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05/11/22

NOVAS ALIANÇAS

Repito-me: na minha singela opinião, a única grande vantagem de ser rico é poder o rico mandar o mundo àquela banda.

A campanha que para aí vai contra o Elon Musk é um bom sinal disso mesmo.

E enquanto, pelo menos aparentemente, ele continua a divertir-se com o seu novo brinquedo, é ver malta de esquerda a aplaudir multinacionais como a General Mills, a Pfizer, a Audi, Volkswagen, Ford, General Motors e etc., por terem decidido suspender a publicidade na plataforma comprada por Musk.

E só isso já dá um bocadinho para rir, mesmo não se sendo rico.

21/02/22

CREDIT SUISSE: QUANDO A BANCA LAVA MAIS BRANCO

Lavagem de dinheiro: um negócio mais próspero do que os chocolates suíços.
Denunciadas mais de 18 mil contas bancárias de clientes nada recomendáveis, desde ditadores sanguinários a cartéis de droga passando por traficantes de pessoas e incluindo gente presa e condenada na Justiça. 

17/05/12

Frases com sentido

Não conhecia esta frase do Mia Couto, mas é absolutamente verdadeira: "A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos". Ora bem.

14/03/12

Até o Greg Smith da Goldman Sachs percebeu que esta merda tem de ter deontologia ou citando o mafioso Johnny Gaspar "I'm talkin' about ethics"

TODAY is my last day at Goldman Sachs. After almost 12 years at the firm — first as a summer intern while at Stanford, then in New York for 10 years, and now in London —I believe I have worked here long enough to understand the trajectory of its culture, its people and its identity. And I can honestly say that the environment now is as toxic and destructive as I have ever seen it.
(...)
continua no site do New York Times
Boneco The New Yorker Cartoons

13/05/10

O capitalismo que nos há-de foder a todos ou bem podem meter os PECs num sítio que eu cá sei

(...) Para que se faça uma ideia: nos últimos anos, a economia mundial cresceu à volta de 4%; o comércio mundial 4,5%; e o movimento de capitais 60%!
Como é possível conviver com um sector financeiro que em algumas décadas cresceu várias vezes mais do que a economia real?
É neste contexto que se inserem as novas medidas acordadas em Bruxelas para Portugal e outros países. Através dessas medidas não se trata, como a experiência já demonstrou, de fazer conjunturalmente sacrifícios para garantir a médio prazo o crescimento da economia, o desenvolvimento económico, o fomento do emprego, enfim, aqueles objectivos que justificariam um sacrifício presente para alcançar uma vantagem futura. Nada disso.
O resultado destes sacrifícios é estagnação económica, mais desemprego, menores salários, mais encargos. E quem ganha com isso? Antes de mais vão ganhar todos aqueles que tiverem de pagar menores salários, aqueles para os quais forem transferidos os bens públicos rentáveis e, obviamente, o capital financeiro que, continuando a fazer empréstimos a preços especulativos, duplicará, triplicará, facilmente os lucros e terá por aquela via garantida o reembolso da dívida…que não cessará de crescer.
(...)
boneco de Enki Bilal

03/02/09

Ambiguidas semânticas

Dpois de ler que o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse hoje desconhecer que haja empresas a aproveitar a crise para fazer despedimentos, garantindo que se existirem serão "sancionadas", assaltou-me uma ciberdúvida.
Dado que o verbo sancionar é habitualmente usado no sentido de ractificar ou confirmar (dar sanção a...), embora o substantivo sanção também possa significar pena ou castigo, perguntei-me se José António Fonseca Vieira da Silva teria mesmo empregue a palavra no sentido menos corrente. E isto, não porque ponha em causa o domínio da língua do referido ministro, mas mais derivado ao facto de se preverem 230 milhões de desempregados em todo o mundo até ao final de 2009 (cerca de 50,5 milhões mais do que o número registado em 2007) e não me parecer que alguém esteja a ser "sancionado" por isso.
Robert Wyatt disse numa entrevista a Rui Tentúgal (Expresso/ Actual de 5/10/2007) que ao capitalismo não interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hamburgueres e discos da Britney Spears. Mas, com tanto desemprego, conseguirá Brit sobreviver? E nós com ela?