"Until now we used to say that the Greeks fight like heroes. Now we shall say: the heroes fight like Greeks", Winston Churchill
"On the 28th of October 1940 Greece was given a deadline of three hours to decide on war or peace but even if a three days or three weeks or three years were given, the response would have been the same. The Greeks taught dignity throughout the centuries. When the entire world had lost all hope, the Greek people dared to question the invincibility of the German monster raising against it the proud spirit of freedom", Franklin D. Roosevelt
"Tenho pena de estar a ficar velho e de não poder viver o suficiente para agradecer ao povo grego, cuja resistência decidiu a II Guerra Mundial", José Estaline
"Em nome da verdade histórica devo reconhecer que, de todos os nossos adversários, apenas os gregos lutaram com coragem e total indiferença face à morte", Adolf Hitler
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09/05/10
07/09/09
A book a day keeps the doctor away
O livro foi originalmente publicado pela Dom Quixote em 1989. Volta agora às livrarias, passados 70 anos sobre o começo da guerra mais devastadora da História (Setembro, 1939 – Setembro, 1945). O autor, Martin Gilbert, reputadíssimo historiador britânico com vasta obra publicada (A Primeira Guerra Mundial saiu sob a chancela da Esfera dos Livros em 2007), é especialmente conhecido pela sua monumental biografia de Winston Churchill, também traduzida em português e editada pela Bertrand em 2002. O volume de mais de mil páginas que agora se reedita é uma valente arma de arremesso e tanto pode ser lido de enfiada (se o leitor tiver estômago para tanta mortandade…) como servir de obra de consulta, a espaços.
Organizado de modo cronológico, A Segunda Guerra Mundial cobre exaustivamente o conflito, nada deixando de fora, nem mesmo aquelas geografias mais remotas que justificam plenamente o termo “mundial”. Para lá da Europa, dos EUA e do Japão, Gilbert guia-nos até palcos obscuros na Tailândia, Birmânia, Tunísia ou Nova Guiné, desenhado com precisão cirúrgica o quadro de uma disputa que deixaria, quando terminada, um rasto de quase 50 milhões de cadáveres. Mas o que torna A Segunda Guerra Mundial não só uma obra de leitura obrigatória como também apelativa (se o adjectivo se pode aplicar a tal colecção de barbáries…) é a capacidade de Gilbert para dar rosto aos intervenientes. Não só aos grandes, a esses conhecemo-los, mas sobretudo àqueles que, vítimas ou carrascos quase desconhecidos (e a II Guerra Mundial, ao contrário da primeira, deixa facilmente perceber quem são os bons e os maus…), vêem assim reconhecido, sublinhado e afirmado, o seu papel.
Como logo se diz no início do primeiro capítulo (“A Invasão da Polónia pela Alemanha – Setembro de 1939): “ (…) a esmagadora maioria dos que morreram, quer na frente de batalha quer na retaguarda, tinham nomes e rostos obscuros, excepto para as poucas pessoas que os conheciam ou os amavam; mas em muitos casos, que talvez também atinjam uma cifra de milhões, até mesmo os que em anos posteriores poderiam ter recordado uma vítima foram eliminados”.
Escrever à luz desta afirmação, torna-se, assim, num exercício de justiça, de memória e de respeito pelas vítimas. E é isso que Gilbert faz magistralmente, transformando o que poderia ser uma árida tarefa compilatória numa história dramática em que mulheres e homens concretos participam, sofrem, dão ou ceifam vidas. E tudo isto se passou há apenas 70 anos.
A Segunda Guerra Mundial, Martin Gilbert, Dom Quixote, 2009
Organizado de modo cronológico, A Segunda Guerra Mundial cobre exaustivamente o conflito, nada deixando de fora, nem mesmo aquelas geografias mais remotas que justificam plenamente o termo “mundial”. Para lá da Europa, dos EUA e do Japão, Gilbert guia-nos até palcos obscuros na Tailândia, Birmânia, Tunísia ou Nova Guiné, desenhado com precisão cirúrgica o quadro de uma disputa que deixaria, quando terminada, um rasto de quase 50 milhões de cadáveres. Mas o que torna A Segunda Guerra Mundial não só uma obra de leitura obrigatória como também apelativa (se o adjectivo se pode aplicar a tal colecção de barbáries…) é a capacidade de Gilbert para dar rosto aos intervenientes. Não só aos grandes, a esses conhecemo-los, mas sobretudo àqueles que, vítimas ou carrascos quase desconhecidos (e a II Guerra Mundial, ao contrário da primeira, deixa facilmente perceber quem são os bons e os maus…), vêem assim reconhecido, sublinhado e afirmado, o seu papel.
Como logo se diz no início do primeiro capítulo (“A Invasão da Polónia pela Alemanha – Setembro de 1939): “ (…) a esmagadora maioria dos que morreram, quer na frente de batalha quer na retaguarda, tinham nomes e rostos obscuros, excepto para as poucas pessoas que os conheciam ou os amavam; mas em muitos casos, que talvez também atinjam uma cifra de milhões, até mesmo os que em anos posteriores poderiam ter recordado uma vítima foram eliminados”.
Escrever à luz desta afirmação, torna-se, assim, num exercício de justiça, de memória e de respeito pelas vítimas. E é isso que Gilbert faz magistralmente, transformando o que poderia ser uma árida tarefa compilatória numa história dramática em que mulheres e homens concretos participam, sofrem, dão ou ceifam vidas. E tudo isto se passou há apenas 70 anos.
A Segunda Guerra Mundial, Martin Gilbert, Dom Quixote, 2009
02/09/09
31/08/09
Ontem a meio da tarde dei comigo a pensar no Augusto Santos Silva
Não se ponham com ideias. Foi só por causa d' A Segunda Guerra Mundial, o livro de Martin Gilbert que ando a ler.Às tantas tropecei na imagem acima. Um comboio de tropas alemães a caminho daquilo a que Hitler viria a chamar um figo, levando pintalgado no exterior uma frase que traduzida dá nisto: Vamos para a Polónia malhar nos judeus.
Lembrei-me do actual ministro da propaganda. Mantidas respeitosamente as distâncias e circunstâncias (mas e se as últimas fossem outras?).
Não me interpretem mal. Malhar pode suceder a todos. Quem nunca malhou que atire a primeira pedra… e eu encolho-me. Mas quem lhe toma o gosto vai um bocadinho mais longe... Por exemplo, até Varsóvia.
Por essas e por outras, acho sempre preferível uma gritaria elevada. Com argumentos à altura. Quanto ao estilo queres porrada? queres porrada?, vulgo estilo Sarkozy, passo. Completamente. Nunca gostei de mocas de Rio Maior e não seria agora que ia mudar de orientação. Mesmo que servissem aquelas ― hoje ― para malhar na direita.
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25/03/09
O homem é um verme mas eu também desconfio de muitos dos que agora se indignam
Há pouco tempo tinha sido o Williamson. Agora foi o Le Pen.Volta não volta, volta-se ao mesmo.
Quantos morreram? E será que morreram? E de quê que de gás não foi?
Apesar deste assunto cheirar literalmente mal [os pavilhões de Birkenau fedem mesmo] gostaria de fazer um reparo sobre as declarações de Le Pen.
O líder da Frente Nacional não afirmou que não tinha havido Shoah, o que ele afirmou foi que as «câmaras de gás» tinham sido um «pormenor» no contexto da II Guerra Mundial.
Lamento dizer isto, o homem é um verme, mas a frase está historicamente correcta. À época, não só as «câmaras de gás» eram um pormenor, como a própria «Solução Final» não era coisa que tirasse o sono aos Aliados.
Podemos permitir-nos hoje pintar quadros heróicos e imaginar o Bem cavalgando sobre o Mal, vencendo Hitler, o demoníaco, e dando tudo por tudo para salvar as pobres vítimas.
Podemos. Mas a verdade histórica é que, durante a II Guerra, todos cagaram nos judeus (salvo raríssimas excepções, que pouco ou nada contaram para a evolução dos acontecimentos), continuando, aliás, a fazer o mesmo após a queda do nazismo ― leia-se A Trégua , de Primo Levi .
A actual gritaria pode fazer muito efeito mas eu, pessoalmente, gostaria mais de saber, por exemplo, porque razão no século XXI o Estado português, através do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, paga e publica um livro como o do embaixador João Hall Temido em que se insulta a memória de Aristides Sousa Mendes e em que as «câmaras de gás», lá está, não passam de «um pormenor».
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