Mostrar mensagens com a etiqueta Tratado de Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tratado de Lisboa. Mostrar todas as mensagens

23/09/22

ELEIÇÕES EM ITÁLIA AMANHÃ: A INTELIGÊNCIA DA URSULA NÃO PÁRA DE ME SURPREENDER

Com a Europa a ficar de pantanas graças à guerra na Ucrânia e com a vitória da direita mais à direita praticamente garantida para amanhã em Itália (seguindo os resultados da Suécia...), a Ursula von der Leyen não lhe ocorreu nada mais sensato, quando perguntada sobre as «figuras próximas de Putin» que estão entre os candidatos italianos, do que, sorridente, proferir uma ameça: «Veremos o resultado da votação em Itália. Se as coisas forem numa direcção difícil, temos intrumentos, como foi o caso da Polónia e da Hungria».

Além de Matteo Salvini ter, claro, imediatamente aproveitado a deixa para conseguir mais uns votos de protesto contra os burocratas de Bruxelas, acusando Ursula de bulliyng e declarando que vai apresentar uma moção de censura contra a presidente da Comissão Europeia  «O que é isto, uma ameaça? Isto é de uma arrogância vergonhosa [ela] tem de respeitar a liberdade, a democracia e a soberania do voto do povo italiano»  confirmamos que na União Europeia o respeito pelas regras da União se impõe da forma mais democrática possível: corta-se nos fundos e fica o assunto resolvido. 

O método tem dado óptimos resultados com o grupo dos eurocépticos a crescer (esqueçamos o Brexit...) e pelo menos desde 2009, quando os irlandeses tiveram de repetir o referendo de rectificação do Tratado de Lisboa para a coisa dar maioria ao SIM, se ficou a perceber que isto se não for a bem, vai em nome do Bem. 




15/06/08

De referendo em referendo, até à vitória final...

«Em caso algum, a UE pode ser travada no seu impulso”, disse o primeiro-ministro belga, Yves Leterme, apesar dos avisos dos que sublinham que a construção europeia não pode realizada à margem da vontade popular. A ideia é que se os restantes Estados-membros ratificarem o Tratado de Lisboa até ao final do ano, o Governo irlandês não terá outra hipótese se não a de repetir a consulta ou, num cenário extremo, aceitar uma participação limitada na UE.
Lido AQUI.
Como diria Brecht: Se os governantes vêem claro e o povo se engana, dissolva-se o povo...

13/06/08

Ou são democratas ou comem todos...

Os irlandeses, todas as notícias o confirmam, votaram «Não» aquilo que ficou conhecido como Tratado de Lisboa. Talvez as razões que levaram os irlandeses a chumbar o Tratado não sejam maioritariamente as minhas. Mas o resultado não deixa de ser uma bofetada de luva branca nos eurocratas e na sua concepção de democracia. Escaldados com os resultados dos anteriores referendos, optaram pela aprovação de gabinete, excepto, precisamente, na Irlanda, onde a Constituição obrigava a ir a votos. Agora perderam. Vamos ver como descalçam a bota.