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09/09/10

As voltas que o mundo dá enquanto o mundo espera o acórdão [incluindo o Daniel Oliveira]

Eu sou primeiro ministro, eu não tenho o direito de me queixar da justiça. Tenho, isso sim, o dever de reafirmar a confiança na justiça (José Sócrates)

Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há (Manuela Ferreira Leite)

Ambas as afirmações, aqui.

13/08/09

Por onde andam os 'divertidos' que só nos saem duques, perdão, 'sisudos', ou há malta que nasce com costela de ministro e pronto

AINDA A TOMADA DA BASTILHA, PERDÃO, DA CAMÂRA, MELHOR DIZENDO DA BANDEIRA

Quando li o manifesto do SIMplex registei a pluralidade dos humores: a vida tem destas coisas, juntar pessoas que não se conhecem, homens e mulheres, jovens e menos jovens, gente consagrada e por consagrar, gente divertida e sisuda... No que toca ao recente episódio da troca das bandeiras não sei, porém, onde páram os primeiros. Os sisudos, sim. E, pelas declarações, já foram convidados para ministros.

Com o crime de furto rebaixado à categoria de anedota nacional, vivemos hoje num país mais perigoso (Diogo Moreira)

Caso não haja uma resposta enérgica e firme por parte das autoridades, nunca a expressão “República (ou Câmara) das Bananas” foi mais apropriada (Diogo Moreira)

Eu pensava que os anarquistas eram de extrema-esquerda. Estamos sempre a aprender (Diogo Moreira)

Nunca tão poucos deram uma machadada tão grande na autoridade do Estado (Diogo Moreira)

É bom ver que a autoridade do Estado, o Estado de Direito ou o simples cumprimento da Lei é algo que os “guerrilheiros ideológicos” consideram risível (Diogo Moreira)

Em matéria de autoridade do Estado não há graçolas (Eduardo Pitta)

CONCLUSÃO: Como escreveu Bruno Sena Martins «entre monárquicos bem humorados e republicanos sisudos estou, naturalmente, com os primeiros».

05/08/09

Finalmente percebi porque é que a minha vida pessoal anda uma merda e perdoem-me o desabafo desabrido

A resposta foi-me apontada aqui. E, vai daí, segui o link.
O link, tal estrada de Damasco, conduzia-me à Iluminação. Quero eu dizer, a um post de Carlos Santos no SIMplex que, por sua vez, era uma reprodução de um post de Valupi, no Aspirina B.
Para não vos maçar demasiado, passo a resumir: contas feitas, 58,9% dos eleitores não irá votar PS mas sim noutros partidos. Que, por isto ou por aquilo, são todos maus. Os outros partidos.
Ao negarem-se a votar na modernidade socrática, esses 58,9% de eleitores provam habitar «algures no espaço cósmico, bem longe da gravidade terráquea».
Nota da autora deste post: os abstencionistas não são considerados mas supõe-se que também flutuem na exosfera.
A parte que abalou porém e completamente os fundamentos do meu Ser, como se fora atingida, em simultâneo, pelos 22 raios da Fraternidade Branca (seja lá isso o que for) vinha a seguir, à laia de conclusão: «E se esta é a clarividência que revelam em matérias políticas, como será noutras áreas da sua vida pessoal e nossa existência colectiva?»
E eu, quase a desistir da vida pessoal e da nossa existência colectiva nem se fala, senti-me repentinamente invadida por um vaga de esperança, um frémito retemperador, uma substância de vida que nem a Laurinda Alves nos seus dias mais profundos.

22/07/09

É sobre o Simplex e não se fala mais nisso

Ao princípio levei um certo tempo a perceber a coisa. Depois fui lá: SIMplex de Simplesmente PS... Xim Plex... Sim PS... e por aí fora.
Também fui lá ― literalmente. Ao SIMplex. Ao blog. Li o Manifesto.
Para além do apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, único tema fracturante referido e que, pelo que percebi, não é consensual (grande parte dos colaboradores do SIMplex apoia), tudo o resto me deixou ― como dizer? ― perplexa.
Perplexa com a banalidade. Como se bastasse, entrados no século XXI, ressuscitar os princípios do welfare state... odiar o Santana Lopes... e já está!
Vejamos.
Os proponentes do Manifesto são pela liberdade. Incluindo a religiosa. Pelo Estado laico. Pela igualdade dos géneros (agora não se diz sexos, eu sei...). São pelo conhecimento. Pela inovação. Pela ecologia.
São contra os mitos salazaristas e as utopias revolucionárias. As soluções caudilhistas.
Acreditam num socialismo moderno. Não gostam da Manuela Ferreira Leite.
Esclarecendo o ponto: querem que o PS ganhe as próximas eleições, de preferência com maioria absoluta.
E depois, ou antes, tanto faz, tem aquela parte que diz assim:
Vemos no PS, e sobretudo em José Sócrates, capacidade de mudança e modernização. Sem a tentação miserabilista da direita e as utopias irresponsáveis da extrema-esquerda.
Aí fiquei confusa. Mais do que perplexa. Ainda estou a tentar perceber...
Porque a parte do SIMplex já tinha percebido. Não fora o Edson Ataíde ter inventado o Tou Xim! nos anos 90 e seria um grande slogan...