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03/05/23

MOMENTO TEATRAL A PROPÓSITO DE GALAMBA

DIÁLOGO NA VIA PÚBLICA ALGURES EM LISBOA, NOITE CERRADA

Tipo do SIS: Então, o que traz no regaço? São rosas?
Assessor: Não, é o computador.

11/08/13

Pela boca morre o peixe

Eu nem sequer tenho opinião sobre o assunto. Sim, há imensos assuntos sobre os quais não tenho opinião. Mas a terminologia usada por este governo não deixa de me dar volta ao estômago. E diz muito sobre as criaturas. 

- as soluções encontradas não põem em causa o «indispensável para garantir condições mínimas de subsistência».
- está garantido o «núcleo essencial da existência mínima inerente ao respeito pela dignidade da pessoa humana»

A minha proposta é que a este Helder Rosalino lhe seja assegurada a existência mínima em condições mínimas de subsistência. Vá, vou ser querida: 600 euritos líquidos por mês e vai com Deus.


Leia-se AQUI

06/05/12

Das vitualhas e dos ajuntamentos ou a prova provada de que isto anda mesmo tudo ligado

“Quantas pessoas terá de envolver o ajuntamento para que possa merecer o qualificativo de manifestação? Eis um problema cuja resolução tem atormentado os espíritos e esvaziado as penas de alguns dos mais prestigiados constitucionalistas alemães: sete, dizem uns; três, afirmam outros; duas bastam, replicam ainda alguns. Perante a transcendência de tal imbróglio, a nossa opinião, certamente de pouco préstimo, vai no sentido de considerar que, sendo duas pessoas já uma pluralidade, esse número deverá ser suficiente”.
Campanha Alegre? Não, não é Eça de Queirós.
É um excerto do parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República. No caso, o tal parecer referido por Carla Duarte (a mesma que aconselhara os jornalistas a usar coletes identificadores nas manifestações porque, afinal, “qualquer manifestante que acabou de arremessar uma chávena ou uma cadeira contra a PSP pode dizer que é jornalista”) para justificar o seguinte: “Duas pessoas já fazem uma manifestação”.
A PGR é a PGR mas Carla foi mais longe: citou o Decreto-Lei nº 406/74.
Li-o com apropriada reverência, e se o refiro é porque logo no Ponto 2 do Artigo 2º (onde se declara que a vontade de alguém se manifestar deve ser comunicada às autoridades competentes, porventura também ao médico de família embora isso não fique claro) se diz que tal comunicação deve ser assinada “por três dos promotores”.
Para que são precisos três se dois bastam, é um imbróglio cuja transcendência trinitária me atormenta.
Espero vir a ser esclarecida por Carla Duarte, apesar de a porta-voz da PSP estar persuadida que “a PSP não tem que justificar a sua actuação”. Olhe que tem, Carla, olhe que tem. Pelo menos enquanto Alexandre Soares dos Santos não for Presidente desta coisa.

13/04/12

Febre dos fenos do colectivo dos juízes pode estar na origem da sentença do caso Portucale

O mistério das árvores que se auto-suicidaram todas elas Quercus suber, espécie declarada em 2011 pela Assembleia da República "Árvore Nacional de Portugal" foi ontem a enterrar numa cerimónia presidida pela juíza Laura Maurício e onde dominaram os beijos, abraços e parabéns.

João Almeida, rapaz do CDS que à altura dos acontecimentos que dariam origem ao caso Portucale ainda andaria de fraldas, veio contudo garantir que se fez justiça: "A Justiça produziu os seus resultados ao fim de sete anos, mas produziu o resultado que sempre dissemos que seria o único que poderia produzir (...)"

Entretanto, fontes que preferiram o anonimato sugeriram que a sentença se terá devido ao facto do colectivo de juízes sofrer maioritariamente da chamada "febre dos fenos", o que logo à partida indiciava uma grande desvantagem para os sobreiros.
Uma testemunha presente na leitura da sentença jurou mesmo que um dos dos juízes, entre dois espirros e vários assoadelas, terá dito: "Por mim abatia-as a todas". Às árvores, subentenda-se.

18/02/12

Propagandapolitik

... e logo depois de se saber que, Gaspar p'rá frente, Gaspar p'ra trás, as contas públicas somam prejuízos de cerca de 1,5 mil milhões de euros, mais 38,5% do que em 2110, o ministro Relvas vem anunciar ao povo que os governantes não têm direito a cartão de crédito nos ministérios.


Se isto fosse um país a sério, a malta dizia-te onde podias meter o cartão de crédito...

16/02/12

E este puto de mierda faz sentido?

A conversa em directo, na qual a criatura, com a profundidade intelectual que caracteriza estes inteligentes, diz que "um país assim não faz sentido" e tem um orgasmo a seguir derivado ao brilhantismo da frase que lhe saiu

O conceito de MOBILIDADE, segundo o governo

O longo currículo do puto (e note-se a mobilidade que o caracteriza: depois de tirar um curso de Direito não se sabe onde e de ter sido presidente do Belenenses acaba como vice-presidente do grupo parlamentar CDS/PP — até fiquei cansada só de ler)

Como já comentei por aí no cara de libro, ultimamente, é verdade, só me apetece escrever asneiras. Eu sei que isso significa, infelizmente, um empobrecimento da língua, mas como nos mandaram ficar muito pobres para só depois ficarmos remediados, julgo que as caralhadas também farão parte de l'air du temps.
E com isto justifico o título deste post: E este puto de mierda faz sentido? (o french é só para manter o nível que o rapazola merece...)

14/02/12

A propaganda anda pela hora da morte

Governo mandou fazer 100 livros e pagou 12 mil euros por ajuste directo a uma gráfica.
Está bem. Percebo que a impressão a cores melhora substancialmente a coisa, o papel couché é caro e os baixos-relevos da capa fundamentais para aprimorar a obra. Mas 120 euros por exemplar?!
Com esse dinheiro não seria melhor mandar imprimir o Goebbels' Principles of Propaganda que ainda por cima pode ser descarregado na NET?
Já agora, o livro publicado pelo Relvas vem escrito em português ou passaram-lhe o Lince por cima?

20/01/12

1300 euros, reconheço que pode ser pouco de reforma, mas há que não esquecer o direito ao uso, porte e manifesto gratuito de arma de defesa

«Tudo somado (...) quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas», Aníbal Cavaco Silva
Entretanto, o próprio e todos os outros membros do Conselho de Estado, têm direito às seguintes mordomias: aqui.
Não é que ache mal; o que acho mal é que andem a choramingar em público.
Eu, pessoalmente, não digo que me casasse por 1300 euros; mas já amancebar-me...

07/12/11

Figuras tristes ou como ainda não foi desta que o D. Sebastião voltou num cavalo branco

Este resumo vídeo da palestra (?) de José Sócrates diz muito do próprio e do país.

1. Do país, porque um encontro estudantil qualquer em Poitiers (terra simpática!) do ex-primeiro-ministro aparece nos órgãos de informação portugueses com tal destaque que dir-se-ia que o homem fora convidado a discursar nas Nações Unidas;

2. Do próprio, porque só diz e desdiz banalidades, continua a arvorar-se em pensador de esquerda (é pena que não tenha explicado a história das dívidas eternas a Merkel quando se vangloriava do apoio que esta lhe dava...) e a viver obcecado em parecer um homem de "estudos".
É triste, é parolo e é doentio.

Reafirmo, assim, o que sempre achei: o problema do Sócrates nunca foi essencialmente político mas, sobretudo, psicológico. A combinação dos dois, BUMMM!!!.

10/10/11

O mundo mudou muito desde que Sócrates foi para Paris, Armando para o Ultramar e Rui Pedro Soares transitou para o futebol

"A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo".

Depois de uma situação que permitia "fazer planos de grande dimensão e enorme ambição", passou-se, "em pouco tempo, num punhado de anos", a uma "situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata".

António Barreto,
aqui

25/03/11

A queda de um anjo

Sócrates, atacado de amnésia retrógrada, interroga-se em Bruxelas como é que foi possível fazerem isto ao país.
Conta-se pelos corredores que, ao ouvir o pungente desabafo, a senhora Merkel, num momento raro de comoção maternal, limpou-lhe uma lágrima ao canto do olho e... deu-lhe mais um beijinho.