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To make a long story short. 1897: realiza-se o primeiro Congresso Sionista; 1898: aparecem Os Protocolos dos Sábios de Sião… e depois é o que se sabe.
Sendo a Internet — além de ferramenta útil — um viveiro de imbecilli, para citar Umberto Eco, compreende-se que a Lei de Godwin, a que diz que à medida que uma discussão online se prolonga, a probabilidade de surgir uma comparação com Hitler ou com nazis tende para 100%, faça aí prova da sua justeza.
Que actualmente tenha saltado dos comentários na Internet para o universo da diplomacia diz muito do estado a que isto chegou.
«So what if Zelenskyy is a Jew. The fact does not negate the Nazi elements in Ukraine. I believe that Hitler also had Jewish blood», Sergei Lavrov, ministro dos Negógios Estrangeiros russo.
Não sou cristã. Nem por convicção, nem por água benta. Em casa de meus pais pontificava Jean Barois.
O historiador Jorge Martins assinou um estudo recente e exaustivo, em três volumes, sobre a presença judaica no nosso país: Portugal e os Judeus. A obra, reconhecida como o mais importante trabalho da área desde que Mendes dos Remédios publicou, em 1895, Os Judeus em Portugal, foi agora complementada por uma versão breve dirigida ao grande público.
... lembrando-nos que se o governo, hoje, cedeu à queima dos livros, Salazar, ontem, havia cedido à queima de homens.