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23/11/22

DOGMA LITERÁRIO OU DO ESTADO DA ARTE

«Everyone has a book inside them, which is exactly where it should, I think, in most cases, remain.», Christopher Hitchens

24/06/22

LEMBRAR JEAN JAURÈS NESTES TEMPOS DE TANTO CORAJOSO IMPOLUTO

«Le couragec'est d'aimer la vie et de regarder la mort d'un regard tranquille; c'est d'aller à l'idéal et de comprendre le réel»

Amar a vida e compreender a realidade. Sem isso, não é coragem, é flatulência verbal. 

23/06/22

NAPOLEÃO BONAPARTE, MARK TWAIN: WHO CARES?

Ao contrário da piada que Napoleão teria dirigido ao seu ministro Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord   «vous n’êtes que de la merde dans un bas de soie» (não passais de um merdas em meias de seda)  parece que a frase que reproduzo é legitimamente atribuída ao imperador francês. Poderia, contudo, perfeitamente ter sido dita por Mark Twain. E o que conta é que está certa.

«Em política, a estupidez não é um handicap.» 

15/02/22

GUERRA UCRÂNIA/RÚSSIA: A HISTÓRIA COMO TRAGÉDIA E FARSA

 «... Entretanto, os políticos cumprem o seu dever. São mártires da sua profissão. Ouvi dizer que a Áustria tinha anexado a Bósnia. E porque não? Se é para acabar com tudo, o melhor é ter tudo bem juntinho.» 

Karl Kraus: Nesta Grande Época, p.p.23 e 24,  trad. de António Sousa Ribeiro, Relógio D'Água, 2018

10/08/13

Às vezes lá calha...

"Je voudrais bien écrire comme on parle. Je voudrais bien écrire comme on chante, ou comme on hurle, ou simplement comme on allume une cigarette avec une allumette, et on fume doucement, en pensant à des choses sans importance. Mais cela ne se fait pas. Alors, j’écris comme on écrit, assis sur la chaise de paille, la tête un peu penchée vers la gauche, l’avant-bras droit portant au bout une main pareille à une tarentule qui dévide son chemin de brindilles et de bave entortillées.", J. M. G. Le Clézio.

Ouviste? 

07/06/13

Por outro lado, que se lixem o Gaspar e a Cristas: chuva, suor e cerveja!


Porque, como diria o Isaac Jacob Blummenfeld, "se me perguntares como vou, responder-te-ei com o coração nas mãos: muitíssimo bem porque podia sempre estar pior"

03/02/13

Os espirros sebastianistas de Edite Estrela

"Politicians, ugly buildings, and whores all get respectable if they last long enough", Noah Cross, aliás, John Huston, in "Chinatown", provavelmente o melhor filme de Roman Polanski.

O problema é que ainda é tudo muito novo.

17/05/12

Frases que mereciam um pano encharcado na cara

"A GRÉCIA É UM PAÍS INVENTADO; ERA UMA PROVÍNCIA DO IMPÉRIO OTOMANO", José Luis Arnaut (ex-Ministro Adjunto de Durão Barroso e Ministro das Cidades e etc. do governo de Santana Lopes) ontem à noite na SICN

Frases com sentido

Não conhecia esta frase do Mia Couto, mas é absolutamente verdadeira: "A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos". Ora bem.

02/05/12

Do único homem que podia ter sido meu mestre, who else but Billy Wilder?



"(..) they say Wilder is out of touch with his times. Frankly, I regard it as a compliment. Who the hell wants to be in touch with these times?"
in Billy Wilder, Interviews, Robert Horton, Univ. Press of Mississipi

14/03/12

Até o Greg Smith da Goldman Sachs percebeu que esta merda tem de ter deontologia ou citando o mafioso Johnny Gaspar "I'm talkin' about ethics"

TODAY is my last day at Goldman Sachs. After almost 12 years at the firm — first as a summer intern while at Stanford, then in New York for 10 years, and now in London —I believe I have worked here long enough to understand the trajectory of its culture, its people and its identity. And I can honestly say that the environment now is as toxic and destructive as I have ever seen it.
(...)
continua no site do New York Times
Boneco The New Yorker Cartoons

19/01/12

O Álvaro vai a todas: depois dos pastéis de nata os padres de Braga [na realidade, ele atirou-se primeiro aos padres e só depois aos pastéis]

«Durante séculos, a majestosa cidade de Braga especializou-se na produção de um produto: padres. Basta percorrer as monumentais ruas da cidade para perceber a importância que a religião e a Igreja Católica têm para a região. São edifícios e mais edifícios (muitos deles de grande dimensão) dedicados à produção e formação de sacerdotes. Hoje em dia, a indústria de produção de sacerdotes bracarenses está em declínio”. (…) Porquê? (…) A grande causa do declínio da Igreja Católica em Portugal é simplesmente a falta de competitividade. A indústria de produção de padres perdeu competitividade, pois os custos de produção de novos sacerdotes são demasiado altos e o preço do sacerdócio é extremamente elevado.»
Álvaro Santos Pereira, O Medo do Insucesso Nacional, 2009, 3€

Citado por António Cândido de Oliveira em artigo publicado hoje no Público, reproduzido por Joana Lopes aqui.

26/12/11

Prost Herr Jens Weidmann!

Desconheço se algum leitor destas linhas terá tido oportunidade de ver um cidadão germânico alcoolizado. Um cidadão germânico alcoolizado é um prodígio da natureza. Corpulento, costas robustas, pescoço largo e pernas subidas e fortes, é bem um descendente de Odin, senhor da guerra e da tempestade, e de Thor, cujo martelo lançava raios. Para uma ideia mais precisa: a seu lado, um cidadão britânico alcoolizado faz figura de bebedor de chá.
Claro que há cidadãos germânicos alcoolizados franzinos e de aspecto quebradiço mas, mais raros e de estatura inferior, passam despercebidos. Para além da dimensão corpórea, os cidadãos germânicos alcoolizados costumam possuir vozes possantes e másculas, o que se nota, sobretudo, quando desatam a entoar melodias de colorido local, habitualmente escoltadas pela ingestão de grandes quantidades de cerveja.
Escusado acrescentar que comparar um cidadão germânico alcoolizado com um cidadão português alcoolizado seria o mesmo que comparar Maomé com a montanha, sem desmérito para o profeta a quem, como se sabe, foram proibidos os néctares da Ibéria.
Diga-se, contudo,que a grande vantagem de um cidadão português alcoolizado reside, precisamente, no que, à primeira vista, poderia ser considerado um handicap.
Mais chupado de carnes e de músculo, logo, de menor força física, acaba por constituir um risco de somenos. Quando tropeça ou cai, fá-lo sem provocar grandes estragos e, porque mais dado à melancolia lusa do que à exuberância teutónica, canta menos (ou, pelo menos, mais baixinho), acabando por adormecer (o próprio ou quem tenha a desdita de lhe aturar os queixumes) antes do coma alcoólico.

Espero, com este singelo apanhado, ter contribuído para tranquilizar o presidente do Bundesbank que, recentemente, diagnosticou o problema da dívida como um problema de alcoolismo. Apesar de leiga na matéria e apenas gostar de citar, sobre o assunto, este diálogo de John Ford em “A Paixão dos Fortes”: “Já alguma vez estiveste apaixonado? Não, fui barman toda a vida.”

28/03/11

Contra a rendição da inteligência, perguntas com sentido

Este grupo de políticos tem em comum o entusiasmo que não consegue inspirar nos eleitores dos seus países respectivos. Não parecem acreditar com grande firmeza em qualquer conjunto coerente de princípios ou políticas. (…)
Beneficiários dos Estados-providência que põem em causa, eles são todos filhos de Thatcher: políticos que superintenderam ao recuo nas ambições dos seus antecessores (…)
Convencidos de que pouco podem fazer, pouco fazem. Deles o melhor que pode ser dito, como tantas vezes sucede com a geração baby boom, é que não defendem nada em particular: políticos light.
Já sem confiança em pessoas assim, perdemos a fé não só nos deputados e congressistas, mas no próprio parlamento e no congresso. Nessas alturas o instinto popular ou é "mandar os malandros para a rua" ou então deixar que façam o pior. Nenhuma das reacções é promissora: não sabemos como mandá-los para a rua, e já não nos podemos dar ao luxo de deixá-los fazer o seu pior. Uma terceira reacção – "derrubar o sistema" – é desacreditada pela sua inanidade intrínseca: que partes de que sistema, e a favor de que sistema substituto? De qualquer maneira, quem é que o vai derrubar?
(Tony Judt, Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos, Edições 70; p.133-4).
DAQUI

11/03/11

O mundo é um lugar estranho

Optimistas são as pessoas que insistem que o mundo que temos é o melhor possível; pessimistas são as que suspeitam que os optimistas podem ter razão, Zygmunt Bauman