02/11/22
18/09/22
MAIS UMA VEZ ANTÓNIO GUTERRES A DIZER O ÓBVIO O QUE, NUM CLIMA DE HISTERIA BÉLICA, JÁ É DIZER IMENSO
Em relação aos assassínios e aos sinais de tortura que as tropas ucranianas garantem ter descoberto em Izium, Guterres disse esperar que o Tribunal Penal Internacional possa conduzir investigações que apurem responsabilidades.
Uma solução para as exportações do sector alimentar continua no topo das preocupações da ONU: «Putin tem parcialmente razão».
As alterações climáticas e a guerra é outro dos temas: «No momento em que era preciso reduzir as emissões, as emissões continuam a aumentar. No momento em que era preciso livrarmo-nos dos combustíveis fósseis, assistimos ao renascimento dos combustíveis fósseis. Caminhamos para o desastre (...). Quando precisamos de uma redução de emissões de 45% até 2030, a perpectiva, face aos compromissos actuais, é de um crescimento de 14%».
06/08/22
ESTÁ TUDO A CORRER PELO MELHOR: O GRANDE DEMOCRATA ERDOGAN SOMA E SEGUE, VOLTANDO A METER A URSULA NO BOLSO
01/08/22
CRISE DOS CEREAIS OU DAS COISAS QUE INTERESSAM AO MUNDO (que é maior do que parece...)
O primeiro navio com 26 mil toneladas de milho partiu de Odessa hoje, dia 1 de Agosto, e deve chegar aos portos turcos dia 3. Era só.
24/07/22
AINDA A CRISE DOS CEREAIS
Quem tenha lido o que veio a público sobre o(s) Acordo(s) para libertar os cereais retidos em resultado da guerra na Ucrânia terá reparado que a assinatura dos mesmos (um pela Ucrânia e outro pela Rússia), além de garantir o escoamento dos cereais ucranianos, também implica o levantamento das sanções impostas ao escoamento dos cereais russos (essa foi, aliás, uma das condições impostas pela Rússia).
Assim sendo, esperemos que os signatários usem um módico de inteligência e o(s) Acordo(s) se cumpra(m). Em nome de todos os desgraçados preocupados com a fome e menos com a temperatura do ar condicionado.
É que às vezes não parece, mas o mundo é grande.
CRISE DOS CEREAIS: RÚSSIA ADMITE ATAQUE A PORTO DE ODESSA
Conclusões a tirar
23/07/22
CRISE DOS CEREAIS: ATAQUE AO PORTO DE ODESSA
Segundo noticia a Aljazeera, António Guterres condenou inequivocamente o ataque ao porto de Odessa, que sucede um dia depois da assinatura do Acordo que permite a exportação de cereais e pelo qual a Ucrânia acusou a Rússia.
Entretanto, segundo a mesma rede de informação, o ministro da Defesa turco, Hulusai Akar, veio dizer que os russos lhe haviam garantido não ter nada a ver com o sucedido.
22/07/22
LIZ TRUSS: FALOU A TRESLOUCADA
Primeiro, o acordo não tem nada a ver com a Grã-Bretanha, mas com os serviços da ONU (Guterres de parabéns) e a Turquia (Erdogan, mais uma vez a ganhar pontos).
Depois, há, isso sim, que descalçar a bota que constitui o quarto ponto do Acordo que impõe o levantamento das sanções à Rússia no que respeita aos seus próprios cereais.
Por fim, só um imbecil — no caso, uma imbecil — não percebe que a operação de charme que Putin anda a fazer fora dos territórios ocidentais, nomeadamente em África e junto dos BRICs, não ganharia nada com o não cumprimento do Acordo por parte da Rússia.
Sim, é triste verificar que o inimigo é mais inteligente do que os amigos. Temos pena.
CRISE DOS CEREAIS: ACORDO ASSINADO E ISTO MERECE UM PONTO DE EXCLAMAÇÃO!
Inspecções nas partidas e chegados dos navios
A inspecção dos navios que transportam os grãos era uma exigência de Moscovo, visando garantir que não servissem para fornecer armas à Ucrânia. Ao contrário do previsto, as inspecções não terão lugar no mar por motivos práticos, mas na Turquia, provavelmente em Istambul que tem dois grandes portos comerciais, na entrada do Bósforo. Liderados por representantes das quatro partes, ocorrerão na partida e na chegada dos navios.
Russos e ucranianos comprometem-se a manter as rotas marítimas através do Mar Negro livres de qualquer actividade militar. Segundo o acordo, se for necessária a retirada de minas, esta deverá ser realizada por um "país terceiro" ainda não foi especificado. Com partida da Ucrânia, os navios serão escoltados por navios ucranianos (provavelmente militares), abrindo caminho para a saída das águas territoriais ucranianas.
O acordo será válido por quatro meses e renovado automaticamente. Atendendo a que 20 a 25 milhões de toneladas de cereais estão actualmente retidas nos silos dos portos ucranianos, a uma média de oito milhões de toneladas transportadas por mês, os quatro meses devem ser suficientes para liquidar os stocks.
Um memorando de entendimento deve acompanhar o acordo, assinado pelas Nações Unidas e pela Rússia, garantindo que as sanções ocidentais contra Moscovo não incidirão directa ou indirectamente nos cereais e fertilizantes russos. Esta era uma exigência da Rússia, condição sine qua non para a assinatura do acordo.
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