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05/09/09

Porque anda por aí a circular a ideia extravagante que os políticos são superiormente inteligentes e isto apesar do Hitler ter invadido a Polónia

Como aqui temos escrito também nos parece uma coisa muito estúpida. Tão estúpida como um secretário-geral usar o seu discurso no congresso do partido para atacar uma estação de televisão, achar normal licenciar-se ao domingo ou declarar-se vítima duma campanha negra urdida por magistrados portugueses, serviços secretos ingleses e jornalistas. Sendo estas últimas coisas muito estúpidas ― usar o seu discurso no congresso do partido para atacar uma estação de televisão, licenciar-se ao domingo e declarar-se vítima duma campanha negra urdida por magistrados portugueses, serviços secretos ingleses e jornalistas ― a verdade é que segundo José Sócrates essas coisas não são estúpidas. Logo a outra coisa muito estúpida ― o afastamento de Manuela Moura Guedes três semanas antes das eleições ― provavelmente só a nós nos parece estúpida. Para nossa desgraça a José Sócrates poucas ou nenhumas coisas lhe parecem estúpidas.
Roubado daqui e na continuação do post anterior.

04/09/09

Nunca pensei vir a apoiar a manuela moura guedes

Não vejo televisão e nunca vi o telejornal apresentado pela Manuela Moura Guedes.
Há muitos anos, quando ela decidiu que queria ser deputada, entrevistei-a. Achei-a vaidosa, ingénua e com falta de mundo.
Da actual jornalista, recordo uma música que ela cantou na juventude e aquele gesto de cabeça à Miss Piggy enquanto anunciava pleonasticamente: «Olá, boa-noite! Sou a Manuela Moura Guedes».
Agora, como toda a gente, sei que o Jornal Nacional de sexta-feira foi suspenso. Acusou-se Juan Luis Cebrián, presidente da Prisa, grupo espanhol que manda na TVI e não esconde simpatias pelo partido de Zapatero, de ser responsável pela medida. Entretanto, a Prisa veio desmentir, dizendo que a decisão foi tomada pela direcção de Lisboa.
No meio disto tudo, cita-se Sócrates (antes de se ter travestido em santinho) mais a sua aversão confessa pela Manuela Moura Guedes.
Não faço ideia se alguém pegou no telefone. Não faço ideia se alguém foi dar recados. Não faço ideia se alguém anda a pensar no futuro. Que o silenciamento, a tão pouco tempo de eleições, é conveniente, é. Embora possa também tornar-se incómodo por confundido com censura.
Como vivemos em pleno darwinismo político (e Darwin não é para aqui chamado mas sim Spencer), entregues a gente sem crédito nem insónias, acho que tudo é possível.
É que os denominados mais fortes são demasiadas vezes os mais estúpidos. Como a História dos homens vem provando à exaustão. E só por isso não me admiraria nada.