Mostrar mensagens com a etiqueta Isabel Pires de Lima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Isabel Pires de Lima. Mostrar todas as mensagens

14/11/07

De como a Cóltura Pode Subir à Cabeça das Pessoas com Evidente Mau Resultado ou, Citando António Maria Lisboa, «Eu num Camelo a Atravessar o Deserto»

É de um provincianismo atroz pensar que só se qualifica a cultura mostrando o que é nosso. Isso é serôdio e provinciano, exclamou, indignada, a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, uma mulher do mundo, supõe-se, apesar de só na década de 90 do século XX ter descoberto que Estaline fora um ditador sanguinário.
Descontada a falta de vocabulário visível na repetição dos termos «provincianismo» e «provinciano», pouco abonatória da responsável máxima da cultura nacional, e o facto de, apesar de ter estudado Eça, parecer ter esquecido os ensinamentos do mestre – o qual bem lembrou que «Por toda essa antiga Europa real, se vêem multidões de politiquetes e de politicões enflorados, emplumados, atordoadores, cacarejando infernalmente, de crista alta» –, gostaria de perguntar de que cosmopolitismo se reclama alguém que a última vez que foi vista montava um dromedário num dos paises mais serôdios da actualidade, a saber, a Arábia Sáudita, e que, além de serôdio, é também uma das ditaduras mais repressivas do planeta? Ou terá a senhora ministra aprendido o significado da palavra com esse milionário tão, tão cosmopolita que conseguiu fazer fortuna num terra onde nem brancos e pretos se podiam misturar?