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09/08/24

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Então e os Bárbaros: Chegam ou não Chegam?»

«(...) A extrema-direita e as redes sociais têm servido de explicação [para a situação no Reino Unido]. Mas eu que sou do tempo dos aplausos e vivas às redes sociais aquando da chamada Primavera Árabe de 2011, pergunto-me que diferenças substanciais no seu uso se deram de ontem para hoje?

07/06/22

ACHO QUE ATÉ O PRÓPRIO PUTIN DISPENSARIA DEFESA TÃO IDIOTA

Diz que corre pelas redes sociais e eu sou testemunha porque vi a coisa escrita, com estes que a terra há-de comer: «A Ucrânia não existe porque não registou as fronteiras!»

E depois ainda gozam com a malta da Terra plana...

ASSUNTOS DOMÉSTICOS E EDIFICANTES PARA VARIAR: QUE SAUDADES TÍNHAMOS DE JOÃO GALAMBA!

«Desde que o Milhazes popularizou numa televisão generalista o “crl” debaixo de intensos aplausos, abriu-se literalmente uma avenida grande pra “crl” pró “crl”.

Temos agora um secretário de Estado a usar a expressão para mandar alguém, por escrito e por extenso, até esse popular destino.

Nada de muito surpreendente na figura em questão: há tempos, o mesmo político já tinha sido capaz de chamar ”estrume” a um programa de informação, e sem que isso lhe trouxesse problema algum.

Bem vistas as coisas, depende sempre de quem diz o quê e quando. Porque uma publicação nas redes sociais pode sempre servir de pretexto sublinhe-se enfaticamente pretexto para se demitir alguém.

O país é mesmo do “crl”!»

Paulo Dentinho

NOTA PESSOAL: O referido secretário de Estado assumiu com orgulho a autoria das edificantes mensagens.

07/03/22

EXCELENTE REFLEXÃO DE ROGÉRIO CASANOVA SOBRE OS ESPECTADORES DA GUERRA: Shitposting em tempos de cólera

«Ao fim de poucas horas de conflito, imagens locais foram partilhadas com o mesmo tom e espírito com que se partilham imagens de um momento desportivo (“arrepiante!”), ou de um blockbuster recente (“épico!”) ou de um gatinho-bebé adoptado por uma foca (“lágrimas nos olhos!”). Farrapos de mitologia ad hoc — o “Fantasma de Kiev”, ou os soldados na ilha das Serpentes que insultaram os agressores antes de uma morte heróica — circularam entusiasticamente (até serem desmentidos) em parte por obedecerem às exigências básicas do entretenimento. A nossa vulnerabilidade à imagem simbólica ou ao desenlace convenientemente cinemático pode ser embaraçosa, mas não é imoral, nem inadequada.»

Vale mesmo a pena lê-lo aqui, ou comprar o jornal Público para quem não tenha assinatura online.

04/03/22

A GUERRA E AS REDES SOCIAIS

As plataformas Facebook e Twitter foram bloqueadas pelo governo de Putin. O argumento foi que as duas impedem o acesso aos canais "oficiais" russos. Ao que parece, o Youtube também estará na lista dos bloqueios.


11/02/22

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «O PROBLEMA COM AS MÁQUINAS»

 «... Instalado o clima prazenteiro, numa reedição do “não há rapazes maus” de Padre Américo traduzido entretanto por “não há imbecis irrecuperáveis” (convicção que os mais cultos insistem em alicerçar em Voltaire, embora — e pela quinquagésima vez! —, o francês nunca tenha dito: “Posso não concordar com o que dizeis, mas defenderei até à morte o vosso direito a dizê-lo”), quando Donald Trump perguntou se a lixívia não seria eficaz no combate à Covid 19 era demasiado tarde: o mal estava feito.»

O resto AQUI.

06/02/22

A PROPÓSITO DE VERMEER, LEITURAS QUE VALEM MUITO A PENA

 «A "poesia do recolhimento" de Johannes Vermeer, como alguém lhe chamou, foi destruída pela diluição das fronteiras entre público e privado, pela apetência das celebridades em partilharem connosco os momentos íntimos dos seus quotidianos, como se nos interessasse conhecer o underwear de Ronaldo ou o petit-déjeuner de Georgina. Na peugada dos famosos e das "figuras públicas", os comuns mortais figuram-se também eles como celebridades, fazendo-se fotografar em selfies de despudorado onanismo, retratando os pratos que comem nas mesas dos restaurantes, compondo autobiografias risonhas em "histórias" do Instagram.»

O RESTO AQUI

23/02/13

Indignar-se, mas só se for em bom português e na ideologia certa



Corre nas redes sociais - e já obrigou as várias autoridades implicadas na coisa a virem esclarecer o sucedido - o texto de uma passageira de um comboio do Norte que assistiu a uma cena que a indignou. 
Resumidamente: tratou-se de uma multa passada ao dono de uma cadela que a transportava no comboio sem bilhete.
O revisor chamou a polícia, o dono do cão foi expulso do comboio, depois de este ter estado meia-hora parado, e levado para a esquadra como se tivesse cometido um crime, tipo assalto ao BPN. 

Preço do bilhete (da cadela) em falta: 2 euros.

O curioso da história são os comentários "politicamente esclarecidos" que alertam para o facto do referido texto conter erros de sintaxe e ortografia, além de denunciar um perigoso amor pelos animais que já Hitler e os nazis... Etc., etc., etc.
Se bem percebo: indignação, mas só se for intelectualmente elevada e meter a Grândola.
Há gente que nasceu parva e há-de morrer parva.