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23/08/13

Eu sei que um simulacro não é um espectáculo 3D

Para que fique claro. Fazer um simulacro do incêndio do Chiado para assinalar a data de um coisa que aconteceu MESMO, causou danos irreparáveis na cidade e na vida de centenas de pessoas (memórias, edifícios, empregos que desapareceram para sempre...), é tão estúpido e demonstra tanta sensibilidade como as irmãs do outro a lançarem as cinzas do morto no metropolitano de NY. Às vezes dou por mim a pensar que há uma estupidez tipicamente portuguesa...

Notícia aqui.
A partir daqui

29/06/13

Um exercício singelo

Vamos lá a imaginar sff a Praça de São Marcos em Veneza cheia de varas de porcos, caixotes de hortaliça e o Tony Carreira ao microfone.

09/06/08

Praça das Flores? Vá antes à Praça Leya.

A Praça das Flores, em Lisboa, está fechada ao público. Até dia 20 de Junho é palco de um evento ― a palavra portuguesa mais feia logo a seguir a sovaco, beiços, pupulam e implementação. Uma marca automóvel alugou-a à Câmara Municipal, a troco de algumas moedas e melhorias posteriores no respectivo jardim. Como não sabia de nada, quis ir até lá no domingo. Dei com o nariz na cerca.
As palavras justificativas de José Sá Fernandes, que li depois, tranquilizaram-me: «A organização do evento vai pagar as taxas de ocupação bem como a requalificação do jardim. Isto representa milhares de euros (...) o comércio vai ter ainda mais clientes e o mais importante é que a Praça das Flores vai ser renovada», disse o homem a quem, sem favor, passarei agora a chamar O Grande Iluminado.
Porque se atentássemos no seu exemplo inspirador, na sua infinita sabedoria e proactividade, depressa compreenderíamos que bastaria alugar o país durante cerca de um mês, mais coisa menos coisa ― se fosse por atacado, fazia-se um preço melhor ― e todos os nossos problemas ficariam resolvidos: do Allgarve ao Minho e ilhas adjacentes, em renovação e em força.

16/07/07

Lisboa

Acabou-se. Costa vai para a Câmara por 2 anos. Votaram nele 29,5% dos lisboetas. Os que não votaram nele nem em nenhum dos 12 candidatos somaram 62,6%. Ou seja, nunca houve tanta fartura nem uma abstenção tão grande. Quando a esmola é muita o pobre desconfia? Sei lá eu. Uma cidade que tem um Palácio das Necessidades, logo abaixo a Travessa dos Contrabandistas e um pouco mais além o Cemitério dos Prazeres...

11/07/07

A Frente Ribeirinha Alargada

Não, não é uma nova coligação. É uma geografia que acompanha Lisboa, cidade durante anos acusada de viver de costas para o rio e que, ao ritmo de construção que se vê por aí, vai acabar a viver sem vista de rio. Entretanto, rebentou o petardo (noutro país talvez fosse uma bomba, mas em Portugal somos de brandos costumes...) do convite a José Miguel Júdice, mandatário de António Costa para a Câmara, para gerir o projecto de revitalização da zona ribeirinha. O advogado já fez saber que aceita e que trabalhará gratis. Sorte de quem pode trabalhar gratis. Eu cá, por exemplo, se fosse convidada, não podia. Mas a questão não é essa: é que, como bem se sabe, à mulher de César não basta ser séria, é preciso também parecê-lo. E quem não quer ocupar o lugar da mulher de César, não se mete em trabalhos. Nem mesmo se forem gratis. Até porque como também diz um ditado, embora mais moderno, não há almoços desses.
PS: E não venham com argumentos de modernismo attardé para justificar a «revitalização», que nós não somos saloios