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02/01/23

REMODELAÇÃO GOVERNAMENTAL: A HISTÓRIA DA CAROCHINHA ACTUALIZADA A 2/01/2023

Horas esteve à janela de S. Bento António Costa.

Demandava, como no conto popular infantil:

— Quem quer casar com a Carochinha, que é rica e formosinha?

Ninguém o levava a sério.

Já noite, passou o Galamba.

— Quero eu, quero eu!

E foi assim. Casaram. E Galamba foi a ministro.

13/02/14

O Estado a que isto chegou II [e ainda os cravos da Joana Vasconcelos]

Viver Dentro das Nossas Impossibilidades

O primeiro-ministro foi ao Tramagal dizer, e cito de cor, que "estamos a caminhar para viver dentro das nossas possibilidades". O uso do plural majestático é manifestamente irónico embora, decerto, as figuras da retórica clássica não devam ser o "forte" da formação intelectual de Passos Coelho. Quem o conhece bem, disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades" coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas novas impossibilidades". O que é certo é que esta mistificação, mais "espiritual" que política, vai fazendo o seu caminho comunicacional - o único que interessa fazer - enquanto o mais próximo candidato a sucessor deste notável evangelista, A. J. Seguro, cercado por dentro e por fora, aparenta não conseguir sair dos caminhos na floresta em que tanto se enfiou como o enfiaram. Por exemplo, hoje os juros da dívida 10 anos andam pelos 5%, o ministro da Defesa Nacional terá confessado a um general não entender "nada" de Defesa, o glorioso perdão fiscal do final do ano terá "custado" quase 500 milhões de euros em juros, coimas e derivados, os ajustes directos de 2013 terão ficado na orla do 2 mil milhões de euros, os famosos submarinos, em 300 milhões, o arbítrio da "avaliação do desempenho" passa a poder despedir democrático-cristã-livremente, mas um pensionista que receba três dígitos líquidos de rendimento já não tem dinheiro a meio do mês para poder "viver dentro das suas possibilidades"? As "novas impossibilidades" existem porque subsistem "velhas possibilidades" do tipo das indicadas que escapam ao vocabulário da promessa da felicidade "empresarial" que não entra no plural majestático do primeiro-ministro. Talvez a escultora do regime, a grande navegadora de cacilheiros Vasconcelos, consiga traduzir este "desígnio" original para os quarenta anos do "25 de Abril". Quem, melhor do que ela, poderia representar as nossas novas impossiblidades?

16/06/13

Minhas senhoras e meus senhores, bem-vindos à corte albanesa.


Fotografia roubada ao Luiz Carvalho. E vamos esquecer a desgraçada da coluna meio embutida na parede, a simetria perfeita das saídas de ar-condicionado, os candelabros acesos e, sobretudo, o facto de ninguém ter os cotovelos na mesa como mandam as regras.

12/03/11

Para quê o FMI quando temos o socialista José Sócrates?

Mais austeridade, sempre em nome dos mercados, e — esta é relativamente nova — também da dignidade e do prestígio do país.
Se não fosse o adiantado da hora eu dizia-te onde podias meter a "dignidade" e o "prestígio"...
[Entretanto, o Pedro Correia explica bem o novo pacote]

02/03/11

Merkel recebe Sócrates dois meses depois do tal telefonema que nunca existiu (aqui)

A viagem de hoje à Alemanha desperta insignes lendas e heroísmos.
Desta vez, porém, quem vai de corda ao pescoço a fazer de Egas Moniz não é Sócrates nem sequer Teixeira. Quanto a Merkel, duvida-se que a sua margem de comoção se equipare à de Afonso VII. E isto, parecendo que não, muda completamente o cenário e a moral da história. Vinheta picada aqui.

02/10/10

José Sócrates, o homem que gosta de andar de metro, contou em público a melhor piada do mundo e mantém-se vivo

O prémio para a melhor piada do mundo pertencia até agora aos ingleses. O seu efeito letal, largamente confirmado durante a II Guerra, levara os súbditos de sua majestade, acabado o conflito, a enterrá-la com pompa e circunstância. Acreditava-se que para sempre.
Eis senão quando José Sócrates a desenterra durante a sua última entrevista à RTP. Contudo, por motivos ainda desconhecidos, quando o engenheiro afirmou que as medidas de austeridade são para defender o emprego não se registaram mortes.
Vários analistas são de opinião que os efeitos letais da piada só se farão sentir mais pró Natal.
Outros dizem que a inexistência de vítimas se ficou a dever ao facto de já ninguém dar ouvidos ao primeiro-ministro.
Um terceiro grupo, no qual pontifica Manuel Alegre, e que se encontrava por acaso no interior de um submarino em prospecção de robalos, recusou prestar declarações alegando que o referido habitáculo era à prova de som.
Fontes bem informadas garantiram, porém, que a piada de Sócrates só não foi ouvida debaixo de água porque o Bardo declamava na altura um poema longo e toda a tripulação tinha metido salsa nas orelhas.