
Também fui lá ― literalmente. Ao SIMplex. Ao blog. Li o Manifesto.
Para além do apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, único tema fracturante referido e que, pelo que percebi, não é consensual (grande parte dos colaboradores do SIMplex apoia), tudo o resto me deixou ― como dizer? ― perplexa.
Perplexa com a banalidade. Como se bastasse, entrados no século XXI, ressuscitar os princípios do welfare state... odiar o Santana Lopes... e já está!
Vejamos.
Os proponentes do Manifesto são pela liberdade. Incluindo a religiosa. Pelo Estado laico. Pela igualdade dos géneros (agora não se diz sexos, eu sei...). São pelo conhecimento. Pela inovação. Pela ecologia.
São contra os mitos salazaristas e as utopias revolucionárias. As soluções caudilhistas.
Acreditam num socialismo moderno. Não gostam da Manuela Ferreira Leite.
Esclarecendo o ponto: querem que o PS ganhe as próximas eleições, de preferência com maioria absoluta.
E depois, ou antes, tanto faz, tem aquela parte que diz assim:
Vemos no PS, e sobretudo em José Sócrates, capacidade de mudança e modernização. Sem a tentação miserabilista da direita e as utopias irresponsáveis da extrema-esquerda.
Aí fiquei confusa. Mais do que perplexa. Ainda estou a tentar perceber...
Porque a parte do SIMplex já tinha percebido. Não fora o Edson Ataíde ter inventado o Tou Xim! nos anos 90 e seria um grande slogan...