Mostrar mensagens com a etiqueta Bomba Inteligente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bomba Inteligente. Mostrar todas as mensagens

06/09/10

Porque a vida é a vida e não se resume aos tribunais como alguns parvenus da democracia pensam com um grande abraço ao Manuel António Pina

E tu? De que és inocente?

Os seis condenados da Casa Pia vêm engrossar a chorosa lista de inocentes de que, como se sabe, estão cheios tribunais e cadeias de todo o Mundo.
Até ver, e dependendo do resto do processo, a principal diferença entre os inocentes da Casa Pia e alguns dos outros inocentes (assassinos, violadores, assaltantes) é que estes não aparecem nas TVs a fazer queixa dos juízes aos Ex. mos Srs. Telespectadores nem a sua condenação (por crimes que, obviamente, nenhum deles cometeu) faz "aterrar" sobre a Justiça o apocalíptico Reino das Trevas (ou, ainda pior, das "Trêvas").
Como os demais "inocentes", os da Casa Pia irão "até ao fim" do Universo, da Física e da Metafísica para obter a condenação dos juízes que os condenaram e, se não for pedir muito, das vítimas que lhes "fizeram mal".
Ora quis o acaso objectivo que, no mesmo dia da sentença da Casa Pia, passasse na RTP um filme em que, a certa altura, John Turturro é metido na cela onde está Schwarzenegger e faz as apresentações perguntando imediatamente: "E tu? Estás aqui inocente de quê?".
"Maravilhosos acasos, aqueles que agem com precisão", diz Bresson.
Manuel António Pina
A imagem foi roubada com os devidos agradecimentos, aqui.

19/10/07

Eu Hoje Acordei assim

Esqueça as imagens, mas a música é tão deliciosamente... snob
J'suis snob, Boris Vian
Segue a letra:
J'suis snob... J'suis snob
C'est vraiment l'seul défaut que j'gobe
Ça demande des mois d'turbin
C'est une vie de galérien
Mais quand je sors avec Hildegarde
C'est toujours moi qu'on regarde
J'suis snob... Foutrement snob
Tous mes amis le sont
On est snobs et c'est bon
Chemises d'organdi, chaussures de zébu
Cravate d'Italie et méchant complet vermoulu
Un rubis au doigt... de pied, pas çui-là
Les ongles tout noirs et un tres joli p'tit mouchoir
J'vais au cinéma voir des films suédois
Et j'entre au bistro pour boire du whisky à gogo
J'ai pas mal au foie, personne fait plus ça
J'ai un ulcère, c'est moins banal et plus cher
J'suis snob... J'suis snob
J'm'appelle Patrick, mais on dit Bob
Je fais du ch'val tous les matins
Car j'ador' l'odeur du crottin
Je ne fréquente que des baronnes
Aux noms comme des trombones
J'suis snob... Excessivement snob
Et quand j'parle d'amour
C'est tout nu dans la cour
On se réunit avec les amis
Tous les vendredis, pour faire des snobisme-parties
Il y a du coca, on deteste ça
Et du camembert qu'on mange à la petite cuiller
Mon appartement est vraiment charmant
J'me chauffe au diamant, on n'peut rien rêver d'plus fumant
J'avais la télé, mais ça m'ennuyait
Je l'ai r'tournée... d'l'aut' côté c'est passionnant
J'suis snob... J'suis snob
J'suis ravagé par ce microbe
J'ai des accidents en Jaguar
Je passe le mois d'août au plumard
C'est dans les p'tits détails comme ça
Que l'on est snob ou pas
J'suis snob... Encor plus snob que tout à l'heure
Et quand je serai mort
J'veux un suaire de chez Dior!

02/07/07

Eu Hoje Acordei Assim

Graças ao desafio lançado por Charlotte, do http://bomba-inteligente.blogspot.com/para que elegesse 5 livros. Cá vai a lista, sem ordem de preferência.

O Último Justo, Andre Schwartz-Bart, tradução de Fernando Moreira Ferreira e António Ramos Rosa, Europa-América, 1960 (reeditado em 2003)
Título antigo – comprei-o recentemente em Cascais nos saldos de rua da Livraria Galileu. Indispensável para quem queira entender a história do povo judeu. E, por favor, esqueçam as lamechices de Elie Wiesel…

A Vingança de Gaia, James Lovelock, Gradiva, 2007
Esclarecedor, polémico e assustador. A ecologia em versão politicamente MUITO incorrecta num livro que acaba a mandar-nos para o Norte da Europa. Onde a salvação da espécie talvez ainda seja possível

How Mumbo-Jumbo Conquered the World: A Short History of Modern Delusions, Francis Wheen, Harper Perennial, 2004
Há uma tradução brasileira na Record e a Bertrand publicou em 2003, do mesmo autor, Karl Marx: Biografia, com tradução de José Luís Luna. Hilariante, Mumbo-Jumbo desafia a inteligência do leitor e devia ser lido por todos os que têm o coração à esquerda. Talvez lhes melhorasse a máquina.

Viagens no Tempo no Universo de Einstein, J. Richard Gott, Quasi, 2007
Um delírio. Uma vertigem. Houve alturas que precisei de um papel e de um lápis. Outras alturas desisti da viagem. Outras houve em que cheguei lá com a ajuda de uma aspirina.

Salammbô, Gustav Flaubert, tradução e notas de Pedro Tamen, Relógio D’Água, 2007
Porque adoro Flaubert. Porque adoro Pedro Tamen. E porque há livros obrigatórios para quem quiser entrar no clube dos «leitores inteligentes» de que fala com justiça Enrique Vila-Matas. Sem pretensões. Porque nunca entraria em nenhum que me aceitasse como sócia.