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29/04/22

PARA DESENJOAR DA GUERRA: E SE FRED HOYLE E CHANDRA WICKRAMASINGHE TIVESSEM RAZÃO?

Descoberta recente comprova que os meteoritos transportam todo o material genético que nos constitui como seres vivos, hipótese há muito defendida pelos físicos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, sendo o primeiro o pai do conceito "Big Bang" que usou pejorativamente.

Daí aos homenzinhos verdes de Martians, Go Home de Fredric Brown  vai uma distância cósmica, mas não deixa de ser reconfortante pensar que, se dermos cabo disto tudo, a vida há-de sobreviver algures. 

«Une nouvelle preuve que les météorites transportent les molécules fondamentales de la biologie du vivant»

03/12/07

Correndo o Risco de Passar por Criacionista... e Mantendo-me em Deriva Cósmica — da Série «Livros que Nos Reconciliam com o Mundo»

Fred Hoyle ― astrofísico e (também) escritor de Ficção Científica ― foi um homem controverso. A sua hipótese de um Universo Estacionário sem começo nem fim viu-se batida pelo Teoria do Big Bang, cujo nome, curiosamente, se lhe deve; a sua visão da vida como tendo chegado à Terra caída do espaço não colhe grandes adeptos. O que quiserem. O facto é que O Universo Inteligente (Presença, 1983) continua a chamar ciclicamente por mim do alto da estante. Transcrevo o primeiro parágrafo do primeiro capítulo. Espero que vos abra o apetite.

«Há cerca de uma geração, ou pouco mais, foi prestado um péssimo serviço ao pensamento popular ao divulgar-se a ideia de que uma horda de macacos batendo em máquinas de escrever acabaria por escrever as peças de Shakespeare. Esta hipótese é falsa, de tal forma falsa que nos perguntamos como foi possível ser tão difundida. Penso que os cientistas desejavam acreditar que absolutamente tudo, mesmo a origem da vida, poderia ocorrer por acaso, desde que o acaso operasse a uma escala suficientemente grande. É este o erro óbvio, pois todo o Universo observado pelos astrónomos não seria suficientemente grande para conter a horda de macacos necessária para escrever sequer uma cena de uma peça de Shakespeare, ou para conter as suas máquinas de escrever, e muito menos para guardar todo o papel com a enorme quantidade de disparates que os macacos escreveriam até "acertarem". O aspecto fundamental é que o único modo viável para o Universo produzir as peças de Shakespeare foi através da existência da vida, produzindo o próprio Shakespeare.»