Assim sendo, relembro que hoje, sábado, 4 de Setembro, há concentração às 15h30m em frente à Embaixada de França, em Lisboa (fica no topo da Calçada Marquês de Abrantes, transversal à Avenida Dom Carlos I, mesmo juntinho à 24 de Julho).
Aproveito também para reproduzir o esclarecedor texto de Ricardo Araújo Pereira que lança toda uma nova luz sobre a relação directa, e até agora não devidamente esclarecida, entre a crise e a ciganada. Ou, como diria o Senhor Comentador, é hora de os ciganos contratarem um advogado e um director de marketing.
... segue o texto do Araújo
«A crise económica que o mundo vive é complexa, e não é fácil apontar com exatidão o momento em que terá principiado, mas o governo francês já identificou os seus responsáveis: são os ciganos. A descoberta não terá apanhado ninguém de surpresa. A bem dizer, todos sabíamos do papel que os ciganos desempenharam no descalabro financeiro norte-americano e, subsequentemente, mundial. O conselho de administração do banco de investimento Lehman Brothers era integralmente constituído por ciganos. Uma das razões da falência do banco foi, aliás, o facto de os seus administradores só pegarem ao serviço à tarde. De manhã estavam na feira, a vender T-shirts de contrafação. Bernard Madoff, cuja tez morena é bem reveladora de ascendência cigana, confessou ter planeado o seu esquema fraudulento ao som dos Gipsy Kings. E subprime é um termo do dialeto cigano que significa "ai, Lelo, vamos conceder empréstimos imobiliários de alto risco até provocar a insolvência de três ou quatro grandes instituições financeiras".
Ninguém sabe bem a razão pela qual os gregos elegeram um governo de ciganos, mas o facto é que eles estão lá, a fazer crescer a dívida externa e a arrastar a Europa para a falência. E Sócrates, não sendo cigano, é, no entender de muitos, um ciganão. Creio que é óbvio para toda a gente que a crise económica é mundial precisamente porque os ciganos, sendo nómadas, conseguiram levá-la a todo o lado.
É mais do que natural e justo que o governo francês tenha perdido a paciência com os prejuízos que esta etnia tradicionalmente ligada à alta finança tem provocado e, por isso, como costuma suceder em França com os estrangeiros que não têm categoria suficiente para representar a seleção francesa de futebol, os ciganos foram recambiados para o seu país de origem. País esse que, neste caso, é a Roménia - que faz parte da União Europeia. É azar: os ciganos, que são um povo sem fronteiras, têm algumas dificuldades para circular na Europa sem fronteiras. Ainda assim, um povo tão habituado a ler a sina deveria ter adivinhado que isto da livre circulação de pessoas iria ser prejudicial para quem é nómada. Era mais que óbvio.
Não ignoro que a medida de Sarkozy tem sido criticada, mas apenas pelos radicais de esquerda do costume. Como o Papa. A verdade é que os ciganos só trazem problemas. Recordo que o cigano mais famoso de sempre era estrela de cinema. Chamava-se Charlie Chaplin. Se bem me lembro, era raro o filme em que ele não arranjava problemas com a polícia. Aquilo está-lhes no sangue. »
Lido AQUI (agradeço o link ao Nuno Ramos de Almeida)
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04/09/10
20/07/10
A book a day keeps the doctor away: Wit — Ensaios Humorísticos, Robert Benchley
Estreia em Portugal do humorista Robert Benchley (1889-1945), a quem “os mestres chamavam mestre”. A afirmação é de Ricardo Araújo Pereira e vem no prefácio de Wit — Ensaios Humorísticos.Trata-se de uma deliciosa colecção de textos curtos que podem ser lidos ao gosto do leitor. De trás para a frente, do meio para trás, na diagonal, em modo saltitante ou até por ordem. No total são 72. Multiplique-se 72 por dez boas gargalhadas e eis uma ideia aproximada de quantas vezes se terá de dobrar o riso. Os mais sisudos, naturalmente, poderão apenas esboçar o movimento dos lábios. Mas nem os absolutamente sérios deixarão de sentir cócegas.
Um aviso: este livro não é para quem aprecie piadinhas picantes, trocadilhos com fruta ou se ache “engraçadinho”. Este livro tem “wit”. Espírito. Benchley pega num tema — arte moderna, febre dos fenos, finanças, crianças, táxis, vitaminas ou átomos… — e discorre sobre ele com liberdade infantil, a que junta umas consideráveis pitadas de ironia elegante e adulta.
Um aviso: este livro não é para quem aprecie piadinhas picantes, trocadilhos com fruta ou se ache “engraçadinho”. Este livro tem “wit”. Espírito. Benchley pega num tema — arte moderna, febre dos fenos, finanças, crianças, táxis, vitaminas ou átomos… — e discorre sobre ele com liberdade infantil, a que junta umas consideráveis pitadas de ironia elegante e adulta.
Um arranque típico: “Entre os movimentos menos vistosos e menos interessantes em prol do melhoramento da espécie humana, é de referir a nossa intensiva campanha levada a cabo no Uganda para a eliminação do mosquito tchato-tchato, ou mosca-caranguejo de Hassenway. O mosquito tchato-tchato (ou mosca-caranguejo de Hassenway) assemelha-se à mosca tsé-tsé, inclusive no hífen. É uma mosca minúscula, de traços simples, e foi descoberta pelo Dr. Ambercus Hassenway quando ele andava à procura de outra coisa.”
Além de escrever, Benchley foi também actor. O humor foi-lhe reconhecido cedo, em Harvard, onde estudou. Mais tarde assinaria colunas, entre outros, na “Vanity Fair”, “Life” e”The New Yorker”. Passou por Hollywood (onde How to Sleep ganharia um Óscar). E se profissionalmente a sua vida não foi fácil, divertiu-se à grande ao lado de Dorothy Parker, com quem partilhou a Algonquin Round Table. Wit nunca lhe faltou.
Além de escrever, Benchley foi também actor. O humor foi-lhe reconhecido cedo, em Harvard, onde estudou. Mais tarde assinaria colunas, entre outros, na “Vanity Fair”, “Life” e”The New Yorker”. Passou por Hollywood (onde How to Sleep ganharia um Óscar). E se profissionalmente a sua vida não foi fácil, divertiu-se à grande ao lado de Dorothy Parker, com quem partilhou a Algonquin Round Table. Wit nunca lhe faltou.
Wit — Ensaios Humorísticos, Robert Benchley, 2010, Tinta-da-China, trad. de Júlio Henriques
22/02/10
Políticos de todo o mundo, uni-vos!
Há qualquer coisa de bizarro nas últimas levas de políticos que nos devia inquietar. E não falo exclusivamente de Portugal onde um primeiro-ministro resiste há anos a várias campanhas negras e ainda hoje um administrador da PT confessou sentir-se perseguido por fantasmas.Dando uma volta, só na vizinhança.
Em Itália, Berlusconi é o que se sabe. Em França, Sarkozy excede-se em amor filial. Em Espanha, Zapatero, o menino de ouro do PSOE, perdão, o maquiavélico de Léon, clama por uma moção de censura da oposição, plasmando a atitude do PS português e dando a estas palavras de Ricardo Araújo Pereira na última Visão uma dimensão ibérica:
"(...) o que se passa é isto: neste momento, Portugal [leia-se Espanha] tem um Governo que não se demite mas acha que a oposição devia demiti-lo, e uma oposição que não o demite mas acha que ele devia demitir-se."
E quando na Europa mais de 80% dos cidadãos consideravam, em 2009, os políticos corruptos, as recentes e patéticas palavras de Gordon Brown só servirão para compor o ramalhete.
Em Itália, Berlusconi é o que se sabe. Em França, Sarkozy excede-se em amor filial. Em Espanha, Zapatero, o menino de ouro do PSOE, perdão, o maquiavélico de Léon, clama por uma moção de censura da oposição, plasmando a atitude do PS português e dando a estas palavras de Ricardo Araújo Pereira na última Visão uma dimensão ibérica:
"(...) o que se passa é isto: neste momento, Portugal [leia-se Espanha] tem um Governo que não se demite mas acha que a oposição devia demiti-lo, e uma oposição que não o demite mas acha que ele devia demitir-se."
E quando na Europa mais de 80% dos cidadãos consideravam, em 2009, os políticos corruptos, as recentes e patéticas palavras de Gordon Brown só servirão para compor o ramalhete.
Acusado de passar das marcas e intimidar fisicamente os seus colaboradores, o primeiro-ministro britânico jurou a pés juntos: "I have never, never hit anybody in my life."
Que raio de gente é esta? Pergunto. Terá nascido das ervas? Ou será o resultado de alguma macumba marada?
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