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24/04/12

Minhas senhoras e meus senhores, isto não é a União Nacional nem (ainda) o 5 de Outubro. Resumindo: estou com o Mário Soares e ninguém tem nada com isso

José Manuel Fernandes diz-se incomodado. Indignado. Talvez mesmo ultrajado. José Manuel Fernandes incomodado, indignado e talvez mesmo ultrajado dá-me vontade de rir. A pomposidade de JMF soa ridícula. O "sentido de Estado" não lhe assenta (com dois esses): "Sucede que as comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, lugar onde todos os partidos têm acento e têm voz..."
E transcrevo o "acento" porque erros de português são inadmissíveis quando se sai a espadeirar tão bravamente em defesa da Pátria.

Ricardo Costa diz que Mário Soares se vai arrepender. A convicção de Ricardo Costa soa a anátema (e, acrescente-se, soa também um pouco ridícula dada a idade de Costa  há frases que só podem ser pronunciadas a partir dos 50 anos...), tanto mais cruel quanto Mário Soares, a não ser que siga o exemplo de Manoel de Oliveira, já não terá assim tanto tempo para ritos penitenciais.

Pedro Passos Coelho diz, com a profundidade costumeira, estar "habituado a que figuras políticas queiram assumir protagonismo em datas especiais". Não sei se ele se refere à teimosa ausência de Teófilo Braga nas comemorações do 5 de Outubro ou à presença do seu próprio pai na data do aniversário do filho, mas confesso que as declarações de Pedro Passos Coelho já há muito deixaram de me interessar.

O facto é que Mário Soares tem todo o direito (o dever?) a não ir abrilhantar uma palhaçada.


Post-scriptum: os tempos da "União Nacional" já lá vão e, apesar dos cravos de antanho e da treta actual do "somos todos irmãos", o 25 de Abril não foi um passeio jovial ao Largo do Carmo.