Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Vasconcelos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Vasconcelos. Mostrar todas as mensagens
06/06/14
13/02/14
O Estado a que isto chegou II [e ainda os cravos da Joana Vasconcelos]
Viver Dentro das Nossas Impossibilidades
O primeiro-ministro foi ao Tramagal
dizer, e cito de cor, que "estamos a caminhar para viver dentro das
nossas possibilidades". O uso do plural majestático é manifestamente
irónico embora, decerto, as figuras da retórica clássica não devam ser o
"forte" da formação intelectual de Passos Coelho. Quem o conhece bem,
disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista
de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez
recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado
por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar
da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o
sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos
com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades"
coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a
maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas
novas impossibilidades". O que é certo é que esta mistificação, mais
"espiritual" que política, vai fazendo o seu caminho comunicacional - o
único que interessa fazer - enquanto o mais próximo candidato a sucessor
deste notável evangelista, A. J. Seguro, cercado por dentro e por fora,
aparenta não conseguir sair dos caminhos na floresta em que tanto se
enfiou como o enfiaram. Por exemplo, hoje os juros da dívida 10 anos
andam pelos 5%, o ministro da Defesa Nacional terá confessado a um
general não entender "nada" de Defesa, o glorioso perdão fiscal do final
do ano terá "custado" quase 500 milhões de euros em juros, coimas e
derivados, os ajustes directos de 2013 terão ficado na orla do 2 mil
milhões de euros, os famosos submarinos, em 300 milhões, o arbítrio da
"avaliação do desempenho" passa a poder despedir
democrático-cristã-livremente, mas um pensionista que receba três
dígitos líquidos de rendimento já não tem dinheiro a meio do mês para
poder "viver dentro das suas possibilidades"? As "novas
impossibilidades" existem porque subsistem "velhas possibilidades" do
tipo das indicadas que escapam ao vocabulário da promessa da felicidade
"empresarial" que não entra no plural majestático do primeiro-ministro. Talvez
a escultora do regime, a grande navegadora de cacilheiros Vasconcelos,
consiga traduzir este "desígnio" original para os quarenta anos do "25
de Abril". Quem, melhor do que ela, poderia representar as nossas novas impossiblidades?
O Estado a que isto chegou.
Os cravos gigantes serão
criados pela Joana Vasconcelos com a pele cristalizada de 40 toneladas de tomate (oferta da
"Guloso") - cujas sobras reverterão para um mega-gaspacho na ponte 25 de
Abril, confeccionado pro bono pelo Frater Sobral
- e servirão para enquadrar, nas escadarias da Assembleia da República,
a declamação por José Luís Peixoto (patrocinado pela República
Democrática Popular da Coreia) do poema "Abril, ó cucamandro,
morrestes-mes!", enquanto, sobre o parlamento, adejará uma
imensa gaivota-que-voa-que-voa montada a partir de 40 000 pensos
higiénicos Evax Fina & Segura com asas.
Informação recolhida no blogue do João Lisboa, com mais desenvolvimentos poéticos aqui.
16/04/13
21/02/13
"O mestre e a prima do mestre-de-obras" ou isto não anda nada bem em lado nenhum
A primeira imagem é do carro pintado pela Joana Vasconcelos, numa escolha de cores que "incluiu o vermelho do Benfica, o azul do Porto e o verde do Sporting, mas também o amarelo-torrado e o rosa escuro. Juntas, caracterizam o espectro cromático que está presente na vida dos portugueses e que no IQ permite camuflá-lo para se movimentar na cidade", diz a própria.
A segunda imagem é do Ford 021C desenhado por Marc Newson em 1999.
Mesmo considerando que só o segundo é uma peça de design concebida de raiz e o primeiro apenas pintalgado, a evolução não parece muito prometedora. E nem vou falar de conceitos!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
EM REDE
- 2 dedos de conversa
- A balada do café triste
- A causa foi modificada
- A cidade das mulheres
- A curva da estrada
- A dança da solidão
- A rendição da luz
- A revolta
- A terceira via
- A única real tradição viva
- Abrasivo
- Agricabaz
- Agua lisa
- Albergue espanhol
- Ali_se
- Amor e outros desastres
- Anabela Magalhães
- Anjo inútil
- Antologia do esquecimento
- Arrastão
- As escolhas do beijokense
- As folhas ardem
- Aspirina B
- ayapaexpress
- Azeite e Azia
- Bibliotecário de Babel
- Bidão vil
- Blogtailors
- Casario do ginjal
- Centurião
- Church of the flying spaghetti monster
- Ciberescritas
- Cidades escritas
- Cinco sentidos ou mais
- Claustrofobias
- Coisas de tia
- Complicadíssima teia
- Contradição Social
- Dazwischenland
- De olhos bem fechados
- Dias Felizes
- Do Portugal profundo
- Duelo ao Sol
- e-konoklasta
- e.r.g..d.t.o.r.k...
- Enrique Vila-Matas
- Escola lusitânia feminina
- Fragmentos de Apocalipse
- Governo Sombra
- Helena Barbas
- If Charlie Parker was a gunslinger
- Illuminatuslex
- Incursões
- Instante fatal
- Intriga internacional
- João Tordo
- Jugular
- Klepsydra
- Last Breath
- Ler
- Les vacances de Hegel
- Letteri café
- LInha de Sombra
- Mãe de dois
- Mais actual
- Malefícios da felicidade
- Manual de maus costumes
- Metafísica do esquecimento
- Mulher comestível
- Nascidos do Mar
- Non stick plans
- O Declínio da Escola
- O escafandro
- O funcionário cansado
- O jardim e a casa
- O perfil da casa o canto das cigarras
- Obviario
- Orgia literária
- Paperback cell
- Parece mal
- Pedro Pedro
- Porta Livros
- Pratinho de couratos
- Raposas a Sul
- Reporter à solta
- Rui tavares
- S/a pálpebra da página
- Se numa rua estreita um poema
- Segunda língua
- Sem-se-ver
- Sete vidas como os gatos
- Shakira Kurosawa
- Sorumbático
- Texto-al
- The catscats
- There's only 1 Alice
- Tola
- Trabalhos e dias
- Um dia... mais dias
- Um grande hotel
- We have kaos in the garden



