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06/06/13

Depois de o "nunca o fiz, não faço nem façarei" do Cavaco, tempo para as exportações de carne de porco para Marrocos


Aqui: Portugal quer vender carne de porco a Marrocos e arroz para o Oriente


E o Cavaco, para não pensarem que invento

27/04/13

Deste Pensamento Filosófico Português não tens tu, João Lisboa. E com nova ortografia e tudo!

EXCERTOS AO CALHAS

"Se nos planos das abordagens científica e filosófico-política estão amplamente identificadas as diversas disfunções dos modelos de organização política, económica e social que estão na origem de (ou que influenciam) atrasos ao desenvolvimento e ao progresso das sociedades, com particular enfoque para as discriminações patenteadas na organização das sociedades, a verdade é que o ritmo da efetivação das correções proclamadas não acompanha de forma satisfatória a evolução filosófico-política, científica e, até, em certa medida cultural sobre a matéria."

"Neste enquadramento, sobrevindo ainda a responsabilidade de diálogo e de rememoração intergeracional que nos incumbe, assumindo que os projetos e discursos políticos e de cidadania, seja sobre questões humanas e sociais, seja sobre questões de macroeconomia, que dominam no contexto atual, devem evidenciar que as políticas corporalizadas por assimilação das perspetivas implícitas à diversidade são um fator determinante para o progresso humano, político, económico e social das sociedades."

DAQUI

A partir daqui e daqui.  

22/04/12

A pão e água e era pouco

Não há fome que não dê em fartura. Vem o ditado popular a propósito de uns dias me faltar assunto, em outros ser uma avalanche (espero poder continuar a escrever avalanche e não, obrigatoriamente, avalancha). Quando o assunto é isso, pois, fica uma pessoa em apuros para focalizar, verbo que tem vindo paulatinamente a substituir o démodé dissílabo focar e que me faz sempre lembrar alguém a espancar outrem na cabeça com binóculos, resultado talvez de ter consumido BD em excesso durante a juventude.
A semana passada, por exemplo, gostaria de ter falado da medida anti-tabágica anunciada por Paulo Macedo para proteger as crianças do fumo dos progenitores dentro de veículos fechados (nada foi dito, que eu saiba, sobre descapotáveis), medida que, naturalmente, faz o pleno com outra – a de querer encerrar a Maternidade Alfredo da Costa – esta última por razões obscuras (tão obscuras que nem a sagacidade de Marcelo Rebelo de Sousa as conseguiu desvelar).
Ia eu comentar as louváveis prioridades do ministro da Saúde quando tropeço noutro tema (neste caso musical): o hino do Movimento Zero Desperdício, com música de João Gil e letra de Tim, interpretado por cerca de 50 artistas de um largo espectro político (como sói dizer-se).
Começa assim:“Eu não sei o teu nome mas sei que te posso ajudar/Sei que andas a passar fome mesmo andando a trabalhar/ O que eu não aproveito ao almoço e ao jantar/ A ti deve dar jeito/ Temos de nos encontrar”.
Não vou falar da miséria das rimas nem dos pobrezinhos do antes do 25 de Abril (cada família tinha o seu…). Vou limitar-me, educadamente, a citar Mário Cesariny: afinal o que importa não é haver gente com fome// porque assim como assim ainda há muita gente que come.

22/02/12

Para acabar de vez com as PRESIDENTAS

«(...) desculpem lá mas, como MULHER, já me enjoam estas conversas feministas de pacotilha que só denotam complexos de inferioridade mal resolvidos. As palavras não têm sexo, têm género, a língua constrói-se e evolui por tradição e não por qualquer conspiração masculina imaginária. Aliás, diz-se a língua "materna" por alguma razão. Desde que os nossos mais remotos antepassados começaram a balbuciar as primeiras onomatopeias que a língua é transmitida por via feminina. Mais, se realmente o género das palavras tivesse alguma coisa a ver com sexo, porque raios "autoridade" seria do género feminino? Quanto à terminação "ente", ela não é feminina nem masculina: é neutra. Para ser masculina seria "ento" e, nesse caso, teríamos "presidento" e "presidenta", "doento" e "doenta", "estudanto" e "estudanta". Com a terminação "ente" a palavra é invariável no género e é o artigo que a precede que lhe atribui o género: o doente ou a doente, o presidente ou a presidente e por aí fora. Esclarecidos? Aproveitem que eu não duro sempre!»

Importado do cara de livro, roubado a Maria Clara Assunção que assina este blogue onde também não se aplica o descabelado Acordo Ortográfico

09/11/11

Queres ver que ainda vamos ser nós a pagar a "extravagante" colecção egípcia do BPN?

Custou 5 milhões de euros, possivelmente não vale um chavo e faz parte dos activos classificados como "extravagantes" pelo actual presidente da SLN, Miguel Cadilhe (notícia do Expresso)

Extragante é também, no mínimo, a legenda que acompanha um outro artigo sobre o tema publicado no Económico.Sapo.

Isto é o quê: escrita hieroglífica?

21/11/10

Será que a malta ficou surda de tanto português técnico?

Que mania será esta de trocar sistematicamente porque por por que, escrever acerca de em vez de sobre, a fim de em vez de para, cindir em vez de separar, abordagem em vez de aproximação, interrogação em vez de pergunta, alega em vez de defende, sendo que em vez de e, inclinamo-nos a supor em vez de supomos, concebida como consistindo em vez de consistir….?!

12/08/09

Rir é civilização, caraças! [frase roubada a um amigo monárquico]





Eu, que republicana me confesso, dedico o hino aí de cima aos valentes rapazes monárquicos que tentaram derrubar a república munidos só de um escadote. Sobretudo pelo escadote, mas também na esperança que, seja qual for o regime, deixem de escrever há 99 anos atrás e um acto de resistência contra.

22/05/09

Detesto repetir-me mas com ou sem acordo ortográfico ainda há uma coisa chamada língua portuguesa

"No computador Magalhães (como é frequente na maioria dos computadores que se adquirem) trás consigo um amplo conjunto de software e aplicações."
[frase retirada de página do Ministério da Educação obscuramente intitulada Workshop "e-escolinha": usar as TIC no 1º ciclo... e é verdade que as coisas em "inha" sempre me irritaram]
Não sei se já reviram as asneiras do Magalhães, mas as citadas acima continuam online [estas e mais aqui, a partir daqui].

08/05/09

Para ler durante o fim-de-semana que o texto é difícil mas certamente sábio e o Lacan comparado com isto é um figo e dos maduros!

«Uma das questões que se discute, no plano da acção e da transposição didáctica bem como no âmbito da do ensino da gramática, é a que põe a tónica no princípio do faseamento e da progressão dos conteúdos. Não se tratando de uma questão ou um princípio monolíticos, ao nível quer da conceptualização quer da operacionalização, ela complexifica-se pela articulação com finalidades distintas do ensino da gramática: entre a consciência da implicação e da acção pedagógica-didáctica que releva a dimensão científica da gramática - enquanto espaço de reflexão e de construção autónomos de conhecimento declarativo sobre o(s) conhecimento(s) da língua - e a percepção do seu estado funcional ao nível dos usos e das situações concretas de produção (orais, escritos, literários e não literários), geradores, também, de padrões de modificação e de criação linguística.
A progressão como passagem do simples para o complexo, como orientação do familiar ou frequente para o desconhecido ou menos comum, como transição do genérico para o específico não pode desconsiderar o critério de utilidade e do se revela necessário para determinadas opções discursivas, certos objectos comunicativos que implicam o conhecimento e a explicação de alguns dados da língua.
Neste sentido, qualquer posição a ser assumida beneficiará de uma perspectiva multifocalizada por parte dos que trabalham o conhecimento explícito ao longo dos diferentes ciclos e níveis de ensino-aprendizagem.
Alguns exemplos, centrados nos domínios da Morfologia, da Sintaxe, da Análise do Discurso e da Linguística Textual, permitirão equacionar alguns destes pontos relativamente ao discurso pedagógico bem como à progressão no ensino-aprendizagem do conhecimento explícito da língua (materna) no actual contexto de discussão e de revisão / implementação de novos documentos reguladores das práticas docentes».
[Texto assinado por altos responsáveis pelo futuro do ensino do português e roubado daqui]