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02/01/23

REMODELAÇÃO GOVERNAMENTAL: A HISTÓRIA DA CAROCHINHA ACTUALIZADA A 2/01/2023

Horas esteve à janela de S. Bento António Costa.

Demandava, como no conto popular infantil:

— Quem quer casar com a Carochinha, que é rica e formosinha?

Ninguém o levava a sério.

Já noite, passou o Galamba.

— Quero eu, quero eu!

E foi assim. Casaram. E Galamba foi a ministro.

25/11/22

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «E O QUE DIRIA MONTAIGNE?»

 «... Quanto à morsa de Oslo, sujeita ao stress da presença humana apesar dos apelos para que deixassem o animal em paz, decidiram as autoridades, temendo que pudesse tornar-se agressiva, matá-la. Foi poupada no entanto ao esquartejamento ao vivo para educação dos infantes como aconteceu à girafa da Dinamarca. Não desesperemos: talvez seja verdade que o mundo pula e avança…

Não sei por que me lembrei da morsa. Da morte anunciada da morsa. Entretanto, os humanos já tinham chegado aos oito mil milhões de exemplares.

Talvez tenha sido — é uma hipótese que me coloco — devido à torrente de raciocínios absurdos com que nos presentearam ultimamente. E que não se deixe de considerar absurdo o raciocínio que esteve na origem da decisão de matar a morsa: os humanos estão a stressar o animal; o animal stressado pode tornar-se agressivo; mate-se o animal!

Note-se: eu não estou a sugerir, à maneira de Swiff, que, em vez de se matar a morsa, se matassem os humanos. Mas se ao menos falassem menos!

....

É neste quadro dantesco [do Qatar]  — em linha com o Afeganistão, embora sem cordilheiras e com bastante mais dunas, areia e estádios e hotéis —, que só podemos ficar sensibilizados com as declarações de António Costa recusando-se a ir para lá louvar a sharia, era o que mais faltava!, e em especial de Marcelo Rebelo de Sousa que, dando o corpo às balas (salvo seja) se mostrou disposto a encabeçar — in situ — uma arriscadíssima cruzada em prol dos direitos humanos.

Quanto a Augusto Santos Silva, nada lhe ouvi ainda, mas estou certa de que emprestará à defesa dos valores democráticos universais, a mesma determinação de que deu provas na defesa do Acordo Ortográfico. (...)»

11/09/22

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: DO CORAÇÃO REAL EM FORMOL À «PUTA DA SILVA»

Uns fizeram bicha para ver o coração de D. Pedro conservado num frasco em conserva; outros terão corrido aos jardins da residência oficial do primeiro-ministro para assistir ao concerto de um «multiartista afrotravesti imigrante». 

E nunca me pareceu que a expressão "isto anda tudo ligado" tivesse tanta actualidade.



07/09/22

ZELENSKY APLAUDIDO NA BOLSA DE VALORES DE NOVA IORQUE: CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA PARA O ESFORÇO DE GUERRA (II)

 


É pegar nos 125 euros do bónus oferecido por António Costa e investi-lo na Bolsa de Valores de Nova Iorque para ajudar o presidente Zelensky. O investimento na indústria de armamento parece ser de momento a melhor opção. 

06/09/22

CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA PARA O ESFORÇO DE GUERRA

Todos aqueles e aquelas que defendem que a guerra em curso da Ucrânia deverá apenas terminar — não com cedências dos contendores discutidas à mesa — mas com o ribombar dos canhões vitoriosos que farão fugir o último russo da Crimeia, têm agora uma oportunidade de ouro para demonstrarem a sua solidariedade para com Volodymyr Zelensky.

É pegarem nos 125 euros do bónus oferecido por António Costa e, em vez do o gastarem em vinho ou em bolos, endossá-lo ao governo ucraniano.

Com o Orwell no coração: «Guerra é Paz; Liberdade é Servidão; Ignorância é Força».

30/06/22

PORTUGAL É UM MANICÓMIO E NÃO SE PODE APANHAR AMEIXAS NEM FAZER A SESTA

Estando a saga das ameixas longe do seu fim, desci novamente ao quintal. Fui e voltei e depois fiz a sesta. Sonhei com camionetas. Acordei. Seguimos sin furgonetas  nada de novo  mas também afinal com ministro. 

Moral da história: Pedro Nuno Santos não é uma nêspera.

«Pedro Nuno Santos não se demitiu nem foi demitido pelo primeiro-ministro.»


PORTUGAL É UM MANICÓMIO E NÃO SE PODE IR APANHAR AMEIXAS

Uma pessoa dirige-se ao quintal para apanhar as ameixas que o vento insiste em colher da árvore sem ninguém lhe ter pedido nada. Quando desce para o quintal leva no coração dois novos aeroportos. O tempo de regressar com as ameixas e não só já não há aeroportos, mas também parece já não haver ministro. 

«Se Pedro Nuno Santos não se demitir será demitido pelo primeiro-ministro, soube o Público»

«Pedro Nuno Santos não se demite»

09/06/22

ENTRETANTO NO NOSSO LAR, DOCE LAR: Ó SENHOR COSTA, VAMOLÁVER

Parem lá de gozar, se faz favor

Luís Aguiar-Conraria

«Às vezes, fico com a ideia de que os governantes gostam de gozar connosco. Voltei a ter essa sensação quando ouvi António Costa falar da necessidade de aumentar o peso dos salários no PIB e exortou as empresas a que fizessem um esforço coletivo nesse sentido. Pôs mesmo uma meta: até 2026, aumentar o salário médio em 20%. Neste caso, esta simples declaração é como um bom bolo de bolacha, tem várias camadas de gozo.

A primeira camada de gozo é a de fixar uma meta que em nada depende do Governo. Não é António Costa quem define quais os salários que as empresas pagam. Este discurso serve essencialmente para chamar a si mesmo o mérito de eventuais aumentos salariais que venham a ser concedidos no sector privado.

A segunda camada tem a ver com a justificação que o Governo deu, ainda não há muitas semanas, para não aumentar os funcionários públicos em mais do que 0,9%: não queria alimentar uma espiral inflacionista. Até parece que só os aumentos dos funcionários públicos é que causam inflação. Os aumentos dos salários no sector privado não.

(Se pensarmos com cuidado, percebemos que é precisamente o oposto. O perigo de os aumentos salariais alimentarem a inflação tem a ver com o facto de o empregador poder aumentar os preços transferindo o aumento de custos para o cliente. Esse perigo é muito maior no sector privado do que no público. Por exemplo, não é por se aumentarem os professores universitários que as propinas ficarão mais altas.)

A terceira camada é o próprio objetivo fixado e a forma de lá chegar. Diz António Costa que o peso dos salários no PIB é de 45% e quer que suba para 48%. Para tal ser possível é necessário que os salários aumentem mais do que o PIB. De acordo com as previsões da Comissão Europeia, o PIB português deverá crescer, em termos nominais, 8,8%. Na verdade, como a inflação prevista tem estado sempre a ser revista em alta, o provável é mesmo que o PIB nominal aumente ainda mais. (Note-se que o PIB representa o valor de todos os bens e serviços produzidos num ano, pelo que pode aumentar porque cresceu a produção e/ou porque os preços subiram; já quando falamos do PIB real, estamos a abstrair-nos dos efeitos inflacionistas.) Se as empresas seguirem o exemplo do Governo e aumentarem os salários em 1%, o que vai acontecer é que o peso dos salários no PIB, em vez de subir de 45% para 48%, desce para 42%. Se as empresas, em vez de fazerem o que António Costa diz, fizerem o que ele faz, o peso dos salários, em vez de aumentar três pontos percentuais, cairá em igual montante. Bem prega Frei Tomás…

Há uma quarta camada de gozo que é o de não dizer se o aumento de 20% é em termos reais ou nominais. Habituámo-nos de tal forma a não ter inflação que nos esquecemos que um aumento dos salários igual à taxa de inflação não é aumento nenhum. Se os preços em Portugal congelassem até ao fim do ano, a taxa de inflação de 2022 seria de 6,7%. Se traçar cenários otimistas e pessimistas para a inflação até 2026, concluirá que, até ao fim de 2026, os preços subirão entre 20% e 30%.

Portanto, se António Costa fala de um aumento nominal dos salários, 20% não é nada. Por trás de um número aparentemente ambicioso está, na verdade, uma ambição de descida dos salários reais. Faz lembrar quando, durante a campanha, o aumento de 0,9% dos salários da Função Pública foi apresentado como uma promessa eleitoralista. A promessa só era eleitoralista porque somos burros, dado que a inflação era bastante superior.

Se Costa se refere a aumentos reais dos salários, isso quer dizer que os salários têm de subir bastante acima da inflação. Admita, só para simplificar as contas, que a inflação em 2022 é de 7%, depois cai para 5% em 2023, 3% em 2024 e 2% em 2025 e 2026. Para que haja um aumento real de 20% dos salários, estes terão de crescer 3,85 pontos percentuais acima da inflação todos os anos. Só este ano teriam de subir quase 11%.

Há ainda uma quinta camada de gozo. O objetivo de aumentar os salários em 20% surge na mesma altura em que o Governo anuncia experiências-piloto para testar a semana dos quatro dias de trabalho. O Governo acena com menos um dia de trabalho por semana (ou seja, uma redução de 20% da carga de trabalho semanal) ao mesmo tempo que fixa como meta 20% de aumento salarial. Andam os economistas a discutir se será possível reduzir a semana de trabalho sem baixar salários e o Governo não só acha possível não baixar salários como até acha que dá para os aumentar em 20%. Se fizer as contas, verá que, para aumentar o salário em 20% ao mesmo tempo que reduz o horário noutros 20%, o salário por hora terá de aumentar 50%.

Fico na dúvida sobre se estão a gozar ou se não têm qualquer noção do que dizem.»

DAQUI, a partir DAQUI

01/02/22

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «MENTES SIMPLEX»

«Com o caos instalado, conclui-se que a maioria (PAN, IL, CDS, PSD…) diz querer avaliar o Acordo. Não deveria ser antes avaliarem-se?

À esquerda, António Costa, oracular, afirma que o AO “deve fazer o seu caminho”. Catarina Martins afirma que o “Acordo prevê, ele próprio, que haja estudos e revisões ao longo do tempo, e, portanto, se algum de nós estiver a dizer que não quer essa revisão, está a dizer que não quer o próprio Acordo”, raciocínio algo bizantino que, além de assentar numa falsidade (nada no Acordo prevê aquilo de que a deputada fala), denuncia alguma ignorância sobre o funcionamento da língua: afinal a ortografia não é como o PIB que, habitualmente, muda todos os anos. Rui Tavares afirma que o que importa é a coerência, sendo por isso muito importante o Acordo, melhorado ou não, enquanto contributo para a promoção da língua portuguesa lá fora (este desígnio promocional assente na uniformização, como toda a gente sabe, também tirou em tempos o sono aos ingleses e espanhóis: os primeiros conseguiram que shit se tornasse universal nos territórios de Sua Majestade; já os segundos tentaram, sem sucesso, impor a interjeição coño à totalidade do mundo hispânico). »

O RESTO AQUI

10/08/21

 E AOS ABACATES DISSE NADA...

«O primeiro-ministro defendeu hoje que o "alerta vermelho" dado pelo relatório da ONU sobre o clima "confirma o acerto" da "prioridade estratégica" do Governo, apontando a necessidade de atingir a neutralidade carbónica em 2050.»

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/clima-antonio-costa-diz-que-alerta-da-onu-confirma-acerto-da-prioridade-estrategica-do-governo