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08/02/12

Alguém devia explicar à Angela que a Madeira não faz parte do "espaço vital" alemão e já agora também lhe podiam servir um prato de favas acaralhadas

A Sr. Merkel, que já fora a França expressar abertamente o seu apoio ao anão Sarkozy...
resolveu agora pronunciar-se sobre a Madeira.
Se não tivéssemos um governo dirigido por um discípulo menor da referida (ou talvez nos bastasse um Ministério dos Negócios Estrangeiros que não transformasse o emirato do Kuwait na República do Kuwait), alguém já teria explicado à senhora — oficial e imediatamente — que a Madeira não faz parte do "Lebensraum" alemão e que ela devia estar calada. Que a diplomacia tem regras, as relações entre os Estados têm regras, e que isto da Europa não é o cabaret da coxa alemã.
Infelizmente, até o maior partido da oposição, PS de sua graça, fez saber, pela voz do seu representante madeirense, que ela até tem razão.

Sai um prato de favas acaralhadas para todos!

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19/09/10

Quantos ciganos queres para a troca? (II)

[na continuação deste post e dos muitos comentários]

«Há ou não há fundamento para comparar a expulsão dos ciganos da Roménia e da Bulgária, ordenada por Sarkozy, com o que os nazis fizerem durante a II Guerra Mundial (como chegou a dizer a comissária da Justiça da UE, Viviane Reding) e com as deportação para Alemanha de 75.000 judeus (na maior parte sem nacionalidade francesa), de que o regime de Vichy se encarregou por conta do III Reich?
Num sentido, não há. Hitler queria exterminar os ciganos (como de facto exterminou centenas de milhares por toda a Europa) e não parece que a Roménia e a Bulgária tencionem tratar da mesma maneira os ciganos que Sarkozy eventualmente "repatriar". Mas, desgraçadamente, isto não torna o episódio um simples caso de emigração ou residência ilegal. E não torna, porque há outra face em que a política de Sarkozy se aproxima e até às vezes se confunde com a política de Hitler.
Não é por acaso que a França resolveu escolher os ciganos como objecto do seu rigor e não escolheu, por exemplo, os portugueses. Os ciganos são uma minoria étnica vulnerável e não têm um Estado que os defenda, e os portugueses não são e têm o mais velho Estado da Europa, ainda por cima membro da UE, para falar por eles. Promover colectivamente um pequeno grupo de "estranhos", sem protecção, a bode expiatório de uma crise grave e à superfície irresolúvel é uma antiga técnica do populismo, que Sarkozy (como Hitler) não hesitou em usar. Só que, por força, ela estabelece sempre sem exame uma culpa colectiva e aponta ao cidadão comum os "culpados" de um "crime" imaginário.
Qual é o verdadeiro "crime" dos ciganos? Em primeiro lugar a "raça" (uma noção mais do que ambígua). Em segundo lugar a cultura, que, neste caso, incluiu o nomadismo. E, em terceiro lugar, a recusa de se "integrar" na sociedade francesa, presumindo que existe um único modelo de "sociedade francesa". Ora, como muitas vezes já se verificou, estas três "razões" levam directamente ao ódio e à perseguição. E aqui Viviane Reding não se engana, a II Guerra mostrou a que extremos pode chegar e com que rapidez se pode espalhar o estigma imposto por uma autoridade nacional a uma minoria étnica. Berlusconi já permitiu 315 "intervenções" do Estado em acampamentos de ciganos. Pior ainda, consta que a santificada Angela Merkel se prepara para expulsar 12.000. Onde fica nisto e para onde vai a "Europa" dos direitos do homem?»
Vasco Pulido Valente no Público, lido aqui

18/09/10

Hoje foi um dia igual aos outros mas com um final feliz

E seria chegado o momento de citar aquele poema do pastor protestante alemão, muitas vezes erroneamente atribuído a Brecht, Primeiro vieram pelos comunistas... não fosse ter acontecido ao poema do pastor protestante alemão o mesmo que aos girassóis do Van Gogh.
O caso é que, esteticismos à parte, PS, PSD e CDS votaram por Sarkozy. A explicação de Assis para a posição oficial do seu partido foi particularmente espúria. Cito: Quando está a decorrer um inquérito, não acho bem que a Assembleia da República condene um Estado de Direito democrático, como é o Estado francês. Não estamos a falar de nenhuma República pária ou de uma ditadura, mas de um grande Estado democrático.
Resumindo: atribui-se à França a presunção de inocência, como ao Carlos Cruz. Quanto aos ciganos, que aguentem os cavalos.
Enquanto isto, ou seja, enquanto na Assembleia da República Portugal reconhecia a grandeza do Estado francês apesar das Invasões, o povo clamava pelas casas e pelas ruas a pergunta milionária: onde fica o Poceirão?
E estava mais um dia a chegar ao fim quando o Olhanense ganhou ao Portimonense.
PS.: Lamento, Hugo Miguel, mas o meu dia acabou melhor que o teu. Já agora, sabes por acaso onde fica o Poceirão?

16/09/10

Quantos ciganos queres para a troca?

Num mundo em que o que realmente importa se designa por nomes estranhos como monoplay, doubleplay, spin off ou sell out é natural que os ciganos sejam uma maçada.
A troca de galhardetes a que temos vindo a assistir na Comissão Europeia a propósito das medidas francesas contra as comunidades ciganas é, quanto a isso, bastante esclarecedora.
A luxemburguesa Viviane Reding, comissária europeia da justiça, evocou as limpezas étnicas da II Guerra mas houve logo quem lembrasse que um bilhete de avião à borla e 300 euros no bolso não era coisa comparável. Com certeza.
Mas teremos, então, que chegar às portas de um campo de extermínio para expressar indignação? Não nos bastará saber que Sarkozy resumiu a coisa assim: "si les Luxembourgeois voulaient LES prendre il n'y avait aucun problème"?
E o que me lixa mesmo é a terceira pessoa do plural.

14/09/10

Eu acho o Obama racé, o Daniel Oliveira prefere atribuir-lhe uma raça

Quando a esquerda que temos, tão intransigente noutras matérias, insiste no conceito (pimba) de raça(s) bem pode Sarkosy expulsar prioritariamente ciganos.
Mesmo a popularidade de Obama, que varreu o Mundo há dois anos, deveu-se mais à sua simpatia e oratória, à sua RAÇA e à sua juventude, do que ao corte político e ideológico que, apesar de tudo, a sua eleição significaria [Daniel Oliveira, "A Política Pimba"; (as maísculas são minhas)]

Definição da palavra francesa racé (para os frequentadores da Pastelaria que já só tiveram espanhol na escola)

08/09/10

Como dizia a minha descansada tia, homem pequenino ou velhaco ou bailarino — a sarko nunca o vi dançar


Sobre a proposta de criar cidadãos franceses de primeira e de segunda ler (em francês) dois esclarecedores artigos: aqui e aqui.

E para que não se pense que sou a única a invocar a sabedoria popular, veja-se a publicidade alemã de uma empresa de aluguer de automóveis que, traduzindo, diz isto: "Faça como a Madame Bruni, opte por um (modelo) francês pequenino"


23/08/10

Chamar os bois pelos nomes ou ainda dos ciganos porque ele há coisas que me xaringam mesmo o juízo

[...] Na Europa, que é o nosso mundo, o governo francês continua com a sua política de repatriação de ciganos romenos. A imprensa ajuda sendo eufemística — ninguém usa a expressão "limpeza étnica" — ou incorreta — aqui ou ali vai aparecendo a expressão "imigrantes ilegais".
Vamos ser rigorosos sobre o que isto é e o que não é. Não, não se trata de imigrantes ilegais: os cidadãos romenos são comunitários e têm direito à livre circulação pelo território da União. E, sim, isto é uma limpeza étnica, ou seja, uma expulsão de um dado território de uma população circunscrita por critérios étnicos.
Como seria de esperar, a Itália de Berlusconi já manifestou vontade de seguir o exemplo francês. Quando a Croácia entrar na União Europeia, até 2012, ouviremos discursos sobre o caminho que ela fez desde as limpezas étnicas dos anos 90. Da maneira que as coisas estão, parece-me que é antes a UE que vai aderir à Croácia dos anos 90.
O que a França está a fazer é ilegal, uma clara violação dos tratados e do espírito fundamental da União Europeia. A Comissão Europeia, que é suposta ser a "guardiã dos tratados", não se insurge. Durão Barroso está silencioso. Dá-se tempo a que Sarkozy faça o seu número para as sondagens.
Rui Tavares, aqui (para assinantes), lido aqui à borla
[a fotografia veio daqui, site onde há informação que baste sobre o genocídio dos ciganos durante a II Guerra]

12/05/10

A Europa ou como parece que disseram os chineses uma imagem vale mais de mil palavras*

Sarkozy, presidente do país que tradicionalmente divide com a Alemanha os destinos da Europa, no beija-mão a Hu Jin Tao, presidente chinês. Fotografia de Michel Euler/Reuters, de 28 de Abril deste ano. A imagem seguinte regista o mesmo momento mas desta vez a curvatura, mais acentuada, é do secretário de Estado francês Chantal Jouanno.

17/09/09

Acho que terá passado despercebido aos admiradores do grande líder socialista que o mesmo muito admira Sarkozy

Reafirmo que não vejo televisão. Assim sendo, perdi todos os debates partidários que, dizem-me, foram bastante esclarecedores. Também venho perdendo, pela mesma razão, as entrevistas do Gato Fedorento às nossas cabeças pensantes.
Online, vi alguns minutos da conversa entre Ricardo Araújo Pereira e José Sócrates. Apenas alguns minutos porque, e permitam-me que me cite, Sócrates aborrece-me. Tudo nele me aborrece.
Aborrecida, pois, gramei com as primeiras respostas pomposas do candidato bonzinho e depois ouvi-o chamar iconoclasta a Sarkozy.
Para dizer a verdade, não fiquei surpreendida.
Nos dias que correm, ao estilo trauliteiro do presidente francês não faltam adeptos: o género queres porrada? queres porrada? tomado por coragem, a inconveniência tomada por irreverência.
Mas perante a classificação de «iconoclasta» atribuída a Sarkozy pergunto-me se não haverá aqui matéria para desconfiarmos que Sócrates, embora não o confesse, também venera o Alberto da Madeira, deficit democrático aparte.
É que não vejo grandes diferenças. A maior seria a Bruni. Também conta?

11/09/09

José Sócrates como nunca o viu: isto não é normal e nem os poetas lhe escapam

José Sócrates entrevistado por uma senhora chamada Raquel Alexandra.
Depois de umas generalidades sobre o Ricardo Reis que metiam trevos (???), um momento orgulhosamente só em que se garante que «aqueles que esperam uma ajuda externa, confessam a sua fraqueza» seguido da lancinante pergunta «José Sócrates chora?».
Ficamos a saber que depois dos 40 anos começou a «chorar no cinema com filmes enternecedores» (o que quer dizer que ou nunca viu o Bambi ou tem um problema com o canal lacrimal....) e ainda tempo para «fundamentalmente!» (e aqui note-se o suspiro à Herman José...) ir de Falcon «inaugurar uma das obras mais relevantes... que tem a ver com um lar de idosos...».
Foda-se e pardon my french, como diria o João.
Num momento em que a política lá fora se limita, mais coisa menos coisa, ao a minha é maior do que a tua (vide Sarkozy) nós preferimos meninos com lágrimas (retidas) ao canto do olho.
Lembramo-nos das casinhas e bate tudo certo. Mesmo com cheques-prenda na Fashion Clinic .

31/08/09

Ontem a meio da tarde dei comigo a pensar no Augusto Santos Silva

Não se ponham com ideias. Foi só por causa d' A Segunda Guerra Mundial, o livro de Martin Gilbert que ando a ler.
Às tantas tropecei na imagem acima. Um comboio de tropas alemães a caminho daquilo a que Hitler viria a chamar um figo, levando pintalgado no exterior uma frase que traduzida dá nisto: Vamos para a Polónia malhar nos judeus.
Lembrei-me do actual ministro da propaganda. Mantidas respeitosamente as distâncias e circunstâncias (mas e se as últimas fossem outras?).
Não me interpretem mal. Malhar pode suceder a todos. Quem nunca malhou que atire a primeira pedra… e eu encolho-me. Mas quem lhe toma o gosto vai um bocadinho mais longe... Por exemplo, até Varsóvia.
Por essas e por outras, acho sempre preferível uma gritaria elevada. Com argumentos à altura. Quanto ao estilo queres porrada? queres porrada?, vulgo estilo Sarkozy, passo. Completamente. Nunca gostei de mocas de Rio Maior e não seria agora que ia mudar de orientação. Mesmo que servissem aquelas ― hoje ― para malhar na direita.

23/10/08

O mundo tal como ainda não o conhecemos: terá Sarkozy acordado tarde?

«Eu não queria ver os cidadãos europeus acordarem daqui a uns meses e descobrirem que uma companhia europeia pertence maioritariamente a investidores estrangeiros que compraram acções ao preço da chuva», afirmou o presidente francês, presidente em exercício do Conselho Europeu.

18/01/08

Desculpem lá o post ser tão grande mas há tipos que têm uma cara mesmo boa para levar um par de estalos


Deixem-me que vos fale com franqueza. Afinal, a Pastelaria é minha. O Tony Blair tem cara de parvo. Tinha cara de parvo anglicano, tem cara de parvo católico. Claro que a presente constatação está longe de justificar que se impeça o Santo Papa de dizer de sua justiça – nem que fosse para garantir que «a terra girar em torno do sol é tão falso como não ter Jesus nascido de uma virgem». Não significa isto que esteja prestes a converter-me, tipo Zita Seabra ou assim. Acho, simplesmente, que as pessoas têm direito a enunciar o que pensam. Eu, por exemplo, penso que o Tony Blair tem cara de parvo.
Na minha opinião, o elemento que mais transforma o seu rosto naquilo a que o meu pai chamaria «uma cara mesmo boa para levar um par de estalos» é a boca. Enrugadinha, amuada, uma boca que em bom vernáculo se chama «de cu de galinha». Ao orifício oral acrescenta-se a forma petulante do nariz. As orelhas são um pouco dumbescas e entre os olhos falta espaço de manobra. (Não vou pronunciar-me agora sobre Cherie, cuja quadradura do queixo denunciará uma «forte personalidade» e cujo sorriso arrebitado nas extermidades lembra uma versão adelgaçada do Joker.) Eu sei que é do senso comum apregoar que «quem vê caras não vê corações», mas também sei onde nos conduziu o senso comum pós-moderno fazendo equivaler ignorância e conhecimento. E mais não digo.
Falava, então, de Tony Blair. Longe de mim ter pretensões a que a minha visão da sua fisionomia seja algo tão verdadeiro como o facto de o Sol nascer diariamente – pelo menos até hoje à tarde, acrescentaria Hume. Mas olhemos mais de perto. O homem responsável pelo seguidismo pavloviano dos Europeus em relação a Bush e à sua criminosa invenção das armas de destruição massiva no Iraque (já agora, o que fazer com o Kosovo?) desocupou à pressa o 10 Downing Street londrino mas não foi para o countryside escrever Mémoires [apesar de, como lembrou
NSL em pertinente comentário a este post (o que deu origem ao acrescento), as suas memórias não terem sido esquecidas – e soma e segue].
Nomeado imediatamente para dirigir o Quarteto de Cordas (Estados Unidos, Rússia, Nações Unidas e União Europeia) que, em digressão pelo Médio Oriente, andou a dar música aos palestinianos e aos israelitas (recorde-se que a coisa por lá mantém-se desafinadíssima), seria convidado depois para assessor político do banco norte-americano JP Morgan, por um valor, especula-se, de 1 milhão de dólares ao ano.
Ao jornal Financial Times, Blair já tinha confessado, com candura, que sempre se interessara «pelo comércio e pelo impacto da globalização», acrescentando que «actualmente a intersecção entre a política e a economia em diferentes partes do mundo, inclusive nos mercados emergentes, é muito forte», com o «actualmente» a demonstrar que nunca lera Karl Marx.
Com a vida a correr-lhe tão bem que a única explicação só pode ser encontrada nas palavras do apóstolo Marcos: «O reino de Deus é como quando um homem lança uma semente ao solo, dorme a noite, levanta-se de dia e a semente brota e cresce alta e ele não sabe exatamente como» – ou isso, ou há tipos que nascem mesmo com o cu virado para a Lua –, pois já depois do convite milionário do JP Morgan – que com certeza por acaso é líder de um consórsio de 13 bancos de 13 países prontos a ganhar
MUITO dinheiro com a famigerada reconstrução do Iraque – entra em cena o «energético» Sarkozy.
Enquanto dá a palavra a Tony na reunião do Conselho Nacional do UMP que juntou em Paris cerca de 2 500 quadros do partido no poder em França (com a pronúncia do escocês a fazer Mário Soares corar de vergonha), o mais recente apaixonado de Bruni, metendo os socialistas europeus no saco como a viola, cozinha a candidatura do escocês a Presidente da União Europeia, um dos novos tachos consignados pelo Tratado de Lisboa, aquele de que o nosso Sócrates tanto se orgulhou antes de passar a batata quente do Kosovo à Eslovénia.
Agora digam-me. O homem terá cara de parvo, mas de parvo tem o quê? Nada. Se calhar é mesmo da Graça divina que, como se sabe, é misteriosa.
Para finalizar, dois vídeos. Um do próprio a dizer piadas brejeiras em francês (e ainda falavam do Levanta-te e Ri!). O outro de Julio Sosa a cantar Cambalache. À laia de consolo musical para o século XXI.

25/10/07

A Indignação veio dos EUA - o Progresso II

Pseudoscientific Bigotry in France
Immigration issues bring out the worst instincts in politicians who should know better. Congress showed that earlier this year. Now it is the turn of France’s Parliament. It is moving toward final approval of an ugly new law that would introduce DNA testing as a potential basis for excluding prospective immigrants hoping to reunify with family members already living in France.
DNA testing can be a useful tool in establishing criminal guilt or innocence. But it has no rightful place in immigration law. Modern French families, like modern American families, are constituted on many bases besides bloodlines and genetics. This is something most French politicians and voters should be aware of.
They should also be aware of the cautionary lessons of modern French history. Under the Nazi occupiers and their Vichy collaborators, pseudoscientific notions of pure descent were introduced into French law with tragic consequences.
The DNA provision, proposed by a member of Parliament close to President Nicolas Sarkozy, has been angrily denounced by the center-left opposition, principled members of the center-right majority and a member of Mr. Sarkozy’s cabinet. As a result, the legislation has been hedged with some cautionary language, but not enough. Meanwhile, Mr. Sarkozy, who could have intervened to stop this bill at any point, and still can, has not, and is not very likely to.
Though himself the son of a Hungarian immigrant, Mr. Sarkozy has made his political name with harsh criticism of more recent immigrants, especially North African Arabs. His pandering on this issue helped win him votes that used to go to far-right extremists like the perennial presidential candidate Jean-Marie Le Pen.
Immigrant bashing is an effective vote-getter. Unfortunately, it leads to bad laws, bad policies and needless human suffering for the individuals and families it targets and exploits. Mr. Sarkozy wants to be seen as a statesman. He should act like one.

Editorial do New York Times de 21-10-2007

19/10/07

Cecília e os 200 mil no Parque das Nações

Eu não quero ser desmancha-prazeres, nem encurtar o legítimo regozijo dos que se entusiasmam com os 200 mil do Parque das Nações. Mas tenho de lembrar - e, por favor, não matem o mensageiro - que em Fátima a coisa chegou ao meio milhão.
Entretanto, fontes bem informadas, embora encapuçadas, garantem que na Cimeira só se falava do divórcio de Nicolas Sarkozy e Cecilia. Uma infelicidade, terá dito Monsenhor Luciano Guerra, reitor do Santuário de Fátima, que acrescentou: «Mas qual era a média dos socos?»