Esta guerra tem-nos sido oferecida como uma luta do Bem contra o Mal.
Não se trata de reconhecer e condenar a invasão russa de um país independente. O que nos é vendido — e com enorme sucesso, há que reconhecê-lo — é uma narrativa, como antigamente dizia o Sócrates, em que os ucranianos são representados por Obi-Wan Kenobi e os russos estão sob o domínio de Darth Vader.
E nem o facto de um dos papéis principais caber a Andrzej Duda, o presidente polaco cujo respeito pela liberdade democrática tem muito que se lhe diga, faz tremer a leitura da coisa.
Em resumo: isto tem tudo para acabar bem.