Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens
22/11/24
05/04/22
E AGORA PARA ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE: NA CAMA COM PESSOA
Ou quando uma imagem, para variar, vale o mesmo do que as palavras...
03/06/12
O toque feminino
Aviso de antemão que este texto pode perturbar almas sensíveis, pelo que não é recomendável àquelas e àqueles que, na senda de Edite Estrela, acreditam tão piamente que “haverá mais paz no mundo com mais mulheres em altos cargos políticos” quanto as senhoras do MNF tinham uma crença inabalável no slogan “Angola é nossa!”
Começo por uma adivinha: o que têm em comum Margaret Thatcher, Angela Merkel e Christine Lagarde? Em 1º lugar, são mulheres; em 2º lugar têm poder; em 3º lugar são reaccionárias, se me é permitido ainda usar o termo.
Recorde-se que Thatcher, autora do "no such thing as society" é, das três, embora retirada, a única com pensamento político articulado. Merkel limita-se a empurrar(-nos) com a barriga e Lagarde administra dinheiro alheio enquanto nos ameaça com a antiquíssima tirada de Paul Féval, "Si tu ne viens pas à Lagardère, Lagardère ira à toi!"
Entrevejo já algumas das almas sensíveis – femininas, masculinas e/ou "transgéneras" – correndo a diagnosticar-me o mal da misoginia, versão jewish self-hatred adaptada “ao segundo sexo”.
Antes que me condenem a ler de fio-a-pavio o livro de Cavalcanti Filho onde a “putativa homossexualidade” de Pessoa terá sido finalmente revelada, invoco em minha defesa: onde está o feminine touch de Merkel quando o Ministério de Economia do seu governo chega a propor, como solução para a crise, a formação de “zonas económicas especiais”, variante update do modelo esclavagista em exercício na China? E que dizer das declarações de Lagarde (logo ela que, enquanto funcionária internacional do FMI, não paga impostos) sobre gregos e pretinhos esfomeados do Níger que lhe partem o coração.
Desculpem-me o francês: feminine touch, my ass.
Começo por uma adivinha: o que têm em comum Margaret Thatcher, Angela Merkel e Christine Lagarde? Em 1º lugar, são mulheres; em 2º lugar têm poder; em 3º lugar são reaccionárias, se me é permitido ainda usar o termo.
Recorde-se que Thatcher, autora do "no such thing as society" é, das três, embora retirada, a única com pensamento político articulado. Merkel limita-se a empurrar(-nos) com a barriga e Lagarde administra dinheiro alheio enquanto nos ameaça com a antiquíssima tirada de Paul Féval, "Si tu ne viens pas à Lagardère, Lagardère ira à toi!"
Entrevejo já algumas das almas sensíveis – femininas, masculinas e/ou "transgéneras" – correndo a diagnosticar-me o mal da misoginia, versão jewish self-hatred adaptada “ao segundo sexo”.
Antes que me condenem a ler de fio-a-pavio o livro de Cavalcanti Filho onde a “putativa homossexualidade” de Pessoa terá sido finalmente revelada, invoco em minha defesa: onde está o feminine touch de Merkel quando o Ministério de Economia do seu governo chega a propor, como solução para a crise, a formação de “zonas económicas especiais”, variante update do modelo esclavagista em exercício na China? E que dizer das declarações de Lagarde (logo ela que, enquanto funcionária internacional do FMI, não paga impostos) sobre gregos e pretinhos esfomeados do Níger que lhe partem o coração.
Desculpem-me o francês: feminine touch, my ass.
05/11/11
Economia para inteligentes
Francisco Fernandes Lopes (1884-1969), médico olhanense caído no esquecimento mas de quem Almada Negreiros disse: “Ele está, para mim, no meio da primeira fila dos que estão à frente disto tudo”, foi um homem de qualidades raras.
Outra coisa que também não alcanço é isto.
Musicólogo, inventor nas horas vagas, poliglota e historiador — sábio que se definia a si próprio como um “vulgaríssimo João Semana” — guiava-se por um princípio: “Ir sempre ao fundo do fundo do contrafundo”. É um bom princípio.
Que estamos a ir ao fundo, ninguém o nega. Até o primeiro-ministro já veio dizer que empobreceremos. Inevitavelmente. De vitória após vitória, até à derrota final, slogan que tem até uma certa patine guevarista adequada na perfeição ao l’air du temps, um tempo em que os banqueiros citam Lenine.
Recordo: “O Lenine deve estar a rir-se à gargalhada no túmulo”, disse Fernando Ulrich, demonstrando que é um homem do mundo.
Eu, que estou como o Jesus Cristo do Pessoa (também nada sei de finanças…), gostaria, contudo, de deixar algumas perguntas (simples) — numa tentativa, porventura vã, de cumprir o preceito de Lopes.
Eu, que estou como o Jesus Cristo do Pessoa (também nada sei de finanças…), gostaria, contudo, de deixar algumas perguntas (simples) — numa tentativa, porventura vã, de cumprir o preceito de Lopes.
Quando o desemprego em Portugal, segundo dados do INE, se situa em 12,5%, como é que o aumento de meia hora de trabalho diário ajuda a combater o flagelo?
Andava eu a tentar perceber a quadratura do círculo, eis que chego a um estudo encomendado pelo Governo que garante que a medida aumentará em 4% a competitividade das empresas, o que logo me fez lembrar Garrett, perdão, Manuel Pinho, o ex-ministro da Economia que em tempos que já lá vão (?) foi à China pedir aos locais para investirem em Portugal porque a nossa mão-de-obra era barata.
Outra coisa que também não alcanço é isto.
Imaginemos que um qualquer leitor destas linhas aceita emprestar-me dinheiro. Agradeço, claro, "uma senhora é uma senhora", mas é-me imposta uma condição: não posso criar riqueza durante o período de tempo em que fico devedora.
Empobreça!, ordena-me o emprestador. E desculpem-me se pareço muito burra: mas como raio poderei pagar-lhe?
E foi então que Karl Kraus surgiu em meu auxílio: “Uma das causas mais comuns das doenças é o diagnóstico”.
16/03/10
Ó Vitalino apanha as canas ou só vale a pena ler sobre política quando a política é tratada assim que o resto é maçada como diria o Pessoa
À hora em que Pacheco Pereira nos tentava dinamitar o cérebro com uma evocação de Rafael Bordalo e da sua sátira à Lei da Rolha, os congressistas do PSD aprovavam, com a pudica reserva dos futuros líderes, a pena de expulsão aos que ousem criticar os dirigentes. Ficam assim os cidadãos do PSD impedidos de falar. A medida seria perfeita se abrangesse os dirigentes. Um partido unido pelo silêncio é o que faz falta. Ainda não tinha digerido a pérola estatutária já o senhor Vitalino Canas se apressava a comentar. Daqueles comentários pomposos e circunstanciais, com a bandeira do Rato atrás e boquinha de virgem ofendida. O senhor Vitalino, quebrando a regra não-escrita de que partido não se pronuncia sobre a vida interna de partido ― que é a contrapartida institucional do saber popular que ensina a não nos metermos entre marido e mulher mesmo quando se ouvem gritos ― veio evocar a liberdade e o 25 de Abril. Acontece que, pelo menos desde que mataram a Rosa Luxemburgo, não me lembro de ter visto um socialista a criticar a cúpula dirigente.DAQUI, naturalmente.
14/12/09
Esta Pastelaria suspende provisoriamente o fornecimento de bolas-de-berlim: daremos notícias
Deixo-vos, entretanto, com este anúncio de última hora, apesar de ter sido publicado na década de 70, confessando-vos também, só aqui entre nós, que "o que há em mim é sobretudo cansaço"."Senhores leitores: encarregaram-me de vos dizer que a direcção protectora decidiu proibir que vos fosse mostrado quanto custa e rende um medíocre, porque o inquérito, feito por sujeitos competentes, tinha o grave defeito de mostrar o medíocre a nu, cena eventualmente chocante para a estabilização da bolsa de mercadorias. Em seu lugar, prometemos redescobrir o Brasil, a bem da mediocração."
13/09/09
Não. não venho falar do debate mas apenas reafirmar que Sócrates devia evitar a poesia
... já tinhamos tido, entre outros, o Concerto para Violino de Chopin e a Fenomenologia do Ser de Sartre. Agora tivemos o Ricardo Reis do Sócrates ... que afinal era o Álvaro de Campos do Pessoa.Razão tinha o Jorge de Sena (a quem nem morto deixam em paz): O problema não é salvar Portugal, mas salvarmo-nos de Portugal.
Ou pelo menos desta gente.
11/09/09
José Sócrates como nunca o viu: isto não é normal e nem os poetas lhe escapam
José Sócrates entrevistado por uma senhora chamada Raquel Alexandra. Depois de umas generalidades sobre o Ricardo Reis que metiam trevos (???), um momento orgulhosamente só em que se garante que «aqueles que esperam uma ajuda externa, confessam a sua fraqueza» seguido da lancinante pergunta «José Sócrates chora?».
Ficamos a saber que depois dos 40 anos começou a «chorar no cinema com filmes enternecedores» (o que quer dizer que ou nunca viu o Bambi ou tem um problema com o canal lacrimal....) e ainda tempo para «fundamentalmente!» (e aqui note-se o suspiro à Herman José...) ir de Falcon «inaugurar uma das obras mais relevantes... que tem a ver com um lar de idosos...».
Foda-se e pardon my french, como diria o João.
Num momento em que a política lá fora se limita, mais coisa menos coisa, ao a minha é maior do que a tua (vide Sarkozy) nós preferimos meninos com lágrimas (retidas) ao canto do olho.
Lembramo-nos das casinhas e bate tudo certo. Mesmo com cheques-prenda na Fashion Clinic .
03/10/08
Dinis Machado (1930-2008): «Morrer é só não ser visto»
«[...]"Então a tua tia chalou?, perguntou um dia o Zuca", disse Austin "como é que ela faz?, tem ataques?, é maluca de ter de ficar atada?, de ter ataques com espuma na boca ou é só maluca de não ligar a nada?, o rapaz disse que era maluca de falar em comboios e em serradura, que era um bocado triste e não fazia mal a ninguém, fazia-lhe impressão porque ela já não o conhecia, estava paradinha no banco de lona, então o Bertinho Ranhoso dizia que os malucos com uma grande calma às vezes eram os piores, estão com uma grande calma e só pensam em meter facas no bucho das pessoas, o Peida Gadocha dizia que também tinha uma tia maluca, mas era só maluca de comprar vestidos, tinha mais de quatrocentos vestidos, comprava os vestidos e passava-lhes a mão, era maluca de passar a mão pelos vestidos, o Zuca dizia que quatrocentos vestidos era uma peta das antigas, isso ninguém tinha, o Peida Gadocha dizia que se não eram quatrocentos eram duzentos, isso não interessava, ela era chalada de mexer nos vestidos e de estar sempre a dizer está bem mas tenho de mudar de vestido, dizia os meus vestidinhos, os meus vestidinhos, depois ficava nervosa e ia comprar mais vestidos, o Mané Borbulhas dizia que tinha um tio e uma tia que ficaram malucos ao mesmo tempo, foi por causa de uma roca, ele tinha uma roca em cima da mesinha-de-cabeceira, ela começou a embirrar com a roca, que ele gostava mais da roca do que dela, ele disse que nem ligava à roca, estava ali porque tinha um feitio giro, tinha-a comprado na Feira da Ladra, mas para a chatear começou a cantar uma música que é a Traviata com versos a falar da roca, que lindo som que esta roca tem, tatati, tatatitati, ela para se vingar escondeu-lhe as calças e ele não podia sair de casa, cantava a Traviata à procura das calças, e ao fim de três dias chateou-se e saiu para a rua em cuecas e a tocar a roca, foi logo engavetado pelo polícia, a família toda foi à esquadra, a minha mãe levou-lhe umas calças do meu pai, mas ele não quis, que ficava em cuecas e a tocar a roca enquanto não lhe dessem as calças dele, a minha tia disse que lhe dava as calças se ele deitasse a roca fora, depois fizeram as pazes, o meu tio deu a roca à minha mãe, que ma deu a mim, era eu puto, eles depois deixaram de ficar malucos, a roca é que os chalava, o Zuca então dizia que também tinha um tio maluco, andava sempre de boca aberta e a pensar em nada, era despedido dos empregos porque o apanhavam de boca aberta e a pensar em nada, andava aí pelas ruas com livros debaixo do braço, vai lá a casa só no Natal, dizia ele, no último Natal ficou de boca aberta no meio do jantar, fez-me uma festa na cabeça e foi-se embora, deixou a perna de peru no prato, às vezes encontro-o e faz-me uma festa na cabeça, depois ficamos a olhar um para o outro, pergunta-me se eu já ando na escola, eu começo a falar e ele fica de repente de boca aberta, faz-me outra festa na cabeça e vai-se embora, ninguém consegue falar com ele, desliga quando lhe dá o aparte de ficar de boca aberta e de pensar em nada, o que ele gosta é de dar milho aos pombos nas praças, um dia o meu pai deu-lhe uma grande descompostura, disse-lhe o piorzinho, e depois no fim perguntou-lhe e agora o que é que vais fazer?, vou dar milho aos pombos, disse ele, fez-me uma festa na cabeça e foi-se embora de boca aberta, parece que os pombos é que o conhecem bem, poisam-lhe nos ombros e na cabeça, comem o milho da mão dele, um emprego de dar milho aos pombos é que era bom para ele, às vezes ele anda aqui no Largo do Navegante a dar milho aos pombos muito satisfeito da vida, anda de largo em largo, senta-se nos degraus das estátuas e põe-se a ler uns livros que ninguém percebe nada de um gajo chamado Pessoa, não é o António Pessoa, porque esse é o das balanças, é outro, se calhar é um livro sobre pombos, não sei, uma vez foi para a tropa e desertou, foram dar com ele numa praça a dar milho aos pombos, perguntaram-lhe porque é que ele tinha desertado e ele disse que marchar lhe fazia bolhas nos pés, acabou por ser preso e apanhou uma data de castigos, mas punha-se de boca aberta e não ligava a nada, depois mandaram-no para um manicómio e foi uma grande confusão, o médico perguntou ao meu pai se o meu tio tinha uma coisa que era intermitências não sei quê, o meu pai perguntou ao meu tio se ele tinha essas intermitências, o meu tio perguntou de que cor?, depois viram-lhe a língua e os olhos, ele nos intervalos perguntava ao enfermeiro não se importa de me dar o meu Pessanha?, que é um livro de outro gajo, o médico fazia-lhe perguntas para malucos, mas ele não ligava, só ligava ao Pessoa e ao Pessanha, queria era ficar de boca aberta a pensar em nada, devia sentir a falta dos pombos, acabaram por mandá-lo embora porque não havia lugares, os lugares eram precisos para os malucos assassinos e para os que espumam da boca, vai lá a casa no Natal, agora mesmo está ele, até aposto, a dar milho aos pombos num largo qualquer, a ler livros e de boca aberta, há malucos à brava mas não são perigosos, o meu pai diz que o Bigodes Piaçaba é maluco de ajudar os pobres, de querer pias limpas e banheiras e de acabar com os percevejos, de fazer umas grandes fitas com os senhorios e de querer endireitar o mundo, é um maluco que pensa nas coisas, em escolas e em hospitais, há malucos com outros apartes, de andarem a falar sozinhos ou de arriarem sempre do melhor, como o Joca Farpelas, ou de fazerem discursos que não interessam nada, e os malucos de contar o dinheiro, contam o dinheiro quinhentas vezes, depois falta-lhes um tostão e voltam a contar, se a porra do tostão não aparece até ficam doentes de cama, e os malucos de tocar pífaro só gostam de estar a tocar pífaro e o resto não interessa, todos os gajos têm um tio maluco, às vezes há gajos que têm uma data de malucos na família, o Padeirinha diz que a avó dele é maluca de dizer que lhe roubam coisas da caixa da costura, os dedais, as agulhas e os botões, um dia foi cá uma fita por causa de um botão de madrepérola, o avô do Padeirinha foi aos arames e disse que queria que o botão se fodesse, e bateu com a porta como de costume, o Padeirinha anda sempre a arranjar a fechadura, pede à avó que acabe com a mania que lhe roubam a caixa da costura e ao avô para não bater com a porta, mas eles não ligam, os malucos não ligam, é esse o aparte deles, até a minha mãe um dia acordou maluca, subiu-lhe à cabeça uma coisa que é a ureia, começou a dizer ao meu pai que andava um cágado nas dunas, o meu pai à rasca dizia um cágado nas dunas?, um cágado nas dunas?, levou-a para o hospital das pernas partidas, conhecia lá um enfermeiro, o meu pai começou a dizer às pessoas todas que a minha mãe dizia que andava um cágado nas dunas, uma enfermeira disse que ali era o hospital das pernas partidas, das doenças de pus e coisas assim, dizia que as doenças de cágados nas dunas era no manicómio, uma velhinha caquéctica e iglantónica perguntou qual cágado?, quais dunas?, um gajo que estava ao pé a gozar o prato disse que devia ser um cágado de patins nas dunas do Pólo Norte, o meu pai disse para o gajo ir gozar com os cornos do tio dele, o gajo a gozar perguntou quais cornos?, qual tio?, foi uma grande zaragata, o polícia que lá estava tirou o chinfalho e disse daqui a bocado dou-lhes o cágado, depois ficaram todos na bicha, eram mais de mil, a minha mãe começou a falar com a velhinha sobre o cágado, depois o enfermeiro conhecido do meu pai foi falar com o médico que o atendeu, ele disse que o cágado nas dunas era da ureia, nessa altura a minha mãe já não falava no cágado, dizia ao meu pai para ele não comer as prateleiras e as cortinas, que as cortinas e as prateleiras faziam falta, para ele comer a sopa de massa com grão que estava na panela, era só pôr ao lume e aquecê-la, o médico disse ao meu pai que tivesse calma, ele sabia que o meu pai não comia as prateleiras e as cortinas, depois deram uma injecção à minha mãe, ela ficou melhor, pelo menos não dizia peva, vieram de táxi e a minha mãe no meio do caminho perguntou ao chofer se ele tinha cortado as unhas dos pés e tomado o remédio para a tosse, o chofer perguntou ao meu pai se a minha mãe estava a gozar com ele, o meu pai disse que era da ureia, o chofer disse que até cortava as unhas dos pés todas as semanas, desejou as melhoras da minha mãe, chegaram a casa e a minha mãe começou a dizer que o meu pai a tinha enganado, que a tinha trazido para ali para lhe tirar as cuequinhas cor-de-rosa com pintinhas verdes, mas que ele se enganava, que ela não trazia as cuequinhas cor-de-rosa com pintinhas verdes, trazia umas cuecas pretas de renda, o meu pai telefonou para o enfermeiro e só dizia que puta de vida, depois deram outra injecção à minha mãe, ela ficou de cama dois dias e acordou boa, não se lembrava de nada, o meu pai é que até fica amarelo quando se fala naquilo".» [...]Dinis Machado, O que diz Molero, 1977
24/06/08
Fernando, não lhes perdoes que eles não sabem o que fazem
Portugal já era uma marca. Chegou a vez do Pessoa. Ou como o próprio escreveu, pouco antes de morrer, «I know not what tomorrow will bring». Agora já sabe.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
EM REDE
- 2 dedos de conversa
- A balada do café triste
- A causa foi modificada
- A cidade das mulheres
- A curva da estrada
- A dança da solidão
- A rendição da luz
- A revolta
- A terceira via
- A única real tradição viva
- Abrasivo
- Agricabaz
- Agua lisa
- Albergue espanhol
- Ali_se
- Amor e outros desastres
- Anabela Magalhães
- Anjo inútil
- Antologia do esquecimento
- Arrastão
- As escolhas do beijokense
- As folhas ardem
- Aspirina B
- ayapaexpress
- Azeite e Azia
- Bibliotecário de Babel
- Bidão vil
- Blogtailors
- Casario do ginjal
- Centurião
- Church of the flying spaghetti monster
- Ciberescritas
- Cidades escritas
- Cinco sentidos ou mais
- Claustrofobias
- Coisas de tia
- Complicadíssima teia
- Contradição Social
- Dazwischenland
- De olhos bem fechados
- Dias Felizes
- Do Portugal profundo
- Duelo ao Sol
- e-konoklasta
- e.r.g..d.t.o.r.k...
- Enrique Vila-Matas
- Escola lusitânia feminina
- Fragmentos de Apocalipse
- Governo Sombra
- Helena Barbas
- If Charlie Parker was a gunslinger
- Illuminatuslex
- Incursões
- Instante fatal
- Intriga internacional
- João Tordo
- Jugular
- Klepsydra
- Last Breath
- Ler
- Les vacances de Hegel
- Letteri café
- LInha de Sombra
- Mãe de dois
- Mais actual
- Malefícios da felicidade
- Manual de maus costumes
- Metafísica do esquecimento
- Mulher comestível
- Nascidos do Mar
- Non stick plans
- O Declínio da Escola
- O escafandro
- O funcionário cansado
- O jardim e a casa
- O perfil da casa o canto das cigarras
- Obviario
- Orgia literária
- Paperback cell
- Parece mal
- Pedro Pedro
- Porta Livros
- Pratinho de couratos
- Raposas a Sul
- Reporter à solta
- Rui tavares
- S/a pálpebra da página
- Se numa rua estreita um poema
- Segunda língua
- Sem-se-ver
- Sete vidas como os gatos
- Shakira Kurosawa
- Sorumbático
- Texto-al
- The catscats
- There's only 1 Alice
- Tola
- Trabalhos e dias
- Um dia... mais dias
- Um grande hotel
- We have kaos in the garden
