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07/09/22

GENTE PARA QUEM DEIXEI DE TER PACIÊNCIA

Crianças-velhas que acham que a História caminha inexoravelmente na direcção do Bem e da Justiça (o advérbio inexoravelmente dá sempre bom aspecto);

Pessoas que depois de terem acreditado piamente nos valores que vinham da URSS viram a Luz, já a invasão da Hungria fazia tijolo há bué, e agora maçam toda a gente para provarem que não são estalinistas (recordo que o livro "O Zero e o Infinito" tem uns valentes aninhos);
Gente maniqueísta que acha que se está com Putin ou com Biden e o resto é o deserto na Terra;
Gente que agora idolatra os EUA mas que se visitasse um Estado americano fora de Nova York, mal se cruzasse com um tipo com um chapéu de cowboy na cabeça chamava-lhe trumpista e fugia a correr para o MET;
Gente desocupada que acha que vai salvar o mundo em frente a um computador dando notícias do Bem;
Patriotas e nacionalistas de todos os quadrantes que acham que um pedaço de terra — seja ele qual for — justifica que se phoda o resto tudo;
Gente que tem sempre a coragem na boca, mas que meteria o rabo entre as pernas à primeira que lhes tocasse a eles;
Gente com um QI argumentativo tão elevado que o único argumento que arranjam é: E se os espanhóis te invadissem a casa?;
Gente para quem ser nazi, fascista, negacionista é tudo relativo, desde que sejam dos nossos (o Bandera é "cool" como disse Zelensky), mas que se indignam sempre imenso com o Pacto Molotov–Ribbentrop;
Gente que tem sempre que arranjar uma causa ou/ e um herói para se entreter porque vive burguesmente entediado;
Gente burra convencida que quando acabar a guerra, ficaremos a viver num mundo melhor e mais democrático.
E etc. que já é gente para caramba.

12/02/14

Bom dia!

Os suíços inventaram o J para os passaportes judaicos e não foi há muitas décadas. Na Dinamarca de hoje esfola-se uma girafa à frente das crianças com intuitos educativos. Há dias em que gosto muito de ser portuguesa e do Sul.

14/04/10

Declaração de princípios: ó a democracia (e se não gostarem tenho outros)*

A democracia é uma merda mas não temos nada melhor.
E é uma merda, basicamente por isto: o meu vizinho do quinto esquerdo bate na mulher, espanca o cão, grita com a mãe, deita lixo pela janela, cospe na rua, abalroa velhinhas no supermercado, buzina o carro às três da manhã, empanturra as crianças de estalos e MacDonald's, ouve televisão aos berros, faz incursões semanais ao Colombo, não grama pretos nem monhés e é feio que nem uma porta. Felizmente não é meu vizinho. Mas podia ser.
Porque o ponto é este: um troglodita que vive na Idade da Pedra e que ainda terá de reencarnar pelos menos umas 100 vezes, como rato, até regressar de novo como hominídeo tem exactamente os meus direitos do que eu.
Desabafo feito, não tenho alternativa. Ou talvez tenha: abalroá-lo um dia destes pelas escadas e esperar que ninguém me veja.
Não me interpretem mal. Sou pela Lei como forma de regulação da selva que isto seria (ainda mais) se a Lei não existisse. Sou pela Lei e pela Democracia porque todas as outras formas de Poder me parecem mais perigosas. Em privado, contudo, estou também com o cidadão que tenta resolver certas coisinhas pelas suas próprias mãos, se assim puder e não tiver escolha.
Resumindo: sou contra a pena de morte (em absoluto e sob qualquer circunstância), mas se o troglodita do quinto esquerdo envenenasse a minha cadela e saísse impune teria de se haver comigo. Não digo que lhe pusesse vidro picado nos hambúrgueres (tenho alguma dificuldade em lidar com a vingança servida como prato frio…), mas havia de me lembrar de qualquer coisa. Menos cruel, embora certamente proporcional.
Outro exemplo: percebo melhor a operação “Cólera de Deus” da Mossad do que a invasão do Iraque mesmo se ratificada pela ONU.
E isto é na realidade tudo o que me apraz dizer sobre o Estado de Direito, atrás do qual se escudam todos os trogloditas enquanto a democracia lhes dá jeito. Digo-o por experiência, por nunca ter feito o meu género passar-me por virgem pudica e, last but not least, por ter lido O Processo de Kafka.
* No original, “Those are my principles, and if you don't like them... well, I have others", Groucho Marx
[Ocorreu-me este desabafo a propósito disto]

02/02/09

Finalmente percebi o que há de errado comigo: nunca serei capaz de escrever assim!

Como alguém comentou e muito bem no blogue de Joana Lopes, recorda a escrita de Laurinda Alves. Tem distribuição gratuita e uma redacção maior do que a de muitas revistas que eu conheço. É publicitada no site da IURD - Portugal (que, só por curiosidade, exibe logo a abrir uma valente fogueira onde por entre as chamas se lê: «sem fé, é impossível agradar a Deus...»), e a Joana descobriu-a embrulhada com o Público. Chama-se Plenitude e apresenta-se assim:
«A Plenitude começa o novo ano em viragem plena de propósitos. O frio de Janeiro não congela a vontade e a novidade de Fevereiro não espanta o aprumo. O nosso rumo, iluminado pelas estrelas que se cravaram no olhar, estende-se sedutor aos nossos pés em lençol branco de certezas e de confiança renovada.»
Hipérboles destas não são para qualquer um, embora, verdade seja dita, já não são poucos os títulos de referência prestes a atingir esta elegância de estilo.

10/02/08

«O que há em mim é sobretudo cansaço»

Há alturas em que a poesia nos fala mesmo ao coração: «Go, go, go, said the bird: human kind/ Cannot bear very much reality». Tal e qual. Fora isso, tudo bem, como diria o Senhor Comentador ou se escreveu em tempos no meu blogue preferido: Parecemos lobos em deserto puro. Mas não muito! Fugimos à nova noite negra política que se instalou definitivamente entre nós. Não temos nada a dizer, não temos nada a contar. Não adormecemos ainda mas também não vemos o sol. Estamos cansados de estar cansados.
Eu tão cansada me sinto que seria o caso de me despedir já, se patrão tivesse, fazendo minhas as palavras de Gregório Rocha Novo, membro da direcção da CIP: «Um trabalhador que esteja cansado física ou psicologicamente – porque está mais velho, porque tem problemas familiares, porque trabalhar naquela empresa não era exactamente o que pretendia ou porque se desinteressou do trabalho – deve poder ser despedido por justa causa».
Diminuto será o consolo, mas desmolarizada não estou só. Comigo, os ministros da economia do Clube dos milionários, familiarmente conhecidos por G7, que também eles vêm a coisa preta, suponho que apenas para contrariar o optimismo crónico do nosso Manuel Pinho que já em 2006 se dignara partilhar connosco o tão bem guardado Segredo: «foco claro, acção e ausência de medo».
Convindo que este vocabulário new age se coaduna a 100% com o homem que nos presenteou com o ALLgarve e a West Coast, e apesar dele nos enternecer quase tanto como Chance/Peter Sellers na sua sabedoria infinita: «First comes spring and summer, but then we have fall and winter. And then we get spring and summer again», não nos deixemos sucumbir ao sentimento.
O mesmo sentimento que nos faria compreender as razões de José Miguel Júdice se, como o ilustre advogado, nos pudessemos permitir pagar 500 euros por eleven assoalhadas nem que fosse no Cacém. Não podemos. Como também dificilmente podemos entender a febre dos hospitais de charme, quando por todo o lado se escreve que a saúde está pela hora da morte.
Bastar-me-ia apenas, julgo eu, para sair deste cansaço lusitano, uma pitada de pragmatismo à la norte-americaine: «Quando eles ganham, nós ganhamos». Em vez de um bom argumento, saiu-nos o TGV, um aeroporto em Alcochete e uma ponte em parte incerta. Fora as casas do Engenheiro, o Programa de Oportunidades, os incentivos tecnológicos, as excepções aos coentros, o Tratado de Lisboa e o Museu do Joe Berardo.

De que me queixo? Ora, de nada. Aparte o facto de, entre nós, a repartição da riqueza ser a mais desigual da UE, a qualidade do ensino ser uma calamidade pública e eu própria não estar nos melhores dias, pois fora isso, tudo bem, como diria o Senhor Comentador.

26/01/08

Por hoje acabaram-se as bolas de berlim na Pastelaria

If you are reading this then this warning is for you.
Every word you read of this useless fine print is another second of your life.
Don’t you have other things to do?
Is your life so empty that you honestly can’t think of a better way to spend these moments?
Or are you so impressed with authority that you give respect and credence to all who claim it?
Do you read everything you’re supposed to read?
Do you think everything you’re supposed to think?
Buy what you’re told you should want?
Get out of your apartment.
Meet a member of the opposite sex.
Stop the excessive shopping and masturbation.
Quit your job.
Start a fight.
Prove you’re alive.
If you don’t claim your humanity you will become a statistic.
You have been warned… Tyler

24/01/08

Acho que percebo o sentido disto mas desconfio que não me favorece [com ligeira alteração]

Foi quando o eléctrico parou no semafóro, paralelo ao edifício cor de rosa de canto, que a coisa me saltou à vista como um coelho aos pulos na cartola da infância.
Explico: várias páginas de revista, em cada uma um rosto de mulher que mal distingo, forram - a espaços - as janelas do primeiro andar com varanda. À distância da minha ligeira mas não ligeiríssima míopia parecem-me os cabelos antiquados, a condizer com o nome queiroziano a todo o comprimento da fachada que dá para a rua principal onde o eléctrico continua parado, à espera: Cabeleireiro Maria Eduarda.
(O que me chama a atenção é estar estranhamente Maria Eduarda lá em cima, no primeiro piso, na direcção do qual já em movimento rodo a cabeça, e não no rés-do-chão escancarado à rua.)
Com o sol prestes a desaparecer na curva, lembro-me de mim criança e das tardes passadas nos (agora) desaparecidos gineceus, onde me levavam tias velhas e primas casadoiras, eu brincando com rolos grossos, peludos e ásperos, elas dedicando-se a mises e ripados e permanentes e bananas, tudo regado a uma chuva de laca que se desfazia em gotículas até chegar a casa e depois escrever sobre isto de estar Maria Eduarda lá em cima (que deve querer dizer ainda alguma coisa). As tias mortas.

12/12/07

Cenas da Vida Quotidiana ou de como alguns Portugueses não Páram de me Surpreender pela sua Clarividência

Passo a explicar. Apesar de ambas as minhas pernas permanecerem intactas desde o dia em que nasci, e apesar de nunca ter estado de binóculos debruçada sobre o Sena pronta a salvar Michel Simon da sua vida de clochard — portanto, não sendo coxa nem voyeur — fui obrigada a notar a desenfreada agitação que possuí todas as quintas-feiras os meus vizinhos da frente.
Adivinho-os emalando roupa interior, sacos-cama, pratos e escovas de dentes, partindo depois apressados para destino desconhecido, com a urgência febril de quem partisse para África como bem notou Ruben A em O Outro que era Eu. Os que ficam ocupam-se em actividades bizarras: pregam tábuas nas janelas, enchem os ouvidos de cera ou põem a televisão aos berros. Separa-nos um Largo desafogado e, embora estando convicta, como dizia Léon Blum, que todos viveríamos melhor se os humanos fossem santos, não lhes cederia o lugar.
Passo a explicar. A partir de quinta-feira ninguém dorme na parte de baixo nem na parte de cima do meu bairro. Eu, que vivo precisamente a meio, disfruto de um silêncio virtuoso. Mas eu própria virtuosa, não sou cega. A partir de quinta-feira as ruas e avenidas enchem-se de milhares de crianças prematuramente alcoolizadas, ou seja, às 23, 24 horas já circulam em Esses estreitíssimos, fazendo tangentes a carros, Ecopontos e caixotes tradicionais. O meu cão às vezes ladra-lhes. Não é por mal. É por medo. Porque eu tenho um cão.
Quando o passeio nas manhãs que se seguem aos tornados, o pobre animal fica indeciso entre as ervas e os copos que esvoaçam (de plástico e quando há vento) no terreno descabelado do que em tempos foi um jardim. Sobram duas ou três árvores raquíticas e um chafariz nauseabundo, onde não ousaria entrar nem que o próprio Mastroianni lá estivesse tiritando à minha espera. E olhem que o Marcelo era tudo menos de se deitar borda fora.
Ora bem. Junto a esse simulacro de jardim — tão, tão simulacro que nem Platão o quereria na Caverna — havia uns bancos. De madeira escalavrada e verde descolorado mas, ainda assim, uns bons bancos. Com costas, se é que me faço entender. Nunca neles namorei, mas que davam um jeito danado às pernas de muitos munícipes, ah, isso sem dúvida. Ora bem. Tiraram os bancos!
Concluíram inteligências superiores que os três ou quatro restantes convidavam à permanência no local bêbedos, mendigos, toxicodependentes e outra gente de má raça.
Suponho que todos eles se equilibrem agora nos troncos das árvores raquíticas, dado o mar de plástico branco que continua a atapetar a nossa calçada típica, e cujo cheiro adocicado tanto baralha o meu cão. Proponho que a medida seguinte seja a Junta cortar o mal por junto e pela raíz. Cortem-se as árvores! Já agora, porque não a Câmara Municipal emparedar as arcadas do próprio Terreiro do Paço, dada a inexplicável mania de hordas de intocáveis se estenderem lá debaixo?
Só para acabar. O meu cão continua a enervar-se caninamente com os miúdos que a partir de quinta-feira pedem lume ao candeeiro e os meus vizinhos do Largo insistem em abandonar as casas a caminho do Ultramar.

10/11/07

Mudança de Visual

Deus ajuda quem muda e eu mudei. Limitada à minha parca sabedoria, a brincadeira ficou-se por umas pinceladas de tinta e uns ajustes no lettring. Não sei se gosto do resultado. E andava eu a reflectir sobre isso quando descobri isto:



Depois descobri isto:



Como terá verificado quem se deu ao trabalho de clicar nos vídeos, também eles mudaram. Contudo, se repararem bem, continuam a dançar mal pra caraças. Pois. Não sei se gosto do resultado... mas sempre ouvi dizer que Deus ajuda quem muda. Até os ateus. Desabafo final: pede-se aos eventuais opinion makers das caixa de comentários que se abstenham da piada do "mudasti! mudasti!"

20/07/07

Se isto não é humor, pois já não sei que vos diga

«Meu caro Yankel: pedes-me que te escreva uma carta longa, e gostaria de te satisfazer, mas de facto não há muito para dizer. Os ricos continuam ricos e os pobres estão a morrer de fome, como sempre. O que é que isso tem de novo? No que respeita aos pogroms, graças a Deus nada mais temos a recear, pois já tivemos o nosso - na verdade, foram dois, e um terceiro não valeria a pena... Toda a nossa família se salvou, com excepção de Lippi, que foi morto juntamente com os dois filhos, Noah e Mordecai; artistas de primeira água, todos eles. Ah, sim, também há o Hersh. Perel foi encontrada morta na cave, com o bebé ao peito. Mas, como Getzi costumava dizer: «Podia ter sido pior; e não se pense no melhor, porque para isso não limites». Perguntaste pelo Hersh. Vai para meio ano que está sem trabalho. Não o deixam trabalhar lá na prisão... Mendiel foi esperto; levantou-se e morreu. Há quem diga que foi de fome, outros dizem que foi de tuberculose. Cá por mim, acho que foram as duas coisas. Francamente não sei do que te hei-de falar mais, a não ser da cólera, que está a dar cabo de todos», Sholom Aleichem

19/07/07

Jane Austen, essa desconhecida

A história foi hoje tornada pública. O cidadão inglês David Lassman pegou na obra de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, mudou-lhe o título para Primeiras Impressões (que era aquele em que a escritora tinha pensado primeiro) e enviou-a para 18 das principais editoras britânicas, fingindo que era um manuscrito original. As 18 responderam demostrando desinteresse e recusando a publicação, e só uma se referiu às «semelhanças» com o romance de Austen. Sabe-se que muitos dos livros que hoje se consideram obrigatórios viram-se gregos para ser publicados (o caso de Proust é um clássico...). Mas o que é grave aqui não é apenas a recusa: é a ignorância. Percebe-se assim melhor que lá, como cá, pupulem (estava a apetecer-me escrever esta palavra, que acho bastante apropriada ao tema) as lídias, os melos, os cachapas, os peixotos...

14/07/07

Melodramas inesquecíveis

Deus sabe quanto amei, no original, Some came running
Ano: 1958
Realizador: Vincente Minnelli
Intérpretes: Arthur Kennedy, Martha Hyer, Shirley MacLaine, Dean Martin, Frank Sinatra
E tudo se poderia resumir aquele momento em que Dave (Frank Sinatra) lê um conto escrito por si a Ginny (Shirley MacLaine), e perante o seu comentário elogioso, a acusa de não ter percebido nada: «No, I don't. But that don't means I don’t like the story. I dont understand you neither, but that don't means I dont like you. I love you, but I don't understand you. What's the matter?»

04/07/07

Para variar, uma boa notícia

O jornalista da BBC Alan Johnston foi libertado ao fim de quatro meses. Entretanto, o porta-voz do Hamas garantiu estar preparado para entregar o soldado Gilad Shalit a Israel, desde que este aceite definir uma troca de prisioneiros. Uma boa notícia para os familiares de Shalit, neste momento em Lisboa, juntamente com familiares dos soldados Eldad Regev e Ehud Goldwasser, no âmbito de uma campanha internacional para a libertação dos soldados israelitas que Ehud Olmert não conseguiu resgatar durante a segunda guerra no Líbano.
Na foto: Alan Johnston, acompanhado por palestinianos, pouco depois da sua libertação (fonte: Haaretz)
http://www.haaretz.com/hasen/spages/878200.html

03/07/07

Bufaria a sério


1. O ex-embaixador Joseph Wilson veio a público denunciar a manipulação de informações para justificar a invasão do Iraque
2. O ex-acessor da Casa Branca Lewis "Scooter" Libby, em retaliação, fez saber à imprensa que Valerie Plame, mulher do ex-embaixador Joseph Wilson fora agente da CIA
3. Nos EUA é crime divulgar a identidade dos agentes secretos e o Tribunal condenou Libby a dois anos e meio de cadeia
4. Bush comutou a pena para uma multa de 250 mil dólares e dois anos de liberdade condicional, declarando que Libby já estava arrumado profissionalmente e que a mulher e os filhos também já tinham sofrido muito.
5. A guerra no Iraque continua, contabilizando já, segundo a organização Iraq Body Count, entre 66807 e 73120 mortos http://www.iraqbodycount.org/


A conspiração dos estúpidos

«I respect the jury’s verdict. But I have concluded that the prison sentence given to Mr. Libby is excessive.», Bush sobre a sentença de prisão de I. Lewis Libby Jr.

01/07/07

Mulherzinhas

Ao contrário de certas representantes do meu sexo, algumas delas intrépidas defensoras da causa feminista, não nutro qualquer simpatia por Carolina Salgado.
Agora, atendendo à notícia publicada no «Jornal de Notícias» - que cita depoimento ao Ministério Público de Fernanda Freitas onde esta revela que, com a publicação do livro (sobre a sua vida com Pinto da Costa) «Carolina actuou por motivações económicas e de vingança, mas alegando que queria proteger-se» -, parece que a teoria da pobre mulher usada, batida e humilhada sofre assinalável rombo.
A não ser que as mesmas intrépidas militantes passem a olhar Fernanda Freitas como uma traidora à classe que, com as suas declarações, se vendeu ao inimigo.
Seja como for, à editora Dom Quixote é que já ninguém lhe tira o best-seller. Olarilas!

Importa-se de Repetir ou a Arte de Joe (III)

«Eu não queria um museu para mim. Queria um museu para todos nós. O museu não é meu. É de todos», comendador Joe Berardo

Ele Falou e Disse ou a Arte de Joe (II)

«Já o disse muitas vezes ao Governo: nós temos que deixar de pensar pequenino. Portugal tem uma história e cultura incalculável. É preciso valorizar isto», comendador Joe Berardo