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04/12/22

GUERRA? QUAL GUERRA?

Não querendo ser desagradável, confesso que por vezes me apetece mandar os empolgados da guerra comer ração para animais. Da mais barata, naturalmente.

Quanto à notícia, é da BBC

Cost of living: People in Cardiff 'eating pet food'

10/08/22

DA LEI DAS COMPENSAÇÕES OU ISTO FOI TUDO AFINAL BEM PENSADO

Depois de não querer acreditar que a loucura tenha chegado a tal ponto que pessoas inteligentes concluam que «os ucranianos valorizam mais a vida dos animais que os russos a das pessoas», e já quase decidida a pedir exílio político aos tipos da Ilha Sentinela do Norte, leio no POLITICO, esse perigoso jornal putinista, num longo artigo sobre a desgraça anunciada que será o Outono/Inverno na Grã-Bretanha, nomeadamente no que diz respeito à inflação que se prevê para o sector energético, a seguinte nota optimista: «If all the bad news is getting you down, cheer up — soon we could be facing energy blackouts and you won’t be able to read it.»

Confirma-se: quando se escancara a porta à desgraça, resta-nos sempre o portão do humor. 

17/07/22

MAIS NOTÍCIAS DAS FORÇAS DO BEM: LIZ TRUSS PENSOU ACRESCENTAR A TURQUIA AO RUANDA COMO DESTINO TURÍSTICO

Liz Truss, uma das mais admiráveis e admiradas defensoras da Democracia e dos Direitos Humanos (e etc.), e que concorre agora ao cargo de onde Boris Johnson acabou por ser corrido, teve uma ideia. 

A Grã-Bretanha, além de mandar os imigrantes indesejáveis para uns campos verdejantes do Ruanda, acrescentava à coisa a Turquia para onde aqueles iriam fazer companhia, entre outros, aos desgraçados dos sírios que já lá estão há uns aninhos (3,7 milhões, assim por alto). 

Parece, infelizmente, que Erdogan não achou graça à hipótese e Liz ficou só com o Ruanda. Determinada como é  até acabou de adoptar o Thatcher's style que isto hoje em dia, em não parecendo, os trapinhos contam cada vez mais  há-de entretanto e certamente ter outra ideia brilhante. 

NOTA PESSOAL: Um dia ainda alguém há-de fazer a história do belicismo no feminino. 


06/07/22

BORIS JOHNSON: O CHURCHILL DA GUERRA NA UCRÂNIA E O PROBLEMA (MENOR) DOS APALPANÇOS

As peripécias onde surge envolvido o 1º ministro britânico dariam para uma british comedy ou mais. 
A última, que redundou no pedido de demissão de dois ministros do seu governo, envolve uns apalpanços. Um bom exemplo do puritanismo galopante a que a notória dificuldade de Boris em lidar com a verdade veio servir de cereja no topo do lemon cake.  
Conta-se em duas penadas. 
Chris Pincher renunciou ao cargo de vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Conservador, após virem a público alegações de que teria apalpado dois homens no exclusivo Carlton Club. Tendo sido nomeado para o cargo por Boris, logo este foi questionado pela escolha.
Primeiro, o gabinete do primeiro-ministro britânico respondeu que não sabia de nada.
Em seguida, um porta-voz do governo veio dizer que, embora Johnson estivesse a par das alegações, era de notar que estas não haviam evoluído para uma queixa formal.
Quando um ex-funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou à BBC que o primeiro-ministro tinha sido informado de uma acusação contra Pincher em 2019, o gabinete mudou de novo a sua história, garantindo que o primeiro-ministro se tinha esquecido que Pincher fora objecto de uma queixa formal e oficial.
Resumindo: porque isto anda tudo ligado, ter um mentiroso reincidente como o grande adversário de Putin na Europa, talvez nos devesse fazer pensar na estratégia que ele vem impondo na condução da guerra... mesmo deixando de fora os apalpanços.



15/06/22

A ILUSÃO PATÉTICA DE QUE SE PODE IMPEDIR OS SERES HUMANOS DE CIRCULAR

Guerras, fome, alterações climáticas: a tempestade perfeita.

Não deixa de ser irónico que seja num tempo histórico em que tantas loas se cantaram e cantam à globalização, que se tenta impedir as pessoas de fugirem do habitat onde vieram ao mundo, em busca de melhores condições.
Um problema a que acresce o das redes clandestinas de tráfego (e tráfico). Mas não será pagando à Turquia ou mandando as pessoas para o Ruanda que se contribui para a solução do problema. 

Apesar do primeiro voo para o Ruanda organizado pela governo britânico ter sido suspenso, outros estarão na calha. 
Ao que parece, não estão previstos passageiros de olhos azuis e cabelos louros.