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25/08/22

«O FIM DA ABUNDÂNCIA» DIZ MACRON: MAS A GUERRA NÃO ERA POR UM MUNDO MELHOR?

Seis meses após a invasão da Ucrânia, o presidente francês avisa que chegou «o fim da abundância». Já estou a ver a malta que acha, como a Ursula, que basta comprar novos electrodomésticos e baixar o aquecimento no Inverno (das suas casas, subtentende-se, já que nas outras nem dinheiro há para ter os aquecedores no mínimo...) vir falar do egoísmo daqueles que não querem sacrificar-se pela Ucrânia. Quanto à inflação, ao descalabro na indústria e ao desemprego que se adivinha, nem uma palavra.

Resumindo, um suicídio alegre da Europa conduzido pelos próprios responsáveis europeus. Como no caso dos incêndios em Portugal, vamos ficar pior, mas o futuro é radioso!

E se é verdade que a dramatização serve também para depois vir dizer que afinal foi menos mau do que se estava à espera, desta vez, com a continuação da guerra, dificilmente se imagina um Inverno menos difícil do que o previsto. 

11/08/22

CONTINUANDO A RIR-ME COM O «POLITICO»...

«WAR RHETORIC: The toughest message on China this week came not from Washington, but Paris. According to a newly released transcript of a parliamentary hearing session attended by Admiral Pierre Vandier, head of the French navy, he said: “Against the Chinese navy, we will win if we fight together, in coalition.” Oh là là.» 

12/02/22

MACRON: DO DESEJO DE «EMMERDER» ÀS DECLARAÇÕES FOFINHAS

Com a extrema-direita a capitalizar o descontentamento social, o presidente francês passa de querer emmerder os franceses não vacinados  declaração de cientificidade intocável  aos apelos à compreensão pela marcha do chamado Convoi de la Liberté

Na verdade, sobre Macron, a única coisa que sabemos é do seu desejo actual de ficar para a História como o génio que impediu a guerra na Ucrânia. Feitios napoleónicos!

12/01/13

Se a realidade lhe caísse em cima da cabeça, tipo tijolo, ou assim, podem ter a certeza que eu aplaudia


“São estas pessoas que têm a obrigação de criar uma nova atitude e de, ao acabarem o curso, fazerem um esforço para criarem emprego para os outros que não estudaram. As pessoas têm de aprender a trabalhar em conjunto, têm que aprender que o Estado não tem emprego para todos. Acho que temos de voltar a coisas reais, voltar à natureza, à agricultura, às pescas, e fazer com que as pessoas tenham gosto por esses sectores.”
Estas sábias palavras foram proferidas pela chefe de gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Manuela Bairos, outra que defende que ter uma pessoa de abandonar Portugal pode ser muito bom, embora a própria nunca mais se vá embora (talvez não tenha feito Erasmus...)
Mas já que se fala em "coisas reais", leia-se também esta notícia


12/05/12

Vou tentar fazer uma também em grego mas não prometo

Honi soit qui mal y pense (só para francófonos) 

Listen very carefully, I shall say this only once.
Papagaio de Flaubert. Bouvard e Pécuchet. Bouvard e Pécuchet, canal Saint Martin. Canal Saint Martin, Jean Gabin. Gabin, Yves Montand. Yves Saint Laurent.
Ostras. Magret de pato. Georges Perec. Pont-l’évêque.
Paul Verlaine. Maurice Blanchot. Jean Giraud. Henry de Montherlant. Arthur Rimbaud. Jean-Marie Gustave Le Clézio.
Croissant. Boris Vian. Roger Vailland. Guy de Maupassant.
Claude Simon. Jacques Vaché. Cassoulet. Georges Méliès.
Jean Renoir. Renoir. Jean-Luc Godard.
Jacques Prévert. Guillaume Apollinaire.
Place des Voges. Ile d’Aix. La Rochelle. Fernandel. Céline.
Je m'appelle Ferdinand.
Cognac. Honoré de Balzac. Julien Gracq. Crepes de chocolate.
Auvergne (bleu). Raymond Queneau.
Notre Dame de Paris.
Cyrano. Panache. Pastis. Chablis. René Goscinny. Madame Bovary.
Mademoiselle Chanel.
Une femme est une femme.
Proust. Madalenas. Petits fours. Framboesas. Caracoletas. Cuscuz.
Bordeaux grand cru. Bordéus. Bretanha. Bourvil.
Il pleut sur Nantes : Barbara.
Brassens : Quand on est con, on est con.
Albert Camus. Albert Cohen. Belmondo [até aos 35].
Roquefort. Allez, français, encore un petit effort!
Camembert moulé à la louche. Coluche.
François Truffaut. Alain Resnais. Claude Monet. André Dussolier.
Sena. Pontes do Sena. Sous le pont Mirabeau coule la Seine/ Et nos amours.
Sous le pavé, la plage.
Charles Baudelaire. Charles Trenet. Léo Ferré.
Charles de Montesquieu. Gérard Depardieu.
Michel de Montaigne. Michel Piccoli. Pierre Arditi. Jacques Tati. Claude Chabrol. Sabine Azéma. Serge Gainsbourg. Ratatouille.
Aunac. Armagnac.
Bayers. Angoulême.
Astérix. Obélix. Assurancetourix: Non, tu ne chanteras [plus]! Non, tu ne chanteras [plus]!

12/05/10

A Europa ou como parece que disseram os chineses uma imagem vale mais de mil palavras*

Sarkozy, presidente do país que tradicionalmente divide com a Alemanha os destinos da Europa, no beija-mão a Hu Jin Tao, presidente chinês. Fotografia de Michel Euler/Reuters, de 28 de Abril deste ano. A imagem seguinte regista o mesmo momento mas desta vez a curvatura, mais acentuada, é do secretário de Estado francês Chantal Jouanno.

20/03/09

Sauvons les riches!

Parece que a simpatia é inversamente proporcional à riqueza: quanto mais ricos mais indelicados. O estudo, levado a cabo nos EUA, pela Universidade de Berkeley, junta-se a outras conclusões que não vêm facilitar a vida dos milionários. Por exemplo, que os pedidos de ajuda psicológica deste grupo tendem a subir em flecha. Com a crise, imagina-se que a coisa piore. E muito.
É neste contexto que surge em França o colectivo Sauvons les riches! E, porque os tempos são outros, a velha palavra de ordem “Os ricos que paguem a crise!” (completamente out) viu-se substituída por "Je suis riche, mais je me soigne" (absolutamente in).
A participação deste colectivo nas manifestações de ontem [1,2 milhões (dados da polícia) ou 3 milhões (dados dos organizadores) de franceses na rua] terá sido o pontapé de saída de uma campanha que visa, para já, salvar os ricos da depressão e as fortunas da bancarrota.
Ajudar os pobres está muito bem mas, como se escreve aqui, também não é justo que os ricos, abandonados à sua miséria, sofram em silêncio.
E, por falar em silêncio, deixo-vos com aquilo que poderia ser o hino do movimento.