Acho que foi Montesquieu quem disse que os Homens se parecem mais com a sua época do que com os seus progenitores, embora também possa estar a inventar...
Vem isto a propósito de a minha última crónica publicada no Público/ Ípsilon («Como Aprender a Deixar de se Preocupar e Amar a Bomba») começar com uma referência à «Grande Onda de Kanagawa» de Hokusai e ter hoje deparado com um texto do historiador António Araújo no Expresso, «Uma Grande Onda» que, embora bastante diferente do meu, chega basicamente à mesma conclusão: «A sua “A Grande Onda de Kanagawa” evoca o desastre iminente, uma catástrofe prestes a acontecer, sendo, pois, metáfora perfeita deste tempo de guerra num planeta ardente.»