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14/07/11

Assis versus Seguro e Seguro versus Assis

(...) a campanha para as directas do PS reúne todas as condições para se tornar num dos mais fastidiosos momentos da vida política portuguesa. Ainda bem que eles têm o bom senso de a fazer quando mais de metade está a banhos e a outra parte a pensar fazer o mesmo!
DAQUI

05/04/11

FMI vem dar razão a Karl Marx — o que mais nos irá acontecer?

O velho Marx está com certeza a dar gargalhadas no túmulo. Enquanto Assis, o grande socialista, fala em arcaísmos, Dominique Strauss-Kahn, o grande capitalista, vem dar razão ao autor de O Capital (querem coisa mais arcaica?), reconhecendo que se acentuou "o fosso entre ricos e pobres". E se isto não são tempos interesantes, não sei o que são tempos interessantes.

18/09/10

Hoje foi um dia igual aos outros mas com um final feliz

E seria chegado o momento de citar aquele poema do pastor protestante alemão, muitas vezes erroneamente atribuído a Brecht, Primeiro vieram pelos comunistas... não fosse ter acontecido ao poema do pastor protestante alemão o mesmo que aos girassóis do Van Gogh.
O caso é que, esteticismos à parte, PS, PSD e CDS votaram por Sarkozy. A explicação de Assis para a posição oficial do seu partido foi particularmente espúria. Cito: Quando está a decorrer um inquérito, não acho bem que a Assembleia da República condene um Estado de Direito democrático, como é o Estado francês. Não estamos a falar de nenhuma República pária ou de uma ditadura, mas de um grande Estado democrático.
Resumindo: atribui-se à França a presunção de inocência, como ao Carlos Cruz. Quanto aos ciganos, que aguentem os cavalos.
Enquanto isto, ou seja, enquanto na Assembleia da República Portugal reconhecia a grandeza do Estado francês apesar das Invasões, o povo clamava pelas casas e pelas ruas a pergunta milionária: onde fica o Poceirão?
E estava mais um dia a chegar ao fim quando o Olhanense ganhou ao Portimonense.
PS.: Lamento, Hugo Miguel, mas o meu dia acabou melhor que o teu. Já agora, sabes por acaso onde fica o Poceirão?

05/05/10

A pergunta é retórica e ainda assim não lhe resisto: mas onde é que o PS vai desencantar estes cromos?

Cá para mim, tudo começou com o Augusto Santos Silva a garantir que gostava de malhar na malta. A porta do género musculado-ó-popularucho escancarou-se e, depois disso, assim de repente, já tivemos direito ao par de cornos do Pinho e ao manso era a tua tia do Sócrates que isto é um país de machos ora bem.
Resumo feito, informo que nada tenho contra a linguagem pícara (mesmo a gestual). Já um gajo palmar um par de gravadores não concordo.
Esclareça-se: não concordo, não é por achar que um gajo palmar um par de gravadores seja crime por aí além. Na minha vida, embora nunca tenha palmado gravadores, pelo menos que me lembre, confesso que já palmei várias coisas (e não falo só de livros).
A diferença — que no caso não será despicienda —, é que, ao contrário do Ricardo Rodrigues, eu não sou coordenadora de porra nenhuma (e muito menos da área da Justiça do PS).
Reconheceu o próprio ter agido "irreflectidamente", para se justificar logo em seguida com a "violência psicológica insuportável" a que se vira sujeito. E Assis, esse outro grande iluminado do PS, saiu logo a dar-lhe a mão e suponho que até que o ombro.
Pois olhe, Ricardo Rodrigues, só lhe quero dizer uma coisa: muito pior do que palmar é vir fazer queixinhas. Se eu fosse a mãe de Vossa Excelência, que não tenho idade para isso, note-se, o que eu lhe dava era um par de galhetas. E não seria certamente pelos "dois equipamentos de gravação digital".
Moral da história. Como dizem que disse o Salgueiro Maia: existem os Estados comunistas, existem os Estados capitalistas, e existe o estado a que isto chegou.

26/02/10

Nunca ganhará o nobel da literatura mas, sem querer armar-me na Cristina da Suécia que a mim também ninguém me trata por chefe, ganhou o meu apreço

... sem negar que tudo aquilo é muito confrangedor (tirando talvez a voz fantástica do senhor sentado ao lado do José António Saraiva que não sei como se chama) e quanto às perguntas do PS nem falo.
Ou só isto (parafraseando as palavras de Francisco Assis acerca da possibilidade da Assembleia da República avançar mesmo para uma comissão de inquérito parlamentar): "O PS não está interessado em esclarecer seja o for e concentrou-se num único objectivo: pôr em causa o carácter dos convidados incómodos."
imagem de José António Saraiva roubada daqui