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21/02/14

Uma piada seca chamada Europa

Supermercados portugueses com preços iguais aos de Berlim. Salários a rondar os valores da Conchinchina. União Europeia?! Estados Unidos da Europa?! Tudo a falar inglês técnico?! É o delírio!

Salários em Portugal ainda deveriam baixar entre 2% e 5%, defende Bruxelas

23/05/13

Parem as máquinas: Bruxelas libertou os galheteiros!

Vivemos uma época triste. É verdade. Mas, sobretudo, vivemos uma época ridícula. E quando o Estado chega aos galheteiros só nos resta gritar Morte ao Estado e a Quem o Apoiar! No mínimo três vezes, de preferência até que a voz nos doa.

BRUXELAS RECUA NA PROIBIÇÃO DOS GALHETEIROS!


01/11/11

Papandreou limpa as mãos/ a democracia quando nasce devia ser para todos/ "a profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro"*

A corda foi sendo esticada e o resultado está à vista. Uns senhores em pânico e a situação na Grécia cada vez mais feia.
Apesar de tudo, confesso que gosto de os ver à rasca.

*citação roubada a Mark Twain

Na imagem, Manolis Glezos, resistente grego da II Guerra Mundial, sofre uma carga da polícia. Daqui

13/04/11

Admirável mundo novo: nem as sementes, porra!

Enquanto andamos entretidos salvo seja com a novela FMI, a Comunidade Europeia prepara-se para regular... sementes.
E se pensa tratar-se de assunto de somenos importância... leia aqui.
Eu por mim fico na dúvida: esta gente devia ser internada, presa ou ambos?

17/05/10

E insisto, a Europa não nasceu com a Ângela Merkel e até tem um passado [recente] turbulento para usar um eufemismo

(...) Os tratados firmados pelos náufragos deste "rebus sic stantibus", por menos tecnocráticos e por mais competentes que tenham sido os plenipotenciários apenas foram rascunho que outras canetas corrigiram, em nome de um guião iluminado pela cegueira dos controladores dos cordelinhos da hierarquia das potências da Europa...
Os mesmos que permitiram a casa roubada não sabem agora que trancas pôr na porta, apesar de terem posto um socialista francês no FMI e Constâncio a substituir o grego das estatísticas helénicas, como vice-presidente do condecorado Trichet. O problema está nos bastidores de Paris e de Berlim e nos que lhes dizem porreiro, porque não lhes deixam dizer mais nada.
O rolo compressor do politicamente correcto desta europeização criou um falso super-Estado europeu, onde os eurocratas, em defesa dos respectivos privilégios, movem processos inquisitoriais a todos quantos os criticam, impedindo que a Europa seja a necessária democracia de muitas democracias...
Os papa-reformas do Leviathan eurocrático são como os colaboracionistas de Napoleão e de Bismarck: usurparam o sonho e apenas sabem fazer contas de merceeiro. Não compreendem que o belo projecto que pode ir da ilha do Corvo a Vladivostoque não deve continuar com estes gestores do carreirismo e do neofeudalismo patrimonialista.

09/12/09

Os visionários não nos dão descanso ― ainda o Magalhães e as desgraçadas das crianças

A introdução de computadores na sala de aulas das primárias causa-me arrepios e não é gripe.
Deixem-me ser completa e assumidamente retrógrada: eu sou pelos cadernos sem argolas, pelos lápis, plasticinas, barro, batuques, papel cenário e cartolina, tabuadas e muitas cópias. Acho que as escolas deviam ter hortas, caixas de sapatos com bichos-da-seda, bibliotecas sem livros chatos, mini-laboratórios, salas de música, recreios com árvores e baloiços e, talvez seja pedir muito mas enfim, um burro financiado pela Comunidade Europeia ― sempre se lhe dava uso e não me refiro ao jumento.
E, não, não sou especialista em qualquer ramo pedagógico ou similares.
Estou firmemente convencida que o uso precoce de computadores não só não servirá para nada em termos estritamente gnosiológicos mas também aumentará o número de neuroses prematuras – para não falar da obesidade infantil que tantos teimam em varrer para debaixo do tapete da cadeia McDonald’s.
A WEB será a grande invenção dos humanos depois da roda mas, anterior à roda e à WEB está certamente a nossa origem cósmica, misticismos aparte. Afinal, como dizia o outro que era sábio, somos filhos das estrelas e do carbono 14. Não da Intel, num acrescento meu.
Vem esta reaccionária prosa a propósito das declarações de um tal José Dias Coelho, presidente de uma tal Associação para a Promoção da Sociedade da Informação, que, não contente com a distribuição de Magalhães a crianças que ainda ontem usavam chucha, afirma com todos os dentes da boca que “é fundamental garantir o total alinhamento dos projectos educativos com o computador Magalhães”.
E diz mais, o visionário. Sentencia Coelho que a dita infra-estrutura (o novo Santo Graal dos info-deslumbrados promovido pela Sá Couto) devia ser integrada nas “comunidades locais, desporto, clubes, cultura e escuteiros, inclusivamente, de modo a colocar um verdadeiro impacto na educação e transformação da criança”.
Colocar impacto e ainda por cima verdadeiro? Transformação da criança?!!! Escuteiros?!!! Que nos salve depressa o burro dos 27 ― sempre se lhe dá algum uso e não me refiro ao jumento.

19/09/09

Opereta lusa: mas se um país foi destruído porque uns tipos inventaram que nele se escondiam armas de destruição maciça porque não umas escutazinhas?

A política tornou-se num nojo. Talvez sempre tenha sido. Mesmo antes de Maquiavel. Eu porém fui formada num tempo em que a política trazia consequências. Perdoem-me o desabafo, mas é que venho de uma família que passou pelo Hospital de Caxias e pelo Forte de Peniche.
Longe de mim apologizar os good old times. Verdade, verdadinha é que só quando as coisas apertam é que dá para perceber a qualidade dos bichos.
Vem isto a propósito do número das escutas à Presidência. Um plot de quinta categoria cujo timing noticioso não podia ser mais óbvio.
Até ao dia das eleições não se prevêem melhoras no argumento. Será o vale tudo. Mas o que devia sublinhar-se é que, apesar da luta ser de morte, todos irão sobreviver após 27 de Setembro. Com mais tacho ou menos tacho. Com mais jobs ou menos jobs. Ao menos, no tempo em que a política trazia consequências, o risco sempre era sério. E a sério.
Nos dias que correm apoia-se a destruição de um país porque uns tipos inventaram que nele se escondiam armas de destruição maciça e ainda se é reeleito. Presidente da Comunidade Europeia, que não fazem a coisa por menos. Com os votos do PSD somados aos do PS.
Ora vão todos bardamerda e enfiem as vossas escutas num sítio que eu cá sei! E excuse my french.

13/11/08

E ninguém os interna...

Escusado será dizer que se isto fosse no tempo do Teatro de Revista daria origem a várias piadas brejeiras.
É um documento notável e maravilhoso. De acordo com uma directiva da Comissão Europeia, espécies hortícolas e frutícolas, como damascos, espargos, beringelas, feijões, couve-de-bruxelas, cenouras, couve-flor, cerejas, pepinos, alhos, repolhos, melões, cebolas, ou espinafres poderão passar, finalmente, ser vendidos em formatos «deformados». Já outras espécies, malévolas, irregulares e desobedientes, como maçãs, kiwis, alfaces, pêssegos, morangos e tomates terão de se apresentar com os tamanhos que a comissão define no gabinete. Segundo a comissária da agricultura «esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas». Os nossos quintais rejubilam, eufóricos, ao verem que Bruxelas continua a meter os legumes na ordem. E os cidadãos festejam por não lhes alterarem o calibre dos tomates.
Chamo ainda a atenção para esta notícia: «O Banco Alimentar de Luta contra a Fome esteve impedido este ano de distribuir frutas e legumes a quem recorre aos seus serviços para poder comer porque não está autorizado a distribuir frutas e legumes que não cumpram os parâmetros de tamanho e cor impostos pela União Europeia.»
Informação recebida por e-mail. Obrigada Francisco.

23/06/08

Leituras em Html pedidas de empréstimo: ainda a Europa

Sobre a proposta das 60 (65 horas) de trabalho semanais
Quando li que os Ministros europeus chegaram a acordo para prolongar a semana de trabalho até às 65 horas, fiquei em estado de choque ideológico. O facto de eu não gostar de trabalhar não vem ao caso. Até porque, mesmo assim, trabalho como um afro-americano ou um afro-lusitano. O intrigante desta medida é que entra em contradição com tudo o que nos contaram sobre o mercado do trabalho nas últimas décadas.
O resto AQUI.
Sobre a directiva do retorno dos emigrantes
um dia em que a sensatez de múltiplas nações faça regressar a casa os cinco milhões de saloios que temos espalhados pelo mundo poderemos sempre alojá-los nas casas de Carlos Coelho, Assunção Esteves, Duarte Freitas, Vasco Graça Moura, Sérgio Marques, João de Deus Pinheiro, Luís Queiró, José Ribeiro e Castro, José Silva Peneda e Sérgio Sousa Pinto [esse mesmo, ex-futuro jovem progressista das causas fracturantes], eurodeputados portugueses que deram o seu contributo para a aprovação da vergonhosa directiva de retorno.
Lido AQUI.