretz.com/hasen/spages/878200.html

25/06/07

A guerra do biquíni em Israel

Eu sei que a situação no Médio Oriente é o que é. E também sei que o corpo feminino nem sempre é exibido pelas melhores razões (quais as más e quais as boas é outra conversa). Mas, caramba, uma polémica em Israel por causa de umas mulheres em biquíni não deixa de ser um bom antídoto para uma situação de guerra que dura há demasiado tempo.

A coisa conta-se em poucas linhas: para ajudar a promover o turismo israelita, a revista norte-americana Maxim inseriu nas suas páginas uma série de fotografias de ex-soldados do deuxième sexe, no que tiveram o beneplácito de entidades oficiais. O facto está a gerar uma enorme polémica, com a sociedade israelita a guerrear-se por causa desta campanha, na qual um dos slogans nos interpela directamente: «será que as mulheres das Forças de Defesa de Israel são as soldados mais sexy do mundo?»

Desconheço a resposta mas, se me é permitido, gostaria de dizer três coisas:
1. Prefiro mulheres de biquini a mulheres de burka
2. Desejaria que todas as guerras fossem tão drôles como esta
3. Campanha por campanha, o que me desgosta mesmo são os dois ll no «Allgarve»

24/06/07

Terapia do Riso

Os chineses estão a invadir o Nepal à razão de 4 mil pessoas por dia
Tenho as maiores dúvidas sobre os regimes místicos dos Dalai Lama deste mundo, além de que acho o Richard Gere um grandessíssimo canastrão, mas 4 mil chineses por dia?!!! E andamos nós a perder tempo com Alá...
No Afeganistão e no Iraque continuam a morrer que nem tordos
Na minha modesta opinião, os talibãs não fazem falta a ninguém e quanto à família Saddam, nem o Francis Coppola a salvava. Mas ainda alguém acreditará nesta forma tão peculiar de exportar os "Direitos Humanos"?
A "marca Pedro e Inês" parte à conquista de Hollywood
Não tenho nada contra o romance histórico, mesmo achando-o, na maioria dos casos, uma valente xaropada. Mas já imaginaram o Joaquim de Almeida a fazer da marca D. Pedro? E, aqui para nós que ninguém nos ouve, suspeito que aquela Inês devia ser assim um bocadinho tonta, como bem percebeu Henri de Montherlant em La Reine morte.
António José Morais foi acusado de corrupção e branqueamento de capitais
Somos todos inocentes enquanto não se provar o contrário. À luz destes novos desenvolvimentos, esperemos apenas que, se o caso chegar a ser julgado, José Sócrates sirva de testemunha abonatória ao professor de 4 das suas 5 cadeiras na Universidade Independente, reafirmando o que disse na entrevista à RTP: António José Morais «tem um nível de habilitações que o recomenda» para quaisquer funções de nomeação política, já que é licenciado em engenharia, mestre e doutorado em estruturas.

E agora vou esquecer estas coisas tão sem graça e reler o hilariante O Curral das Bestas, de Magnus Mills (no boneco). Recomendo vivamente.

20/06/07

Islamo quê?!!!

O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Mohammad Ali Hosseini, disse que a decisão de homenagear Salman Rushdie com o título de Cavaleiro é uma demonstração de "islamofobia" por parte das autoridades britânicas.

Iraque: a contabilidade assassina

Pelo menos 75 pessoas morreram hoje quando um carro bomba explodiu num bairro comercial em Bagdade, perto de uma mesquita. Aos cadáveres acrescentam-se 200 feridos. Em Maio, outro carro bomba tinha morto 21 pessoas. A organização Iraque Body Count calcula entre 65 689 e 71 961 o número de civis desaparecidos desde o início do conflito, o que parece dar razão à investigação, na altura tão contestada, levada a cabo o ano passado pela conceituada revista médica The Lancet que contabilizava um número de mais de 600 mil civis iraquianos mortos desde 2003. Entretanto, 3 528 soldados americanos já terão perdido a vida no Iraque. E toda a gente já terá esquecido as armas de destruição maciça, pretexto da invasão, excepto os mortos e as suas famílias. Ver http://www.iraqbodycount.org/ e
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140673606694919/fulltext

18/06/07

O Afeganistão, lá tão longe

O exército norte-americano pediu desculpas pela morte de sete crianças num ataque a uma madrassa e a uma mesquita na província afegã de Paktika, alegando que as mesmas terão sido obrigadas a permanecer dentro do edifício pelos combatentes afegãos. Entretanto, em Kabul, um ataque suicida a um autocarro de polícias afegãos matou 35 pessoas e deixou feridas 52. O ano passado, dados da BBC apontavam para quase 4 mil mortos no país, entre os quais, cerca de mil civis. Este ano, calcula-se que o número já tenha chegado às 2 mil pessoas.