Uma portuguesa ministra — lourinha e de olho azul pois que se fosse façanhuda estava lixada — é elevada à categoria de santa.
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01/09/22
22/08/22
INCÊNDIOS: TANTO OPTIMISMO DÁ VONTADE DE CHORAR!
Depois da secretária de Estado da Protecção Civil, Patrícia Gaspar, ter dito que, segundo as previsões do governo (e dos algoritmos que é mais fino...), até ardeu menos 30% do que era esperado, foi a vez da ministra Mariana Vieira da Silva vir garantir que a partir de Setembro concretizar-se-á "um plano de recuperação e revitalização que deixará a Parque Natural da Serra da Estrela melhor do que estava".
E as galinhas é que andavam doidas?!
16/02/22
COISAS SIMPLES: E AS FOTOCÓPIAS?
No meio da trapalhada dos votos dos emigrantes que foram para o lixo e que agora vão ser repetidos para cumprir o decidido pelo Tribunal Constitucional, uma coisa me encanita: afinal, é ou não proibido pedir fotocópias dos Cartões de Cidadão?
26/06/13
Plantar couves em Lisboa e jogar a biscoitos em Albufeira dá direito a ir de cana.
27/04/13
Deste Pensamento Filosófico Português não tens tu, João Lisboa. E com nova ortografia e tudo!
EXCERTOS AO CALHAS
"Se nos planos das abordagens científica e filosófico-política estão amplamente identificadas as diversas disfunções dos modelos de organização política, económica e social que estão na origem de (ou que influenciam) atrasos ao desenvolvimento e ao progresso das sociedades, com particular enfoque para as discriminações patenteadas na organização das sociedades, a verdade é que o ritmo da efetivação das correções proclamadas não acompanha de forma satisfatória a evolução filosófico-política, científica e, até, em certa medida cultural sobre a matéria."
"Neste enquadramento, sobrevindo ainda a responsabilidade de diálogo e de rememoração intergeracional que nos incumbe, assumindo que os projetos e discursos políticos e de cidadania, seja sobre questões humanas e sociais, seja sobre questões de macroeconomia, que dominam no contexto atual, devem evidenciar que as políticas corporalizadas por assimilação das perspetivas implícitas à diversidade são um fator determinante para o progresso humano, político, económico e social das sociedades."
DAQUI.
A partir daqui e daqui.
"Se nos planos das abordagens científica e filosófico-política estão amplamente identificadas as diversas disfunções dos modelos de organização política, económica e social que estão na origem de (ou que influenciam) atrasos ao desenvolvimento e ao progresso das sociedades, com particular enfoque para as discriminações patenteadas na organização das sociedades, a verdade é que o ritmo da efetivação das correções proclamadas não acompanha de forma satisfatória a evolução filosófico-política, científica e, até, em certa medida cultural sobre a matéria."
"Neste enquadramento, sobrevindo ainda a responsabilidade de diálogo e de rememoração intergeracional que nos incumbe, assumindo que os projetos e discursos políticos e de cidadania, seja sobre questões humanas e sociais, seja sobre questões de macroeconomia, que dominam no contexto atual, devem evidenciar que as políticas corporalizadas por assimilação das perspetivas implícitas à diversidade são um fator determinante para o progresso humano, político, económico e social das sociedades."
DAQUI.
A partir daqui e daqui.
21/04/13
Alguém me acha parecida com o Passos Coelho? Não sou eu, é a Berta.
Berta Cabral demarca-se de Pedro Passos Coelho - Política - Notícias - RTP
Berta Cabral nomeada secretária de Estado da Defesa. AQUI
Berta Cabral nomeada secretária de Estado da Defesa. AQUI
16/04/13
18/03/12
"Contrariedades" — resumo já desactualizado da semana que passou ou de como Portugal não pára de mudar mas sem sair do mesmo sítio
Não será por falta de assunto mas o caso é que, resultado quiçá da chuva que teima em não cair, me sinto o avesso do Cesário, o qual, por esta altura, “cruel, frenético, exigente”, já teria fumado “três maços de tabaco/ Consecutivamente”.A meteorologia atordoa-nos, a crise envolve-nos num spleen que não favorece os franchising. Talvez não venhamos a morrer de fome; definharemos certamente de tédio antes de pagar à troika.
Álvaro sai ou fica na “zona de conforto”? Cavaco disse ou não disse aquilo que disse ou não disse (quem, com este calor, conseguirá ler “na íntegra” o prefácio de “Roteiros VI” conforme sugestão do seu autor)? Aceitará Bruxelas que as vacas em “modo de produção biológico” se tornem, a pedido de Assunção Cristas, vacas em modo de produção semi-biológico (às 2ªs, 4ªs e 6ªs comem ração, nos outros dias comem feno)? Fará escola a expedita ideia de Pedro Mota Soares, ministro que, a propósito de lares para a 3ª idade, se propôs combater a solidão dos velhos aumentando o seu número por quarto, permitindo-lhes, assim, ficar bem mais juntinhos? Continuaremos a discutir o excessivo bom gosto da Parque Escolar até chegarmos à subjectividade do juízo estético kantiano? Manter-se-á Portugal no “bom caminho”, aquele que acaba de nos conduzir ao segundo lugar do pódio do desemprego dos países da OCDE, ou antes da silly season derrubaremos a pole position espanhola, motivo mais do que suficiente para ressuscitar o feriado do 1º de Dezembro? E a língua portuguesa? Prosseguirá ela em movimento acelerado, até que possamos, finalmente, escrever “aver” em vez de “haver”?
Tanta pomba assassinada, tanto assunto para Farpas e só nos saem casa(s) na escuridão e em minúsculas. A propósito, 2+2 já somam cinco?
Imagem daqui
13/02/12
Contributo musical para reforçar a fé de Cristas: "Ministra da Agricultura espera que chova"
A ministra da Agricultura afirmou ter esperança que possa chover em breve, garantindo que se a seca continuar vai colocar a questão junto das estâncias europeias.
Julgo saber que não há nenhuma estância de sky em Bruxelas, mas se a fé move montanhas porque não há-de também criá-las?
E siga o baile!
Julgo saber que não há nenhuma estância de sky em Bruxelas, mas se a fé move montanhas porque não há-de também criá-las?
E siga o baile!
30/07/11
O Mistério da Troca dos Aventais ou chamem o Inspector Clouseau
A coisa está a tornar-se pícara: Portugal é um país do caraças onde nem os espiões são (ou foram alguma vez) a sério. Afinal, quem se lembra dos nossos homens no Líbano?
05/05/11
Isto é mesmo um país de bananas governado por sacanas e nem leva links
13/03/11
Só para pôr as coisas em perspectiva: a Helena Matos será formada em astrofísica ou assim?
Há uma suficiência tipicamente portuguesa assim como há uma incultura tipicamente portuguesa. Andam quase sempre de mão dada, como bem topou o Jorge de Sena já lá vão, portanto, uns aninhos.Mais recentemente, o episódio Leopoldina protagonizado por Miguel Sousa Tavares comprova bem o quanto as moscas mudaram mas a merda nem por isso.
Para manter a lista actualizada, temos agora a intrépida Helena Matos a vociferar contra “Os filhos de Boaventura e @ gauche-caus@-modalisboa-lux” (título que, como a própria diria, é todo um programa).
O texto começa assim: Doutores em sociologia e relações internacionais, que tiveram bolsas de mestrado, bolsa de doutoramento, manifestam-se agora porque querem um contrato de trabalho que respeite as suas qualificações.
Se não fosse Helena... Helena, eu diria: é de homem!
Porque se também eu me espantei com a formação académica de um dos organizadores do protesto “Geração à Rasca” (licenciado em Relações Internacionais com mestrado em Estudos sobre Paz e Conflitos em África...), nunca por nunca ousaria enfrentar com tanta coragem e músculo as hordas de sociólogos que ontem saíram à rua.
Já agora, e sem querer entrar na polémica (deus me livre de polémicas!) sobre as “duas culturas” (Letras versus Ciências), perguntava, dado o patente desprezo de Helena pela sociologia e/ou relações internacionais (está mais do que no seu direito...): a senhora é formada em quê?
Engenharia aeroespacial? Econometria? Nanociência? Ou, quiçá, em "Medicina Quântica"?
10/03/11
Alguém que dê, por caridade, umas aulas de história ao Miguel Sousa Tavares
Não foi a rua que libertou os escravos; foi a imperatriz Leopoldina.A frase tem o seu quê de imperial mas, infelizmente, Miguel Sousa Tavares, comentador encartado que, ao contrário, por exemplo, de Al Pacino, não melhorou nada com a idade, disse uma bacorada.
A abolição da escravatura só seria decretada no Brasil bastante mais tarde, pela Princesa Isabel, neta da Leopoldina citada pelo dito.
E era só.
18/09/10
Hoje foi um dia igual aos outros mas com um final feliz
E seria chegado o momento de citar aquele poema do pastor protestante alemão, muitas vezes erroneamente atribuído a Brecht, Primeiro vieram pelos comunistas... não fosse ter acontecido ao poema do pastor protestante alemão o mesmo que aos girassóis do Van Gogh.O caso é que, esteticismos à parte, PS, PSD e CDS votaram por Sarkozy. A explicação de Assis para a posição oficial do seu partido foi particularmente espúria. Cito: Quando está a decorrer um inquérito, não acho bem que a Assembleia da República condene um Estado de Direito democrático, como é o Estado francês. Não estamos a falar de nenhuma República pária ou de uma ditadura, mas de um grande Estado democrático.
Resumindo: atribui-se à França a presunção de inocência, como ao Carlos Cruz. Quanto aos ciganos, que aguentem os cavalos.
Enquanto isto, ou seja, enquanto na Assembleia da República Portugal reconhecia a grandeza do Estado francês apesar das Invasões, o povo clamava pelas casas e pelas ruas a pergunta milionária: onde fica o Poceirão?
E estava mais um dia a chegar ao fim quando o Olhanense ganhou ao Portimonense.
Enquanto isto, ou seja, enquanto na Assembleia da República Portugal reconhecia a grandeza do Estado francês apesar das Invasões, o povo clamava pelas casas e pelas ruas a pergunta milionária: onde fica o Poceirão?
E estava mais um dia a chegar ao fim quando o Olhanense ganhou ao Portimonense.
PS.: Lamento, Hugo Miguel, mas o meu dia acabou melhor que o teu. Já agora, sabes por acaso onde fica o Poceirão?
06/08/10
Da justiça em portugal e não não me refiro ao fripór
Veio recentemente a público esse caso de sucesso exemplar em prol da saúde pública que foi a apreensão de 500 bolas de berlim nas praias algarvias!!!Agora que quatro desgraçados estão internados nos Capuchos correndo o risco de cegar, após terem sido operados numa clínica em Lagoa que nem sequer tinha licença para vender patas de veado, os por favor, por obséquio, peço desculpa, espero não incomodar, dominam nas declarações dos responsáveis Francisco Mendonça (delegado regional de saúde do Algarve) e Francisco George (director-geral de saúde).
O primeiro, apesar de reconhecer (a contra-gosto) que a I-QMed não estava sequer licenciada, não se coíbe de dizer estas coisas extraordinárias:
"A ARS do Algarve só teve a informação de que quatro doentes teriam sido intervencionados nesta clínica e que estariam internados num hospital em Lisboa. Perante esta notícia, como medida cautelar suspendeu-se a actividade da clínica";
"Nós tivémos esta informação no dia 27 de Julho mas nesse dia a clínica já estava fechada para obras. A clínica ainda recebeu a notificação da ARS no dia 28 de Julho e só poderá reabrir depois de apurados os factos pela inspecção-geral de saúde e depois de estar devidamente licenciada".
Resumindo
1. as bolas de berlim que nunca deixaram ninguém indisposto são apreendidas e ponto final;
2. uma clínica que anda a brincar aos médicos é suspensa quando ela própria já se suspendeu...
Como dizem em Alvor (que não é assim tão longe de Lagoa): Que te desse uma traçã no beraco desse cu, que tevesses sem cagar oito dias e quando cagasses só cagasses figos de pita inteiros.
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08/06/10
A notícia é ambígua: são mil e duzentas crianças vestidas à Mocidade Portuguesa ou algumas vão de três pastorinhos?
É que pelo texto não se percebe. Mas, no seu afã inclusivo e pedagógico de "proporcionar não só aos alunos como à própria cidade de Aveiro um belo momento de revisão da nossa história recente", é inaceitável que Joaquina Moura exclua os pastorinhos de Fátima das comemorações dos 100 anos da República.
28/05/10
Escutas a Sócrates foram destruídas esta manhã... e uma fotocopiazinha não se arranja?
Porque perguntar não ofende. Daqui.
24/03/10
Louvor e simplificação do Portugal moderno ou o extraordinário caso do desaparecimento da apostilla de la Haya
Um amigo português fez umas traduções para Espanha. Quando chegou a hora de receber, os espanhóis pediram-lhe um certificado de residência fiscal, sem o que seriam obrigados a reter-lhe 24% da massa.O meu amigo foi às Finanças em Lisboa. Nas Finanças em Lisboa, primeiro ficaram baralhados mas depois lá o encaminharam para a Direcção de Serviços das Relações Internacionais, uma repartição modernaça que só atende por telefone e por e-mail. Nada de contactos físicos.
Na Direcção de Serviços das Relações Internacionais foram super-despachados e mandaram-no descarregar por "via electrónica" um formulário qualquer que serviria de certificado de residência fiscal. Ele assim fez e mandou a papelada para Espanha. Os espanhóis, picuinhas, responderam-lhe que aquilo, apesar de muito bem descarregado por via electrónica, não servia para nada sem um selo branco, vulgo apostilla de la Haya.
O meu amigo voltou às Finanças. Nas Finanças mandaram-no telefonar de novo para a Direcção de Serviços das Relações Internacionais que o assunto era com eles. Ele voltou a telefonar. Responderam-lhe que devia haver engano porque o selo branco já não existia há muito. Que fosse chatear os espanhóis.
Ele foi chatear os espanhóis. Os espanhóis, muito simpaticamente e, aparentemente, nada chateados, devolveram-lhe a papelada toda para casa, dentro de uma caixa almofada e com aviso de recepção, pediam imensa desculpa mas sem apostilla de la Haya chapéu.
O meu amigo tornou a telefonar para a Direcção de Serviços das Relações Internacionais. A mesma senhora que já o havia atendido garantiu-lhe com enfado e pela terceira vez que em Espanha eram uma cambada de retrógrados e que nós portugueses éramos muito mais modernos e a prova disso é que tínhamos acabado com essa coisa da apostilla de la Haya.
Quase dois meses passados nisto, o meu amigo começou a desesperar e resolveu escrever ao editor espanhol que lhe tinha pedido as traduções, expondo-lhe o caso. O editor espanhol foi-se informar nas finanças espanholas que não arredaram pé: ou ele arranja o selo branco ou sacamos-lhes 24%.
Prestes a desistir – já que aqui insistiam que o selo branco era coisa de trogloditas – recebe um e-mail de Espanha.
O editor telefonara para a Embaixada de Espanha em Portugal e da Embaixada de Espanha em Portugal haviam-lhe dito que o que o tradutor tinha que fazer era ir à Procuradoria-Geral da República em Lisboa – até indicavam a morada e o número de telefone – e pedir para lhe carimbarem o papel com o selo branco.
Após um telefonema rápido que confirmou a veracidade da informação, o meu amigo dirigiu-se à Procuradoria não sem que, antes disso, enviasse um e-mail ao coordenador da Direcção de Serviços das Relações Internacionais dizendo-lhe que, talvez ele, coordenador, não acreditasse nas apostillas de la Haya pero que las hay las hay e enquanto se dirigia à Procuradoria, menos patriota ainda do que eu, recordou o dia amaldiçoado em que defenestraram o Miguel de Vasconcelos e ressuscitaram esta coisa.
Na Direcção de Serviços das Relações Internacionais foram super-despachados e mandaram-no descarregar por "via electrónica" um formulário qualquer que serviria de certificado de residência fiscal. Ele assim fez e mandou a papelada para Espanha. Os espanhóis, picuinhas, responderam-lhe que aquilo, apesar de muito bem descarregado por via electrónica, não servia para nada sem um selo branco, vulgo apostilla de la Haya.
O meu amigo voltou às Finanças. Nas Finanças mandaram-no telefonar de novo para a Direcção de Serviços das Relações Internacionais que o assunto era com eles. Ele voltou a telefonar. Responderam-lhe que devia haver engano porque o selo branco já não existia há muito. Que fosse chatear os espanhóis.
Ele foi chatear os espanhóis. Os espanhóis, muito simpaticamente e, aparentemente, nada chateados, devolveram-lhe a papelada toda para casa, dentro de uma caixa almofada e com aviso de recepção, pediam imensa desculpa mas sem apostilla de la Haya chapéu.
O meu amigo tornou a telefonar para a Direcção de Serviços das Relações Internacionais. A mesma senhora que já o havia atendido garantiu-lhe com enfado e pela terceira vez que em Espanha eram uma cambada de retrógrados e que nós portugueses éramos muito mais modernos e a prova disso é que tínhamos acabado com essa coisa da apostilla de la Haya.
Quase dois meses passados nisto, o meu amigo começou a desesperar e resolveu escrever ao editor espanhol que lhe tinha pedido as traduções, expondo-lhe o caso. O editor espanhol foi-se informar nas finanças espanholas que não arredaram pé: ou ele arranja o selo branco ou sacamos-lhes 24%.
Prestes a desistir – já que aqui insistiam que o selo branco era coisa de trogloditas – recebe um e-mail de Espanha.
O editor telefonara para a Embaixada de Espanha em Portugal e da Embaixada de Espanha em Portugal haviam-lhe dito que o que o tradutor tinha que fazer era ir à Procuradoria-Geral da República em Lisboa – até indicavam a morada e o número de telefone – e pedir para lhe carimbarem o papel com o selo branco.
Após um telefonema rápido que confirmou a veracidade da informação, o meu amigo dirigiu-se à Procuradoria não sem que, antes disso, enviasse um e-mail ao coordenador da Direcção de Serviços das Relações Internacionais dizendo-lhe que, talvez ele, coordenador, não acreditasse nas apostillas de la Haya pero que las hay las hay e enquanto se dirigia à Procuradoria, menos patriota ainda do que eu, recordou o dia amaldiçoado em que defenestraram o Miguel de Vasconcelos e ressuscitaram esta coisa.
22/03/10
30/10/09
A gripe A e os deputados da nação
O título da notícia era assim: Bloco de Esquerda entende que não é necessário alargar aos partidos prioridade na vacinação. Como escreveria se fosse mais jovem, "parti-me a rir!"E eu que nem sabia que os deputados tinham sido convidados a participar na maior operação de marketing à escala mundial depois daquela campanha que encheu o Iraque de armas de destruição maciça.
Foi quando li isto e fez-se luz. Reproduzo.
«Foram considerados um grupo prioritário e não podia ser de outra maneira. Um coro de protestos democráticos sublinharia qualquer decisão que os excluísse. Alguns aceitaram, como aqueles incontornáveis que têm obrigatoriamente de ser convidados, e não percebem que devem indicar um substituto ou alegar impossibilidades de agenda. Outros prescindiram da honra e humildemente ofereceram a sua dose a um eleitor necessitado.
«No sistema democrático português só há cinco deputados necessários. Os outros têm voto obrigatório para o que interessa: programa do governo, moções de censura e aprovação do orçamento. E para o resto têm um voto vigiado, asfixiado ou claustrofóbico, consoante a bancada. Tinham poupado 224 vacinas e vacinado o Dr. Jaime Gama.»
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