Tive a infeliz ideia de espreitar os canais de TV portugueses a propósito das eleições presidenciais francesas. Estava num deles — não sei qual — um comentador nacional — não sei quem é — a afirmar cheio de convicção que as pessoas, porque vivem mais anos, podem — e devem (sic) — trabalhar até mais tarde. Rematava o referido que, afinal, ninguém quer passar os dias sentado num banco de jardim. Só lhe faltou relembrar que o trabalho liberta.
Quem será o iluminado? Por uma fracção de segundo ainda pensei voltar atrás na box, mas logo preferi ir para o quintal apanhar a merda das cadelas.