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02/02/23

MAS ESTA SENHORA VIVE EM QUE PLANETA?!

«Antes de a Rússia começar a guerra, alertámos muito claramente sobre os custos económicos enormes que iríamos impor em caso de invasão, e hoje a Rússia está a pagar um preço elevado, à medida que as nossas sanções estão a asfixiar a sua economia”, Ursula von der Leyen, 2 de Fevereiro de 2023 em Kiev.

29/09/22

CRISE ENERGÉTICA: NA ESLOVÁQUIA, A ECONOMIA EM RISCO DE COLAPSAR

A Alemanha em recessão. A extrema-direita em ascensão. Há quem não queira ver, mas rima e é verdade.

Entretanto, o primeiro-ministro da Eslováquia, Eduard Heger, afirma que ou o país recebe milhões de ajuda de Bruxelas ou a economia nacional entra em colapaso.

O que nos vale, a nós europeus, é a magnificência dos nossos dirigentes que ainda têm mais umas CEM sanções guardadas na manga

Se pensarmos nas sanções ao regime de apartheid sul-africano que se estenderam entre 1962 e 1991 ainda teremos guerra por mais uns aninhos. Entretanto, que o Senhor abençoe e guarde os nossos queridos líderes!




01/09/22

GUERRA NA UCRÂNIA: PROIBIR! PROIBIR! PROIBIR!

Se a UE decidiu suspender o acordo com a Rússia que facilitava a emissão de vistos, para Zelensky a solução devia ser a proibição TOTAL de entrada na União Europeia a TODOS os cidadãos russos, excepto os que declarassem o seu apoio à Ucrânia.


Afinal, lá pelo Leste aquilo de proibir tem uma longa tradição e essa longa tradição, infelizmente e pelos vistos, vem conquistando o resto da Europa...

ASSISTIR AO SUICÍDIO DA EUROPA NÃO ESTÁ A SER BONITO DE SE VER E AINDA NÃO CHEGÁMOS AO INVERNO

Mas o que é a democracia alemã comparada com esse farol da democracia chamado Ucrânia onde em Mariupol a propaganda no Twitter já contou mais mortos do que as provocadas pela bomba de Hiroshima?

Indútria alemã interrome produção face aos aumentos dos preços da energia 

29/08/22

AS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA QUE SUICIDAM A EUROPA: EM FRENTE CAMARADAS, O ABISMO É NOSSO

Uma análise assinada pela jornalista suiça de origem egípcia Myret Zaki. Alguns excertos traduzidos.

«... No final de Junho, o rublo tornou-se na moeda com melhor desempenho no mundo, atingindo o seu nível mais elevado em relação ao dólar em 7 anos. O PIB [russo] diminuirá em 6% em 2022, de acordo com o FMI, mas não 15% como fora previsto em Março. Analistas de Wall Street tinham previsto um colapso da Rússia.

Em Março, lembra-nos o “Business Insider”, a JP Morgan previra que o PIB russo cairia 35% no 2º trimestre. Para a Goldman Sachs, a economia do país experimentaria a sua maior contracção desde a implosão da URSS. Mas de Janeiro a Junho, o declínio foi de apenas 4% em relação ao ano anterior, graças a exportações acima do esperado, principalmente para a Índia. (...)

A estratégia [das sanções] estava extremamente bem montada. Excepto num "pormenor": a maioria dos países devia entrar no jogo e foi aí que a porca torceu o rabo. "A maior fraqueza das sanções, observa "The Economist", é que mais de uma centena de países, o que  representa 40% do PIB mundial, não seguiram os Estados Unidos e a Europa, e não impõem nenhum embargo (parcial ou total ) à Rússia […] A maioria dos países não deseja implementar a política ocidental.”

(...) Países tão importantes como a China, Índia, Brasil, Arábia Saudita estão a fazer exactamente o contrário, continuando a sua cooperação com a Rússia. Do Dubai, pode-se voar sete vezes por dia para Moscovo. A dura realidade reside na influência insuficiente que as democracias ocidentais tiveram sobre o resto do mundo. 

(...)

Mas a observação mais dolorosa é o preço exorbitante que o Ocidente é obrigado a pagar para punir os seus inimigos. É difícil escapar à sensação de autopunição face ao custo desproporcionado suportado pela Europa, onde uma crise energética sem precedentes se aproxima, falhas de energia eléctrica são anunciadas para este Inverno, picos de preços e recessão económica.

(...) a premissa básica estava errada. Em vez de serem indolores para o Ocidente e fatais para a Rússia, como originalmente se esperava, as sanções estão a mostrar-se pelo menos igualmente punitivas para a Europa. A assimetria é até invertida. “A Rússia poderia dar-se ao luxo de interromper todas as exportações de gás para a Europa por um ano sem grandes consequências para sua economia”, escreve Liam Peach, analista da Capital Economics, em nota citada pelo “Bloomberg” a 25 de Agosto. (...).

Inflação, escassez, insegurança são elementos que podem colocar as populações ocidentais contra os seus governos, quando o objectivo inicial das sanções era que os russos se voltassem contra o Kremlin.

(...)

Para “The Economist”, a conclusão é que o Ocidente será forçado a regressar às estratégias de “hard power”, ou seja, o poder militar, com um rearmamento maciço dos membros da NATO. Sem dúvida porque é nessa área que o Ocidente ainda tem uma vantagem muito clara.

Mas face a potências nucleares, poderemos manter esse tipo de raciocínio, ou ele é totalmente imprudente? Quando autoridades de Washington viajam repetidamente para Taiwan para dar palestras sobre a China, que resultado pode ser previsto de tal estratégia? Já antecipámos as consequências desta vez? (...)»

ARTIGO NA ÍNTEGRA EM FRANCÊS AQUI



06/08/22

NOVELA DA TURBINA: EU SEI QUE NÃO DEVIA MAS DEI UMA VALENTE GARGALHADA!

ESTÁ TUDO A CORRER PELO MELHOR: O GRANDE DEMOCRATA ERDOGAN SOMA E SEGUE, VOLTANDO A METER A URSULA NO BOLSO




03/08/22

MAS AFINAL ONDE ESTÁ O WALLY, PERDÃO, A TURBINA?

Começando pelo princípio. Uma turbina foi a arranjar para o Canadá. Vieram as sanções e a turbina não podia ser devolvida à Rússia. A Alemanha, que precisava da turbina, disse ao Canadá que, visto o Canadá não poder devolver a turbina à Rússia, que a devolvessem à Alemanha que eles lá arranjariam maneira de a fazer chegar à Rússia. O Canadá, todo contente, por ter arranjado uma maneira de se livrar da turbina sem ter que sujar as mãos, devolveu a turbina à Alemanha. Agora a Rússia diz que não recebeu turbina nenhuma da Alemanha. Mas se não era para a devolver à Rússia, para que é que a Alemanha quis a turbina?!

Ou sou eu que percebi tudo mal? 

«A empresa russa Gazprom disse hoje que as sanções aplicadas a Moscovo, devido à invasão da Ucrânia, fazem com que seja "impossível" o regresso de uma turbina, da Siemens, essencial ao funcionamento do gasoduto Nord Stream»


30/07/22

«O RUBLO ESTÁ A SUBIR E PUTIN ESTÁ MAIS FORTE DO QUE NUNCA: AS SANÇÕES SAÍRAM-NOS PELA CULATRA»


Alguns excertos em tradução livre do artigo publicado no passado dia 29 de Julho,

«As severas sanções contra a Rússia são a política mais mal concebida e contraproducente da história internacional recente. A ajuda militar à Ucrânia é justificada, mas a guerra económica é ineficaz contra o regime de Moscovo e devastadora para as suas vítimas não intencionais. Os preços mundiais de energia estão a disparar, a inflação a subir, as cadeias de distribuição caóticas e milhões estão a passar fome de gás, cereais e fertilizantes. No entanto, a barbárie de Vladimir Putin só aumenta – assim como o seu domínio sobre o seu próprio povo.

Criticar as sanções ocidentais tornou-se praticamente num anátema. Quando se trata de sanções, os analistas de defesa ficam burros. Os estrategas silenciosos. Os supostos líderes britânicos, Liz Truss e Rishi Sunak, competem em retórica beligerante e prometem sanções cada vez mais duras sem uma palavra explicativa. No entanto, alguém que mostre cepticismo sobre o assunto será criticado como “pró-Putin” e anti-Ucrânia. As sanções são o grito de guerra da cruzada ocidental. (...)

A interdependência das economias mundiais, encarada por muito tempo como instrumento de paz, tornou-se numa arma de guerra. Os políticos sentados à volta da mesa da NATO têm sido sabiamente cautelosos no que respeita à escalada da ajuda militar à Ucrânia. Entendem a dissuasão militar. Parecem, contudo, absolutamente infantis em matéria de economia. Neste caso, repetem todos o Dr. Strangelove. Querem bombardear a economia russa e levá-la “de volta à Idade da Pedra”. (...)

As sanções promoveram o comércio [da Rússia] com a China, o Irão e a Índia. Beneficiaram de insiders ligados a Putin e à corte dominante, obtendo enormes lucros com a substituição de importações. (...) É claro que a economia está mais fraca, mas Putin está, no mínimo, mais forte, enquanto as sanções se adequam a um novo domínio económico em toda a Ásia, onde o abraço da China é cada vez maiorEra isso que se pretendia? (...)»

E no fim ganha a China? Pergunto de novo. 


17/07/22

DAQUI, SÓ PACIÊNCIA, AMIGOS MEUS! PEGUEM LÁ O BORRELL E VÃO COM DEUS...


Dado que na Europa até tivemos uma Guerra dos Cem Anos, o que não nos falta é tempo para confirmar as sensatas convicções do Altíssimo Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança. 

Talvez cheguemos lá quando a Ucrânia estiver completamente de pantanas e a economia europeia, em particular a da Alemanha, comece a fazer aqueles ruídos típicos do estertor da morte. Lá. À Terra, se não do leite e do mel, decerto da democracia mundial. 

Isto, claro, sem considerar, o que é um risco considerável, o sábio aforismo de Mark Twain: «A profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro.»