04/04/25
22/03/23
SE NÃO FOSSE TRÁGICO!
Portanto, mais de um ano após a abertura frontal das hostilidades com recurso à artilharia pesada na Europa, andam umas criaturas a afirmar o óbvio: a Rússia cai abertamente na esfera de influência da China.
27/01/23
23/10/22
A HISTÓRIA SEMPRE A PREGAR-NOS PARTIDAS
O espectáculo decadente a que se assiste na Grã-Bretanha fez-me lembrar aquela ideia falhada de que a revolução comunista seria vitoriosa na Alemanha, onde havia proletariado a montes, para acontecer afinal na Rússia, a abarrotar de camponeses que até há poucos anos não passavam de servos da gleba.
13/10/22
HAJA TINO E QUE VENHA DE UMA MULHER DEIXA-ME ESPECIALMENTE CONTENTE
Para me envergonhar de tanto sentimentalismo à la Corin Tellado já basta a tolinha da Ursula...
06/10/22
GUERRA NA UCRÂNIA: A ACREDITAR NAS NOTÍCIAS A QUE TEMOS DIREITO, O MAIS TARDAR NO NATAL ISTO ESTÁ DESPACHADO
«A Rússia é quem mais armas fornece à Ucrânia. Tropas fogem e deixam tudo para trás»
Ou como diria José Sócrates depois de estudar em Paris: É a débâcle!
30/09/22
29/09/22
SABOTAGEM ENERGÉTICA: LÁ TEREMOS DE NOVO OS RUSSOS A BOMBARDEAR-SE A SI PRÓPRIOS
Inicialmente, as fugas de gás detectadas nos gasodutos foram aplaudidas pelos que se opõem a Putin. Por exemplo, o eurodeputado Radoslaw Sikorsk, marido de Anne Applebaum e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, agradeceria no Twitter aos EUA por terem lixado a canalização russa.
Entretanto instalou-se a confusão e a Ucrânia afinal veio acusar o Kremlin de ser o responsável pela sabotagem, a União Europeia, sem responsabilizar directamente a Rússia, diz que irá avançar com uma resposta "robusta" e a NATO diz que vai investigar.
Quanto aos riscos para o ambiente, há quem já tenha compilado umas coisas, mas nada de pânico.
Claro que tudo isto seria bem simples se toda esta gente seguisse o conselho de Mark Twain: «Em caso de dúvida, diga a verdade».
23/09/22
CITANDO O VIAN: «S'il faut donner son sang /Allez donner le vôtre [...] Monsieur le Président»
Para o Dmitry o dizer, imaginem...
15/09/22
TEM QUE SE TIRAR O CHAPÉU À PROPAGANDA UCRANIANA!
Putin falou em "desnazificação" para justificar a invasão da Ucrânia. O pretexto era um pretexto, mas o facto é que o Batalhão Azov e as suas ramificações no interior do exército regular ucraniano era bem conhecido no Ocidente. Até a insuspeita BBC lhe dedicava reportagens.
O fascista Stepan Bandera e o seu estatuto de herói nacional para muitos ucranianos, também era difícil de varrer para debaixo do tapete.
O facto é que já no cerco a Mariupol os Azov iam perdendo a pele de neo-nazis para se transformarem em heróis da resistência à invasão russa. Entretanto, Bandera conseguia passar de fascista a "figura complexa".
E eis que desaparecidos os Azov e todas as outras mílicias de extrema-direita ucranianas, emergem agora em todo o seu esplendor os Wagner, apresentados como o "exército privado de Putin" que anda a recrutar presos nas cadeias, coisa que, aliás, a Ucrânia também já tinha feito.
É o que eu digo: a Propaganda é uma coisa formidável!
03/09/22
NOVELA DO GÁS: TAKE... JÁ PERDI A CONTA
Rússia corta completamente o fornecimento de gás à Europa através do Nord Stream 1 (o Nord Stream 2, operacional, nunca foi activado devido às sanções) que estava previsto ser retomado este Sábado. Alegam os russos que foi entretanto detectada uma fuga numa turbina e não sabem quando estará reparada.
Bruxelas fala de cinismo, mas se me permitem eu insisto na estupidez que não é um conceito moral. A partir do momento em que avisaram o Putin que só queriam gás por meia dúzia de meses e depois ele que o fosse vender ao Totta, do que é que estavam à espera?!
Afinal isto é uma guerra ou o chá das cinco na casa da Ursula?
01/09/22
MAIS UM DEFENESTRADO RUSSO?
Nós ao menos só tivemos um, o que na minha modesta opinião já foi erro que baste.
29/08/22
AS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA QUE SUICIDAM A EUROPA: EM FRENTE CAMARADAS, O ABISMO É NOSSO
Uma análise assinada pela jornalista suiça de origem egípcia Myret Zaki. Alguns excertos traduzidos.
«... No final de Junho, o rublo tornou-se na moeda com melhor desempenho no mundo, atingindo o seu nível mais elevado em relação ao dólar em 7 anos. O PIB [russo] diminuirá em 6% em 2022, de acordo com o FMI, mas não 15% como fora previsto em Março. Analistas de Wall Street tinham previsto um colapso da Rússia.
Em Março, lembra-nos o “Business Insider”, a JP Morgan previra que o PIB russo cairia 35% no 2º trimestre. Para a Goldman Sachs, a economia do país experimentaria a sua maior contracção desde a implosão da URSS. Mas de Janeiro a Junho, o declínio foi de apenas 4% em relação ao ano anterior, graças a exportações acima do esperado, principalmente para a Índia. (...)
A estratégia [das sanções] estava extremamente bem montada. Excepto num "pormenor": a maioria dos países devia entrar no jogo e foi aí que a porca torceu o rabo. "A maior fraqueza das sanções, observa "The Economist", é que mais de uma centena de países, o que representa 40% do PIB mundial, não seguiram os Estados Unidos e a Europa, e não impõem nenhum embargo (parcial ou total ) à Rússia […] A maioria dos países não deseja implementar a política ocidental.”
(...) Países tão importantes como a China, Índia, Brasil, Arábia Saudita estão a fazer exactamente o contrário, continuando a sua cooperação com a Rússia. Do Dubai, pode-se voar sete vezes por dia para Moscovo. A dura realidade reside na influência insuficiente que as democracias ocidentais tiveram sobre o resto do mundo.
(...)
Mas a observação mais dolorosa é o preço exorbitante que o Ocidente é obrigado a pagar para punir os seus inimigos. É difícil escapar à sensação de autopunição face ao custo desproporcionado suportado pela Europa, onde uma crise energética sem precedentes se aproxima, falhas de energia eléctrica são anunciadas para este Inverno, picos de preços e recessão económica.
(...) a premissa básica estava errada. Em vez de serem indolores para o Ocidente e fatais para a Rússia, como originalmente se esperava, as sanções estão a mostrar-se pelo menos igualmente punitivas para a Europa. A assimetria é até invertida. “A Rússia poderia dar-se ao luxo de interromper todas as exportações de gás para a Europa por um ano sem grandes consequências para sua economia”, escreve Liam Peach, analista da Capital Economics, em nota citada pelo “Bloomberg” a 25 de Agosto. (...).
Inflação, escassez, insegurança são elementos que podem colocar as populações ocidentais contra os seus governos, quando o objectivo inicial das sanções era que os russos se voltassem contra o Kremlin.
(...)
Para “The Economist”, a conclusão é que o Ocidente será forçado a regressar às estratégias de “hard power”, ou seja, o poder militar, com um rearmamento maciço dos membros da NATO. Sem dúvida porque é nessa área que o Ocidente ainda tem uma vantagem muito clara.
Mas face a potências nucleares, poderemos manter esse tipo de raciocínio, ou ele é totalmente imprudente? Quando autoridades de Washington viajam repetidamente para Taiwan para dar palestras sobre a China, que resultado pode ser previsto de tal estratégia? Já antecipámos as consequências desta vez? (...)»
ARTIGO NA ÍNTEGRA EM FRANCÊS AQUI
26/08/22
GUERRA NA UCRÂNIA (CHAPLYNE): O FACTO DE ALGUÉM SER INVADIDO NÃO JUSTIFICA TUDO NEM BATER EM TUDO
Desta vez foi o Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA). Ontem tinha sido o Papa. Há semanas fora a Amnistia Internacional. Antes disso, o presidente alemão: o «salsicha de fígado ofendido», nas palavras do então embaixador ucraniano em Berlim, o negacionista Andriy Melnik. E por aí fora.
Agora, a propósito do ataque russo em Chaplyne, o alvo foi Gabinete da ONU por «falta de clareza».
Com Zelensky a acusar as tropas russas de terem cometido mais um crime de guerra de que teria resultado a morte de 25 civis, incluindo duas crianças, e a Rússia, por sua vez, a reclamar que o ataque foi a um comboio de tropas e armamento (200 soldados ucranianos teriam sido mortos), a Ucrânia diz-se desapontada com a «falta de uma posição clara» do organismo internacional que apelou a que «todos os lados» respeitem o Direito Internacional Humanitário.
O argumento usado para criticar a OCHA é o argumento recorrente: não se pode confundir o agressor com o agredido.
E não saímos disto e daqui nada chega o Inverno.
22/08/22
EU JÁ ESTAVA A ACHAR MUITA FRUTA O BORRELL DIZER UMA COISA ACERTADA
Portanto, se bem percebo, só entrarão os russos que pedirem exílio... E vá que os russos não são escurinhos.
Não chamem adultos à sala, não!
ALEXANDER TUSHKIN, UM RUSSO FALA SOBRE A RÚSSIA: ENTÃO VAMOS LÁ
19/08/22
09/08/22
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