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07/08/22

ONDE ESTÁ O BORIS?

Talvez nada diga mais da infantilização das mentes do que ter lido durante meses os maiores elogios ao despenteado mental do Boris Johnson, comparando as suas declarações de apoio à Ucrânia com a determinação de Churchill no combate ao nazismo. E quem o disse continua a dizer coisas com idêntica convicção. 
Não fossem as vítimas directas da guerra e os esfomeados por esse mundo fora e seria a História como farsa a passear à nossa frente, esplendorosa e de saltos altos.
Agora, com a Grã-Bretanha à beira da recessão o ainda primeiro-ministro, embora demissionário, foi dado como desaparecido. 
O ministro da Energia, Kwasi Kwarting, confessou na sexta-feira: «Não sei onde está o Boris. Acabou de se casar e julgo que está em lua-de-mel...».
Entretanto, a embaixada britânica na Eslovénia confirmou que ele se encontrava no país numa visita privada.
Ora uma lua-de-mel em Kiev, Boris de camuflado, é que seria de valor...



27/07/22

BORIS JOHNSON: O PALHAÇO AMNÉSICO

Boris Johnson, que já prometeu (esperem pela tresloucada da Liz...) que ainda ia tirar mais umas fotografias à Ucrânia vestido de camuflado e a quem um abaixo-assinado na Ucrânia pretende que lhe seja atribuída a nacionalidade ucraniana, diz que não se lembra se discutiu algum assunto sensível em 2018, era então ministro dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha, com um ex-agente do KGB presente numa festa privada numa mansão italiana organizada pelo filho de Alexander Lebedev, o tal agente.

A falta de memória de Johnson naturalmente levanta a seguinte questão: se ele não se lembra, é possível. Eu, por exemplo, nem com a maior bebedeira do mundo iria dar a um estranho a receita original dos pastéis de nata de Belém. E teria a certeza disso. 


07/07/22

MUITO BOM: BYE BYE BORIS


 

FOI-SE O BORIS!

 ... e no absurdo dos dias, já ouço quem diga que Churchill também foi mal-tratado, perdendo as eleições depois de ganhar a guerra.

É a História contada às criancinhas, ou devia dizer antes, PELAS criancinhas a quem a passagem do tempo apenas trouxe rugas e reumático. 

06/07/22

BORIS JOHNSON: O CHURCHILL DA GUERRA NA UCRÂNIA E O PROBLEMA (MENOR) DOS APALPANÇOS

As peripécias onde surge envolvido o 1º ministro britânico dariam para uma british comedy ou mais. 
A última, que redundou no pedido de demissão de dois ministros do seu governo, envolve uns apalpanços. Um bom exemplo do puritanismo galopante a que a notória dificuldade de Boris em lidar com a verdade veio servir de cereja no topo do lemon cake.  
Conta-se em duas penadas. 
Chris Pincher renunciou ao cargo de vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Conservador, após virem a público alegações de que teria apalpado dois homens no exclusivo Carlton Club. Tendo sido nomeado para o cargo por Boris, logo este foi questionado pela escolha.
Primeiro, o gabinete do primeiro-ministro britânico respondeu que não sabia de nada.
Em seguida, um porta-voz do governo veio dizer que, embora Johnson estivesse a par das alegações, era de notar que estas não haviam evoluído para uma queixa formal.
Quando um ex-funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou à BBC que o primeiro-ministro tinha sido informado de uma acusação contra Pincher em 2019, o gabinete mudou de novo a sua história, garantindo que o primeiro-ministro se tinha esquecido que Pincher fora objecto de uma queixa formal e oficial.
Resumindo: porque isto anda tudo ligado, ter um mentiroso reincidente como o grande adversário de Putin na Europa, talvez nos devesse fazer pensar na estratégia que ele vem impondo na condução da guerra... mesmo deixando de fora os apalpanços.