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17/11/07

O que Eu Disse ao Jornal Público sobre o «Debaixo do Vulcão»

Disse que mais depressa pertenceria ao Clube dos Amantes de Debaixo do Vulcão do que a um partido político
Disse que quando volto ao livro de Lowry não consigo reler as páginas finais porque já as sei de cor e são demasiado terríveis
Disse que não se deve recomendar o Debaixo do Vulcão a pessoas demasiado impressionáveis
Disse que me tinha apaixonado por um homem porque ele tinha o Debaixo do Vulcão na mesa de cabeceira mas que depois, como muitas vezes acontece, uma coisa não tinha a ver com a outra
Disse que o México do Lowry é o México. Ponto final
Disse que o livro de Lowry é um livro com tomates
Disse que nos dias de hoje, se encontrasse alguém a ler o Debaixo do Vulcão no comboio, convidaria esse passageiro para tomar um café
Disse que o Debaixo do Vulcão sobreviveu ao tempo, ao contrário de outros livros, como por exemplo, Os Cem Anos de Solidão, que vivem do efeito surpresa
Disse que o Debaixo do Vulcão é uma obra total. Talvez o último grande romance, à maneira de Tolstoi
E disse que era mesmo verdade que no se puede vivir sin amar