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09/01/13

E ao capital disse nada... Vem aí uma revolução e já se percebeu de que lado chegam as pedras

Documento [do FMI], entregue ao Governo propõe formas de cortar 4000 milhões de euros e refere que há classes profissionais (polícias, militares, professores, médicos e juízes) que têm “demasiadas regalias”. Fundo sugere ainda cortes nas pensões e dispensa de professores.
Notícia integral aqui.

15/05/11

Não consigo parar de rir [sim, eu sei que não devia]

O Presidente do Fundo Monetário Internacional, o socialista francês Dominique Strauss-Kahn, foi detido em Nova Iorque acusado de abuso sexual sobre uma empregada de hotel.
Lido aqui, por cortesia do Nuno.

05/04/11

FMI vem dar razão a Karl Marx — o que mais nos irá acontecer?

O velho Marx está com certeza a dar gargalhadas no túmulo. Enquanto Assis, o grande socialista, fala em arcaísmos, Dominique Strauss-Kahn, o grande capitalista, vem dar razão ao autor de O Capital (querem coisa mais arcaica?), reconhecendo que se acentuou "o fosso entre ricos e pobres". E se isto não são tempos interesantes, não sei o que são tempos interessantes.

10/11/10

Enquanto o FMI, já perto da fronteira da Galiza, tenta perceber o método português de pagamento das SCUTS, Teixeira dos Santos continua a fazer força

Surpreendido pelos jornalistas à saída do seu encontro semanal com o Professor Karamba, o Ministro das Finanças reafirmou que só com muita, muita concentração Portugal conseguirá afastar as forças maléficas do FMI. Adiantando que o Professor Karamba ficara no interior do edifício a concentrar-se com toda a força mais um bocadinho, e recusando-se a mais declarações, Teixeira dos Santos entrou no carro rematando com ar compungido: May the force be with you.
Os jornalistas, também eles comovidos, desmobilizaram.
[também publicado aqui]

Quem devia ter chamado o FMI era eu

SEVEN. The magnificent seven. The last frontier. Quem o disse foi o Teixeira dos Santos: depois do 7, o déluge.
Pois bem. Eu paguei muito mais do que isso. E passo a explicar.
Por motivos idiossincráticos que se prendem com uma péssima relação com a autoridade e com a arrumação de papéis, vi-me não há muito confrontada com uma dívida choruda ao fisco. Para resumir a coisa: eu teria a receber uma pipa de massa mas no fim quem pagou a conta? Quem? Adivinharam.
Perante o facto de me ser impossível continuar a viver cabelo ao vento sem documento, fui às Finanças tentar negociar com o Estado.
Eis o que me disse o Estado.
— A senhora tem várias hipóteses. A) Vai para casa, esquece que falou comigo e vai pagando como pode; B) Propõe um pagamento faseado; C) Pede um empréstimo bancário e paga tudo.
A primeira hipótese é simplesmente retórica. Porquê? Porque as Finanças lhe vão fazer a vida num inferno. Seja a sua dívida 20 cêntimos ou 10 mil euros, para o computador é igual. A partir do momento em que a classificou como devedora ao fisco, nunca mais a larga. E vai esmifrá-la em roda livre. Francamente, não lhe aconselho.
A segunda hipótese implica que nos traga algo para a troca. Uma casa, um carro, uma garantia bancária… Conversamos e chegamos a um valor mensal. Sinto-me obrigado a avisá-la, contudo, do seguinte: os juros são a 12%.
O que nos conduz à terceira hipótese. Vai ao banco, tenta o empréstimo e liquida tudo de uma vez. Os juros nunca serão tão altos.
E foi assim que o Estado negociou comigo. Com um acrescento. Como o funcionário era simpático, adiantou-me uma quarta hipótese off the record.
— Emigre, vá-se embora daqui e não pague nada!
Os mercados e blábláblá são uns bandidos, diz o Teixeira dos Santos? Pois. E ele é o quê? Um darling, queres ver?
[também publicado aqui]