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03/02/09

Ambiguidas semânticas

Dpois de ler que o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse hoje desconhecer que haja empresas a aproveitar a crise para fazer despedimentos, garantindo que se existirem serão "sancionadas", assaltou-me uma ciberdúvida.
Dado que o verbo sancionar é habitualmente usado no sentido de ractificar ou confirmar (dar sanção a...), embora o substantivo sanção também possa significar pena ou castigo, perguntei-me se José António Fonseca Vieira da Silva teria mesmo empregue a palavra no sentido menos corrente. E isto, não porque ponha em causa o domínio da língua do referido ministro, mas mais derivado ao facto de se preverem 230 milhões de desempregados em todo o mundo até ao final de 2009 (cerca de 50,5 milhões mais do que o número registado em 2007) e não me parecer que alguém esteja a ser "sancionado" por isso.
Robert Wyatt disse numa entrevista a Rui Tentúgal (Expresso/ Actual de 5/10/2007) que ao capitalismo não interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hamburgueres e discos da Britney Spears. Mas, com tanto desemprego, conseguirá Brit sobreviver? E nós com ela?