Mostrar mensagens com a etiqueta Francis Bacon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Francis Bacon. Mostrar todas as mensagens

10/06/22

AINDA A PAULA REGO [E OS APRECIADORES DE ARTE SENSÍVEIS]

Leio por aí gente que diz não gostar muito da pintura de Paula Rego — embora lhe reconheçam valor, ora essa! — e a grande justificação para o (des)gosto é que nunca teriam um quadro de Paula Rego pendurado na sala.

Tentem lá pendurar um Bacon! 

E a propósito de Francis Bacon, recordo-me de uma entrevista ao irlandês publicada num livro que lhe era dedicado, mas cujo título esqueci, em que, perguntado sobre a arte abstracta, Bacon comentava do alto do seu radicalismo: "Sim, basicamente fica muito bem com os sofás da sala!"

Ah! O escândalo! A falta de respeito!

02/05/08

Estado do mundo: e aos instaladores, não se pode exterminá-los?

Num livro de entrevistas, cujo título não recordo, Francis Bacon ― o pintor e não o outro que disse, ajuizadanente, things alter for the worse spontaneously, if they be not altered for the better designedly ― quando interrogado sobre a pintura abstracta respondeu que ela não andaria longe do padrão para os sofás que combinam bem com a sala. O que me leva a este post não é o abstraccionismo pictórico mas uma coisa um pouco mais encombrant e relativamente mais moderna: instalações.
Duas notícias recentes dão-nos conta do sentido da evolução do fenómeno: uma refere um cão famélico mostrado a definhar em público, outra anuncia um alemão em busca de um moribundo, disponível para morrer confortavelmente instalado numa galeria de arte.
E ambas transmitem todo um novo sentido à frase de Cesariny: «Se não vais ao coquitéle estás fodido!»