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14/02/12

A propaganda anda pela hora da morte

Governo mandou fazer 100 livros e pagou 12 mil euros por ajuste directo a uma gráfica.
Está bem. Percebo que a impressão a cores melhora substancialmente a coisa, o papel couché é caro e os baixos-relevos da capa fundamentais para aprimorar a obra. Mas 120 euros por exemplar?!
Com esse dinheiro não seria melhor mandar imprimir o Goebbels' Principles of Propaganda que ainda por cima pode ser descarregado na NET?
Já agora, o livro publicado pelo Relvas vem escrito em português ou passaram-lhe o Lince por cima?

25/02/10

A Hitler o que é de Hitler, a Goebbels o que é de Goebbels, a Sócrates o que é de Sócrates e quanto à propaganda nada de novo no reino da Dinamarca

Aqui umas postas abaixo referi-me à atitude do Primeiro-Ministro sempre que confrontado com os vários escândalos que vêm rodeando a sua vida política. Exemplificando, remeti para artigo do jornal Expresso cujo título era “Sócrates diz-se alvo de mais um ataque pessoal”.
A recorrente estratégia de vitimização de José Sócrates conduziu-me a uma das regras básicas de propaganda: repetir muitas vezes a mesma coisa e, já agora, de preferência uma coisa simples. A prova da eficácia desta regra é que ainda hoje me lembro do OMO lava mais branco.
Vai daí citei Goebbels, um incontestável mestre na matéria.
Um parênteses: o autor da frase transcrita (em inglês) não é, contudo, Goebbels mas sim o próprio Hitler.
E dado que um comentador do referido post, A. Teixeira, me fez notar, com razão, que naquela altura os políticos ainda não falavam todos em inglês (técnico ou não técnico) aqui deixo a citação no original, retirada do “Mein Kampf” (Primeira Parte, Capítulo VI):
Aber alle Genialität der Aufmachung der Propaganda wird zu keinem Erfolge führen, wenn nicht ein fundamentaler Grundsatz immer gleich scharf berücksichtigt wird. Sie hat sich auf wenig zu beschränken und dieses ewig zu wiederholen. Die Beharrlichkeit ist hier wie bei so vielem auf der Welt die erste und wichtigste Voraussetzung zum Erfolg.
Confusão esclarecida, adiante.
Tomás Vasques resolveu linkar simpaticamente o meu post. Agradeço-lhe desde já o aumento significativo de visitas a este modesto tasco, mas houve uma confusão.
Diz Tomás:
A Ana Cristina Leonardo compara José Sócrates a Goebbels, a propósito de uma recente declaração do primeiro-ministro. É uma comparação de efeito fácil. Tão fácil que me permite repetir: nada de novo no reino da propaganda. Portanto.
Ora eu não comparei Sócrates a Goebbels (dado o meu engano teria mesmo comparado Sócrates a Hitler).
O que eu comparei foram estratégias propagandísticas. Naturalmente, não é a mesma coisa.
E não os comparei, por duas razões.
Primeiro e acima mesmo de tudo por evidente respeito pelas vítimas do nazismo.
Segundo, porque como uma vez escreveu António Barreto também eu não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí.
Dito isto, um comentário final e dirigido pessoalmente ao Tomás.
Ali no canto direito do blogue tenho uma frase que não é minha mas que se quiser citar, essa sim, resume mesmo ― mas mesmo mesmo ― o que eu penso de Sócrates (e de muitos outros). É do humorista judeu norte-americano Lewis Black e não me canso de repeti-la. Diz assim:
In my lifetime, we've gone from Eisenhower to George W. Bush. We've gone from John F. Kennedy to Al Gore. If this is evolution, I believe that in twelve years, we'll be voting for plants.

18/02/10

Conversas em família: vira o disco e toca o mesmo

Sócrates diz-se [hoje] alvo de mais um ataque pessoal; há uns anos Goebbels disse: "The most brilliant propagandist technique will yield no success unless one fundamental principle is borne in mind constantly ― it must confine itself to a few points and repeat them over and over”.
Nada de novo no reino da propaganda. Portanto.

07/05/09

A propaganda dá sempre merda!

Estou francamente farta do assunto. Que volte a ele significa que a propaganda resulta. Num mundo ideal não devia. Não vivemos num mundo ideal. Ah! pois é.
O último 1º de Maio gerou um "não acontecimento". As escaramuças entre Vital Moreira e alguns participantes da manifestação convocada pela CGTP para a data transformaram-se num caso nacional, e até o primeiro-ministro veio dizer que se tratara de "uma vergonha para a democracia".
Uma onda de indignação varreu o país porque o candidato europeu fora injuriado, esmurrado, pontapeado, enfim, ferido no mais fundo da sua alma e à superfície da epiderme também.
Até hoje, não vi nenhuma imagem que comprovasse tais factos. Mas, como diria Goebbels, um mestre da propaganda, uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade.
Saramago, diz-se que convertido já na terceira-idade aos valores democráticos, cumpriu o seu papel de bardo e falou alto.
Num artigo em que a partir do segundo parágrafo desata a referir-se a si próprio na terceira pessoa, como se do rei de Espanha se tratasse, e, significativamente intitulado "Expulsão", pede identificações e exige purgas.
Entretanto, vão-se trocando galhardetes em praça pública, pedidos de desculpa, mais galhardetes e mais pedidos de desculpas. Não se trocam bengaladas nem sapatos.
Depois alguém vem acrescentar que, pelo menos um dos arruaceiros, não era do PCP. Era do Bloco de Esquerda. Dão-lhe nome. Dão-lhe rosto. Rosto que o BE terá apagado do seu site, à semelhança do que Estaline fizera a Trotsky.
Chegada aqui, perdi-me.
Perdida, só quero dizer o seguinte porque eu cá não nasci das ervas: mentir é muito feio, andar à cata de pessoas é muito feio, denunciar é muito feio... e brincar com o Photoshop também, pelo menos às vezes.
Quanto ao Goebbels, que sem dúvida era um mestre, acabou mal. O pior, claro, tinha sido o resto.