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22/09/23
31/05/22
MISTÉRIOS DA PORTUGALIDADE: A RÚSSIA E OS MILAGRES DE FÁTIMA
Terá isto a ver com os tais Segredos de Fátima? Não vejo outra explicação.
21/05/13
Mais um milagre de Fátima: Cândido Oliveira ofendeu a Santa Madre Igreja e não mostrou arrependimento. Deus, perdão, o Tribunal castigou-o.
"As declarações de Cândido Oliveira contra o Santuário de Fátima e a Igreja Católica surgiram numa contestação no âmbito de um processo movido contra a autarquia em que o Santuário reclama a posse de uma parcela de terreno em Fátima, que o município diz ser do domínio público.
No documento, o jurista teceu várias considerações sobre o santuário, acusando-o de “ganância desmedida, ocupando tudo de borla e deixando as pessoas na miséria”. Referiu também que a igreja deve limitar-se a “rezar sobre os mortos e os vivos e nada mais” e que “os jovens padres nem conhecem o segredo de Fátima”.
Para o tribunal, o arguido proferiu as declarações de “forma livre e deliberada”, “consciente de que iria ofender o santuário”. Tais expressões foram consideradas pela magistrada como “ofensivas da credibilidade”, pois põem em causa a “doutrina defendida pela igreja”.
Segundo a magistrada, as expressões foram alvo de notícia em vários jornais e o administrador do Santuário, padre Cristiano Saraiva, testemunhou no tribunal que foi “interpelado por várias pessoas que se mostraram indignadas e ofendidas”.
A juíza realçou ainda que o arguido não “mostrou qualquer arrependimento”, tendo referido que o teor da contestação era “adequado”, o que demonstra que não interiorizou o crime cometido.
Durante a leitura da sentença, a juíza revelou ainda que o arguido foi também alvo de um processo disciplinar pela Ordem dos Advogados." DAQUI
02/04/11
Ser rico não é tudo
Vamos chamar-lhe distracção e evitar o tema embaraçoso da miopia galopante. Quero eu dizer: só agora reparei que a página do jornal "Expresso" onde publico semanalmente uma colunazinha se chama “três pastorinhos”.
Ora bem: não tendo já idade para poder ser incluída no grupo dos videntes, e apartada ainda da longevidade de Lúcia, restar-me-ia, pensei, tão-só a Nossa Senhora, a propósito da qual Desmond Tutu, provando que o humor nem sempre é contrário à fé, contou a seguinte anedota: “José aproxima-se, aflito, do estalajadeiro: ‘Por favor! Acuda! A minha mulher vai ter um bebé’. O homem, impassível, limita-se a encolher os ombros: ‘Desculpe, mas a culpa não é minha’, e é então que José lhe responde: ‘Minha também não!’
Jorge de Burgos, o bibliotecário cego de Eco, teria excomungado Tutu e decerto um amigo meu que há anos imaginou esta história:
Estavam três pastorinhos a pastorear muito sossegadinhos em Fátima quando, de súbito, avistam Nossa Senhora em cima de uma azinheira. Estupefactos, mantêm-se mudos e quedos até que um deles, mais afoito, lança à aparecida a tirada do Garrett: “Quem és tu?” A senhora, sem se deixar intimidar pelos clássicos, responde: “Sou a Nossa Senhora e venho trazer a verdade ao mundo”. E é então que a pastorinha comenta: “Outra marxista!”
Vinha isto a propósito da minha distracção, facto que em nada contradita que andemos precisados de milagres.
Não se afigura fácil, claro, por causa dos PECs, mas também porque um estudo qualquer de Dallas diz que a religião poderá extinguir-se em breve, pelo menos em nove países ricos. Dallas vale o que vale, mas uma coisa nos aquieta: não estamos incluídos.
Assim sendo, que venha a nós o milagre das rosas pelo avesso ou, em alternativa, a descoberta de petróleo em Alcobaça. Ai, Deus, e u é?, perguntam-se os técnicos da Mohave cerca de 700 anos após D. Dinis ter escrito “Ai, flores, ai, flores do verde pino”.
Ora bem: não tendo já idade para poder ser incluída no grupo dos videntes, e apartada ainda da longevidade de Lúcia, restar-me-ia, pensei, tão-só a Nossa Senhora, a propósito da qual Desmond Tutu, provando que o humor nem sempre é contrário à fé, contou a seguinte anedota: “José aproxima-se, aflito, do estalajadeiro: ‘Por favor! Acuda! A minha mulher vai ter um bebé’. O homem, impassível, limita-se a encolher os ombros: ‘Desculpe, mas a culpa não é minha’, e é então que José lhe responde: ‘Minha também não!’
Jorge de Burgos, o bibliotecário cego de Eco, teria excomungado Tutu e decerto um amigo meu que há anos imaginou esta história:
Estavam três pastorinhos a pastorear muito sossegadinhos em Fátima quando, de súbito, avistam Nossa Senhora em cima de uma azinheira. Estupefactos, mantêm-se mudos e quedos até que um deles, mais afoito, lança à aparecida a tirada do Garrett: “Quem és tu?” A senhora, sem se deixar intimidar pelos clássicos, responde: “Sou a Nossa Senhora e venho trazer a verdade ao mundo”. E é então que a pastorinha comenta: “Outra marxista!”
Vinha isto a propósito da minha distracção, facto que em nada contradita que andemos precisados de milagres.
Não se afigura fácil, claro, por causa dos PECs, mas também porque um estudo qualquer de Dallas diz que a religião poderá extinguir-se em breve, pelo menos em nove países ricos. Dallas vale o que vale, mas uma coisa nos aquieta: não estamos incluídos.
Assim sendo, que venha a nós o milagre das rosas pelo avesso ou, em alternativa, a descoberta de petróleo em Alcobaça. Ai, Deus, e u é?, perguntam-se os técnicos da Mohave cerca de 700 anos após D. Dinis ter escrito “Ai, flores, ai, flores do verde pino”.
E que a rainha Santa Isabel os pastoreie que, parafraseando o Pessoa, cognome Álvaro de Campos, o que há [em nós] é sobretudo cansaço.
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