Não querendo ser desagradável, confesso que por vezes me apetece mandar os empolgados da guerra comer ração para animais. Da mais barata, naturalmente.
Quanto à notícia, é da BBC
Não querendo ser desagradável, confesso que por vezes me apetece mandar os empolgados da guerra comer ração para animais. Da mais barata, naturalmente.
Quanto à notícia, é da BBC
Enquanto cresce o pânico na Europa com a proximidade do Inverno e a Ursula nos manda mudar de electrodomésticos — em Londres já se fala de catástrofe e de mortes anunciadas em consequência dos preços da energia praticados e previstos — nada nos garante que os cofres russos tenham sido afectados significativamente pelas sanções.
Depois de não querer acreditar que a loucura tenha chegado a tal ponto que pessoas inteligentes concluam que «os ucranianos valorizam mais a vida dos animais que os russos a das pessoas», e já quase decidida a pedir exílio político aos tipos da Ilha Sentinela do Norte, leio no POLITICO, esse perigoso jornal putinista, num longo artigo sobre a desgraça anunciada que será o Outono/Inverno na Grã-Bretanha, nomeadamente no que diz respeito à inflação que se prevê para o sector energético, a seguinte nota optimista: «If all the bad news is getting you down, cheer up — soon we could be facing energy blackouts and you won’t be able to read it.»
Confirma-se: quando se escancara a porta à desgraça, resta-nos sempre o portão do humor.
Liz Truss, uma das mais admiráveis e admiradas defensoras da Democracia e dos Direitos Humanos (e etc.), e que concorre agora ao cargo de onde Boris Johnson acabou por ser corrido, teve uma ideia.
A Grã-Bretanha, além de mandar os imigrantes indesejáveis para uns campos verdejantes do Ruanda, acrescentava à coisa a Turquia para onde aqueles iriam fazer companhia, entre outros, aos desgraçados dos sírios que já lá estão há uns aninhos (3,7 milhões, assim por alto).
Parece, infelizmente, que Erdogan não achou graça à hipótese e Liz ficou só com o Ruanda. Determinada como é — até acabou de adoptar o Thatcher's style que isto hoje em dia, em não parecendo, os trapinhos contam cada vez mais — há-de entretanto e certamente ter outra ideia brilhante.
NOTA PESSOAL: Um dia ainda alguém há-de fazer a história do belicismo no feminino.