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06/09/24
15/03/24
26/07/22
ESTOU-ME NAS TINTAS PARA A NOVELA DO ABRUNHOSA/ PUTIN MAS A MEMÓRIA É LIXADA
Assim, bem me parecia que alguém tinha sido condenado em Portugal por faltar ao respeito aos governantes.
E embora o então presidente da República, Cavaco Silva, se tenha negado a receber o valor da multa, que o Tribunal decidiu na altura, 2013, ser de 1300 euros. o facto é que o cidadão que tão-só lhe gritou "Vai trabalhar, mas é!", "Sinto-me roubado todos os dias!" (a GNR testemunhou que ouvira "chulo" e "malandro") até seria preso logo ali porque o respeitinho é muito bonito.
Já agora, também uma activista que não gostou que Passos Coelho se tivesse esquecido de pagar a Segurança Social e o fez saber na Assembleia da República, foi incialmente condenada a 6 meses de prisão, com pena reduzida a multa de 1 440 euros, mas no caso o Tribunal viria a considerar que podia difamar à-vontade, desde que o fizesse à porta do Parlamento.
Claro que tratando-se do Abrunhosa, qualquer multa teria de ser paga em rublos o que dificultaria muito o processo, o qual, além disso, teria de ser traduzido para russo.
11/07/13
Ponto da situação
Ponto 1. Cavaco Silva esteve bem.
Ponto 2. Cavaco Silva esteve bem pelas piores razões.
Ponto 3. Cavaco Silva puxou as orelhas ao Passos, lixou o Portas e entalou o Seguro.
Ponto 4. Amanhã, se não estiver muito calor, desenvolvo.
Ponto 2. Cavaco Silva esteve bem pelas piores razões.
Ponto 3. Cavaco Silva puxou as orelhas ao Passos, lixou o Portas e entalou o Seguro.
Ponto 4. Amanhã, se não estiver muito calor, desenvolvo.
06/07/13
04/07/13
Uma narrativa
Pedro Passos Coelho (PPC) e Paulo Portas (PP) governam juntos. PPC é maior do que PP. Apesar de PP ser mais pequeno do que PPC, PPC precisa de PP. No entretanto, quem governa de facto é Vítor Gaspar (VG).
As políticas de VG são de grande rigor e guiadas por uma máxima simples, facilmente compreensível pelo POVO: se pauperizarmos a malta, isto vai lá. Dois anos a pauperizar a malta, as metas falham. Tendo ido além da Troika, as dificuldades para pagar à Troika avolumam-se.
Um dia, VG vai ao supermercado (não sabemos qual, embora isso fosse determinante para perceber a extensão classista da contestação…) e cospem-lhe em cima. VG considera que não está para isso depois de tudo o que fez pelo país e salta do barco a meio, deixando PPC descalço.
A notícia cai como uma bomba mas PPC, que não é particularmente inteligente, insiste em que continua calçado. PP, que também já estava com o governo pelos cabelos, e que já tinha tremido com a Linha Vermelha das pensões e tal, demite-se no dia seguinte. Bomba II.
Da mesma forma que não percebeu que a saída de VG o tinha deixado descalço, PPC também não percebe que a saída de PP o deixa de cuecas na mão. Recusa a demissão de PP. Surpreendentemente para muitos, o Partido de PP obriga PP a renegociar com PPC. PP, que é homem de rigor semântico, renegoceia mas mantém que não volta ao governo.
A nova “fórmula” governamental (que atribui mais poder ao Partido de PP) é levada a Cavaco Silva (CS) que enquanto tudo isto decorre grita com Maria CS e vice-versa.
Sentindo-se desautorizado por ter feito papel de corno (o último a saber, para quem não sabe) e tendo umas contas antigas a ajustar com PP, CS recusa a fórmula e exige que PP esteja no governo.
PP recusa. CS espuma. PPC chora. António José Seguro (AJS) ri.São convocadas eleições. AJS e PP saem vencedores (no caso de PP, para surpresa do seu próprio Partido).
Na I República isto tinha dado bordoada da grossa.
As políticas de VG são de grande rigor e guiadas por uma máxima simples, facilmente compreensível pelo POVO: se pauperizarmos a malta, isto vai lá. Dois anos a pauperizar a malta, as metas falham. Tendo ido além da Troika, as dificuldades para pagar à Troika avolumam-se.
Um dia, VG vai ao supermercado (não sabemos qual, embora isso fosse determinante para perceber a extensão classista da contestação…) e cospem-lhe em cima. VG considera que não está para isso depois de tudo o que fez pelo país e salta do barco a meio, deixando PPC descalço.
A notícia cai como uma bomba mas PPC, que não é particularmente inteligente, insiste em que continua calçado. PP, que também já estava com o governo pelos cabelos, e que já tinha tremido com a Linha Vermelha das pensões e tal, demite-se no dia seguinte. Bomba II.
Da mesma forma que não percebeu que a saída de VG o tinha deixado descalço, PPC também não percebe que a saída de PP o deixa de cuecas na mão. Recusa a demissão de PP. Surpreendentemente para muitos, o Partido de PP obriga PP a renegociar com PPC. PP, que é homem de rigor semântico, renegoceia mas mantém que não volta ao governo.
A nova “fórmula” governamental (que atribui mais poder ao Partido de PP) é levada a Cavaco Silva (CS) que enquanto tudo isto decorre grita com Maria CS e vice-versa.
Sentindo-se desautorizado por ter feito papel de corno (o último a saber, para quem não sabe) e tendo umas contas antigas a ajustar com PP, CS recusa a fórmula e exige que PP esteja no governo.
PP recusa. CS espuma. PPC chora. António José Seguro (AJS) ri.São convocadas eleições. AJS e PP saem vencedores (no caso de PP, para surpresa do seu próprio Partido).
Na I República isto tinha dado bordoada da grossa.
Quando a Marine Le Pen ganhar eleições em França, chamem-se.
Até lá, quero que o Gaspar, o Passos, o Portas e o Cavaco tenham muitos meninos.
Desculpem-me qualquer coisinha, mas é que já não se aguenta o cheiro a tanto estrume sintético.
Desculpem-me qualquer coisinha, mas é que já não se aguenta o cheiro a tanto estrume sintético.
13/06/13
24/05/13
Eu até percebo que alguém possa considerar que se excedeu no calor de uma conversa, mas fazer queixinhas é feio.
Clicar na imagem para aumentar
Ter dinheiro não é tudo mas é bastante
A grande vantagem de se ter dinheiro é poder chamar palhaço ao Cavaco Silva sem nos termos de ralar com o pormenor de como iremos pagar a multa.
"Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva.", Miguel Sousa Tavares.
"Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva.", Miguel Sousa Tavares.
18/05/13
Jerónimo tem razão: se Cavaco Silva invocasse em vão o nome de Maria noutros tempos, havia pedrada pela certa.
Jerónimo de Sousa acusa Cavaco Silva do pecado da blasfémia. AQUI.
Vejamos como se resolviam esses assuntos há uns tempos.
Vejamos como se resolviam esses assuntos há uns tempos.
14/05/13
Alguém tem de ser internado: ou ele ou nós.
«Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro, que foi colocar atrás das costas, finalmente, a sétima avaliação - não se fala noutra coisa há quase um mês - e penso que foi uma inspiração - como já a minha mulher disse várias vezes - da Nossa Senhora de Fátima, do 13 de maio», Cavaco Silva.
Juro pelas alminhas que julguei que a notícia era a gozar
E tem vídeo e tudo. .
Juro pelas alminhas que julguei que a notícia era a gozar
E tem vídeo e tudo. .
22/02/13
Uma dúvida linguística perfeitamente legítima: diz-se filhos de puta ou filhos da puta?
Ocorreu-me a propósito disto.
20/01/13
14/07/12
Tudo isto é triste, tudo isto existe, tudo isto é fado
Cavaco Silva, montanheiro de sequeiro sem um pingo de grandeza cujo projecto para o país se resumiu a asfaltá-lo, que levou aos píncaros tudo o que o novo-riquismo tem de pior, que se rodeou de gente que devia estar na cadeia e que cada vez que abre a boca me envergonha de ser portuguesa, vem dizer que os portugueses se tinham acostumado à "vida fácil".
"Vida fácil" que ele promoveu, que os patos bravos seus amigos promoveram, que os tipos das jogadas financeiras promoveram, e que o grande Sócrates continuou acrescentando-lhe a patine das fatiotas de bom corte. É preciso não ter vergonha na cara!
"Vida fácil" que ele promoveu, que os patos bravos seus amigos promoveram, que os tipos das jogadas financeiras promoveram, e que o grande Sócrates continuou acrescentando-lhe a patine das fatiotas de bom corte. É preciso não ter vergonha na cara!
06/05/12
Imaginem o Cavaco Silva a dizer isto sem se rirem*
Nous ne sommes pas n’importe quel pays de la planète, n’importe quelle nation du monde. Nous sommes la France.
François Hollande
*e já agora imaginem a Merkel...
François Hollande
*e já agora imaginem a Merkel...
29/01/12
"Uns jantam, outros são jantados"
A minha professora de História do antigo 4º ano (hoje, 8º) chamava-se Helena Balsa.
Mais tarde jornalista da RTP, desaparecida prematuramente em 2006, chegou-nos como uma lufada de ar fresco. A aberta durou pouco: Helena cedo seria catalogada pelas luminárias rançosas que dominavam, então, o Liceu de Cascais (e o país, cela va de soi…) como persona non grata.
Motivos? As suas ultra-hiper-justas calças à boca-de-sino e o recurso ao materialismo histórico como grelha pedagógica.
Conceitos como “infra” e “superestrutura”, com a infraestrutura a determinar em “última instância” a super, lançavam uma nova luz sobre, por exemplo, a crise de 1383/85 que deixava de se resumir a uma confusa novela recheada de casamentos e traições, na qual, to make a long story short, o Conde Andeiro e a Leonor Teles representavam os maus da fita.
Lembro-me muitas vezes dessas aulas.
No outro dia, ao ver citado um excerto do livro de Álvaro Santos Pereira, O Medo do Insucesso Nacional, onde o actual ministro explicava o declínio da “indústria de produção de padres” (bracarense) pelos elevados “custos de produção de novos sacerdotes”, senti-me teletransportada a esses tempos – sombrios e ao mesmo tempo felizes, parafraseando Kertész em Sem Destino – nos quais a economia era a explicação de tudo, pelo menos em “última instância” (embora definir “última instância” fosse e, creio, continua a ser, o cargo dos trabalhos).
Ainda não refeita do retorno ao materialismo dialéctico via Álvaro, ouço Cavaco Silva ”indignar-se” publicamente. E eis que, irmanados, eu e a Presidência, pela crise, é Marx quem se desmorona de novo. Pois se até Cavaco Silva se queixa, que fazer da “luta de classes” como motor da História?
Acho que a Esquerda devia reflectir sobre isto (de preferência sem abdicar do c).
Mais tarde jornalista da RTP, desaparecida prematuramente em 2006, chegou-nos como uma lufada de ar fresco. A aberta durou pouco: Helena cedo seria catalogada pelas luminárias rançosas que dominavam, então, o Liceu de Cascais (e o país, cela va de soi…) como persona non grata.
Motivos? As suas ultra-hiper-justas calças à boca-de-sino e o recurso ao materialismo histórico como grelha pedagógica.
Conceitos como “infra” e “superestrutura”, com a infraestrutura a determinar em “última instância” a super, lançavam uma nova luz sobre, por exemplo, a crise de 1383/85 que deixava de se resumir a uma confusa novela recheada de casamentos e traições, na qual, to make a long story short, o Conde Andeiro e a Leonor Teles representavam os maus da fita.
Lembro-me muitas vezes dessas aulas.
No outro dia, ao ver citado um excerto do livro de Álvaro Santos Pereira, O Medo do Insucesso Nacional, onde o actual ministro explicava o declínio da “indústria de produção de padres” (bracarense) pelos elevados “custos de produção de novos sacerdotes”, senti-me teletransportada a esses tempos – sombrios e ao mesmo tempo felizes, parafraseando Kertész em Sem Destino – nos quais a economia era a explicação de tudo, pelo menos em “última instância” (embora definir “última instância” fosse e, creio, continua a ser, o cargo dos trabalhos).
Ainda não refeita do retorno ao materialismo dialéctico via Álvaro, ouço Cavaco Silva ”indignar-se” publicamente. E eis que, irmanados, eu e a Presidência, pela crise, é Marx quem se desmorona de novo. Pois se até Cavaco Silva se queixa, que fazer da “luta de classes” como motor da História?
Acho que a Esquerda devia reflectir sobre isto (de preferência sem abdicar do c).
20/01/12
1300 euros, reconheço que pode ser pouco de reforma, mas há que não esquecer o direito ao uso, porte e manifesto gratuito de arma de defesa
«Tudo somado (...) quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas», Aníbal Cavaco Silva Entretanto, o próprio e todos os outros membros do Conselho de Estado, têm direito às seguintes mordomias: aqui.
Não é que ache mal; o que acho mal é que andem a choramingar em público.
Eu, pessoalmente, não digo que me casasse por 1300 euros; mas já amancebar-me...
23/12/11
Post dedicado aos voyeurs do costume [para os outros, e contrariando os votos do Cavaco, esse génio, preparem-se para o pior e até para o ano]
E obrigada por gostarem das minhas bolas-de-berlim.
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