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07/03/22

COM A GUERRA A DECORRER NA UCRÂNIA ATÉ A CONDENAÇÃO DE RICARDO SALGADO PARECE DE SOMENOS

O antigo banqueiro foi condenado a seis anos de prisão efectiva. Dado que a sentença permite recurso, o réu aguarda em liberdade, tendo o Tribunal exigido a entrega do passaporte. 


04/07/13

Sempre é melhor do que nada, não é verdade, doutor Salgado?

Em Maio passado, o doutor Ricardo Salgado queixava-se da dificuldade em encontrar mão de obra disponível no Alentejo. Apesar da crise e do desemprego.

Explicação do presidente do BES: "Os portugueses preferem ficar com o subsídio de desemprego". 

Palavras sábias. 69 trabalhadores asiáticos (o número é literalmente pornográfico), com certeza por não terem direito à mama dos subsídios, aceitaram trabalhar para a MIRTISUL. Contratados pela Trasolution, dedicavam-se à apanha de mirtilos nos arredores de Grândola. 

Consideradas as propriedades laxantes do fruto referido, só me resta finalizar este post, desejando uma valente caganeira ao doutor Salgado e aos dirigentes das empresas envolvidas.

23/10/11

A voz do dono ou de como o Luís M. Jorge topa o Ricardo Salgado

As notícias são tantas e tamanhas que o efeito é estonteante. Subsídios? Viste-los. Aumentos salariais? Queria-los. Direitos adquiridos? Esquece-los. Impostos? Paga-los. Estado social? Bye, bye, Maria Alice.
Resumindo, é que éramos muito pobres: emprestaram-nos dinheiro e o dinheiro, puff!
Numa primeira fase, em betão e monumentos; depois em betão e monumentos + novas tecnologias (Magalhães – de fazerem inveja a Steve Jobs –; painéis solares – adaptados a céu nublado, chuva e até à “noite muito escura” de Caeiro).
A agricultura (que era o que era) foi-se, a indústria (que era o que era) kaputt; as pescas, idem. Passámos do Algarve ao Allgarve; de Jardim à Beira-Mar Plantado à Europe's West Coast. No entretanto, baixou-se o analfabetismo, a mortalidade infantil e legalizou-se o casamento gay. Citando Sholem Aleichem, “Podia ter sido pior; e não se pense no melhor que para isso não há limites”.
Dizem-nos agora que falimos. Sempre abominei a ditadura do “nós” (“estamos com fome, não estamos?”; “estamos com frio, não estamos?”; “vamos tomar um banhinho, não vamos?”…) mas se é para ser usado, seja: “We are not amused” (Victoria dixit).
Conta-se n' As Farpas que a solução para os problemas de Portugal do Partido Reformista se resumia ao polissílabo, economias. A história repete-se, como afiançava o outro.
A palavra é papagueada de manhã à noite e madrugada fora. Como a mãe ubíqua de Woody Allen em Histórias de Nova Iorque, desenha-se no céu de Portugal e ilhas adjacentes (Madeira, inclusive).
O efeito é devastador. Os portugueses, excepto os contabilistas, já não saem de casa. No outro dia, porém, um cidadão de nome Luís M. Jorge arriscou pôr o pé na rua. Foi, então, que viu Ricardo Salgado a entrar no edifício onde decorria o Conselho de Ministros! Corajosamente denunciou a coisa no blogue Vida Breve: “Um Governo que recebe a família Espírito Santo enquanto discute o Orçamento de Estado é um Governo que reconhece, tão bem como o anterior, a voz do dono. E se eu puder chatear, que remédio”.
So be it.

08/07/11

Pobrezinhos mas honestos versão ou há moralidade ou comem todos

Uma onda de indignação varre o país. Unânime. Patriótica. Viril.
Ricardo Salgado, do enigmático BES, optou pela metáfora e desenhou um cenário de batalha naval com Portugal a levar um "tiro certeiro". António Sousa, da Associação Portuguesa de Bancos, diz que não percebe. Faria de Oliveira, da Caixa Geral de Depósitos considerou-se insultado e clama por moralidade.
Cavaco Silva, que até há bem pouco achava que os mercados, coisa tão ou mais enigmática do que o BES, tinham sempre razão, apela agora à Europa para os pôr no sítio. Durão Barroso, que emigrou para Bruxelas, entre outras coisas por não os ter no sítio, confessou em público o seu pesar: “Estou muito desiludido".
Mira Amaral, ex-ministro da Indústria (ainda haverá indústria?), num momento de radicalidade inaudita, falou em “terrorismo”. Alberto João Jardim foi mais longe e mais claro: na Madeira, os gajos e as gajas da Moody’s não entram mais. Que vão comer favas acaralhadas para a terra deles.
Mal se soube do murro no estômago que acertou Passos Coelho, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público enviou uma carta aos credores criticando a decisão da Moody’s e garantindo que Portugal vai “cumprir todas as suas obrigações internacionais”.
Os portugueses anónimos, por seu turno, criaram páginas no Facebook e desataram a mandar pelo correio sacos do lixo para a Moody's.
Em resumo, a pátria grita em uníssono: “contra as agências de rating, marchar, marchar!”
É comovente e há já quem diga que os gregos têm os olhos postos em nós.

07/04/11

Os banqueiros falaram, os socialistas acataram


Por ordem: 1. Falou o Santos Ferreira (BCP). 2. Falou o Salgado do BES. 3. O ministro das finanças disse umas palavrinhas 4. Finalmente, nunca iantes visto, o GRANDE TIMONEIRO veio dar o dito por não dito*. Pois é Luís, sejas tu quem fores, vamo-nos ver gregos! *E o que ele tinha dito, se bem se lembram, fora: Não estou disponível para governar com o FMI