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08/02/10

Confesso que fiquei comovida

... ao receber por e-mail estas ilustrações feitas por crianças da Escola do Cerco, a propósito do meu conto Crispim, o Pirata que Tinha Medo da Água incluído na colectânea Princesas, Príncipes, Fadas e Piratas com Problemas (Porto Editora).


27/10/09

«Princesas, Príncipes, Fadas e Piratas com Problemas» ― um dos contos é meu


Chama-se Crispim, o Pirata que tinha medo da água e há mais cinco aventuras assinadas por Ana Luísa Amaral, Gonçalo M. Tavares, João Pedro Mésseder, Rita Saldanha e Rui Zink. O álbum, editado pela Porto Editora, tem prefácio de Manuel António Pina e coordenação de Pedro Sena-Lino.
O meu conto começa assim

«Era uma vez um pirata de perna de pau, olho de vidro e cara de mau. O pirata de perna de pau, olho de vidro e cara de mau chamava-se Crispim e estava farto de ser pirata. O que ele queria ser era apanhador de ostras.
«Crispim nascera numa família de piratas: pai pirata, mãe pirata, avós e avôs piratas, tios, tias, primos e primas, todas e todos piratas... Enfim, até onde ele conseguia descer na árvore genealógica, nunca ninguém na família fizera nenhuma outra coisa que não fosse piratear. A única excepção era o seu primo Catita, conhecido por Olho de Peixe-Agulha, que um dia, perdido de amores por uma camponesa, trocou os perigos do alto mar pela vida de agricultor. A família falava dele com um enorme desprezo e passara a chamá-lo Catita, Olho de Couve-Lombarda.
«Crispim tinha cara de mau mas não era mau de todo. Claro que quando era criança sonhara ser tão malvado como o célebre Capitão Gancho. Ao aprender a ler, porém, deixara-se dessas manias.»
(continua)

11/12/08

Publicidade descarada: já agora contribuam com qualquer coisinha s.f.f.

Joaninha Toma uma Decisão Depois do Jantar e Nós Ficamos a Saber Qual Foi.


– Qual foi o quê?
– A decisão.
– E o jantar?
– O jantar foi bife com batatas fritas.
– Ah!
Então, um dia, o dia mesmo antes de fazer sete anos, depois do jantar Joaninha tomou uma decisão, que é uma coisa que também se pode tomar durante o pequeno-almoço, ou a outra hora qualquer. Não é como os remédios. Aliás, para se tomar uma decisão nem é preciso estar doente. Basta que deixemos de ter dúvidas e passemos a ter certezas. Por exemplo, se perguntarmos ao lanche:
– O que é maior? Um hamster ou um elefante?
Claro que o elefante é de certeza maior, mesmo se o hámster for crescido e o elefante tiver acabado de nascer, até porque os elefantes bebés pesam 125 quilos e os hámsters nunca passam muito de 1 quilo, mesmo quando já são adultos.
Mas, voltando a Joaninha que, parece-me, não tinha hámsters. Nem elefantes, julgo eu.
«Não quero fazer sete anos!», eis a decisão que Joaninha tomou eram quase nove da noite, já tinha comido o bife e estava na sobremesa. Tinha agora de avisar os pais, para não comprarem as velas. Como a mãe não estava em casa (tinha ido ao jardim passear o Pata Branca), Joaninha foi ter com o pai à cozinha onde ele levava a loiça:
– Pai, estive a pensar… Eu não quero fazer sete anos!
– O quê? – perguntou o pai, porque com o barulho da água não a tinha percebido.
– Não quero fazer sete anos!
– Ora, que disparate!
– Não quero, não quero e não quero!
– E onde é que foste buscar uma ideia tão maluca?!
Joaninha ia responder que não tinha ido a lado nenhum buscar a ideia maluca porque ela estava muito bem, obrigada, dentro da sua própria cabeça, quando a mãe chegou da rua e o pai – crac! – partiu um prato.
– Lá partiste outra vez qualquer coisa! – disse a mãe.
E o pai disse:
– Para a próxima lavas tu a loiça!
E a mãe disse:
– Era só o que faltava! Eu faço o jantar, tu lavas a loiça!
E a Joaninha percebeu que iam começar naquilo do filme! notícias! filme! notícias!, só que desta vez ia ser loiça! jantar! loiça! jantar! e resolveu ir para a cama sem sequer lavar os dentes.
No outro dia de manhã, antes de fazer anos, porque só tinha nascido às cinco e meia da tarde, Joaninha tentou convencer a mãe:
– Mãe, não quero fazer sete anos!
A mãe, que estava – nhac! nhec! – muito distraída a comer os seus cereais, quase que se engasgou:
– Glup! Não queres fazer sete anos?!
– Não, não quero!
– Mas que ideia tão sem pés nem cabeça! Pois se já fizeste seis... Não podes saltar para os oito assim de qualquer maneira. Isso seria batota!
– Mas eu não quero fazer sete anos! – insistiu a Joaninha.
– Oh! Joaninha! Mas toda a gente faz anos.
– Então, eu não quero ser gente!
E foi, então, que aconteceu uma coisa extraordinária.
Zás! Trás! Pás!
Joaninha transformou-se em PEIXE!
Ora, acontece que os peixes só respiram debaixo de água, o que não sendo uma coisa tão extraordinária como Joaninha ter ficado coberta de lindas escamas azuis, também não deixa de ser fantástico. Como é que eles conseguem?
(...)
Joaninha, a menina que não queria ser gente, Ana Cristina Leonardo (texto); Álvaro Rosendo (ilustracões), Gradiva Júnior

01/10/08

Coisas que me reconciliam com o mundo

A GAIVOTA
CONTA A SUA VERSÃO
DA HISTÓRIA

Peixe?
Peixe?
Não me falem em peixe.
Detesto peixe.
Bacalhau?
Pff!
Salmão?
Pff!
Alforreca?
Pff!
Arenque, eglefim, hipoglosso?
Pff, pff, pff!
Barrinhas de peixe?
Pff!
Lombos de peixe? Cabeças de peixe, barrigas de peixe, olhos de peixe, dentes de peixe, cotovelos de peixe, joelhos de peixe, cabelos de peixe, óculos de peixe?
Pff, pff, pff, nunca, jamais!
Peixe?
Se pudesse apanhava todos os peixes e atirava-os ao mar.

Roddy Doyle, Os Brincalhões, com ilustrações de Brian Ajhar (edição portuguesa, 2001 Editorial Presença, pág. 82)

03/06/08

O neo-realismo reciclado: assim como assim, prefiro as cegonhas







Livro alemão de educação sexual para crianças. A prova de que a pedagogia é uma praga universal. [As fotos podem ser ampliadas clicando sobre elas]

30/05/08

Tinha-me esquecido, mas a Joaninha mandou-me dizer que...

... vamos estar na Feira do Livro de Lisboa, no dia 1 de Junho, às 17h30m, e no Porto, dia 7 de Junho, às 16h30m. Procurem-nos no pavilhão da Gradiva.
Hélas, dada a infeliz coincidência de nesses dias e horas ter lições de surf, Pata Branca lamenta informar que não vai poder estar presente.
(... e, por favor, insiste a Joaninha, não nos deixem lá sozinhas com aquele ar desolado de patinho feio, cão abandonado ou escritor deprimido)

15/05/08

Adenda ao post «A Pastelaria convida mas não garante bolas de berlim»

Só para informar que no lançamento do livro Joaninha, a menina que não queria ser gente, que será apresentado por Gonçalo M. Tavares já neste sábado, dia 17, às 15h30, na Livraria Bertrand da Avenida de Roma em Lisboa, embora se confirme que não haverá bolos, serão distribuídos champanhe e cerejas.

09/05/08

A Pastelaria convida mas não garante bolas de berlim


Para os frequentadores da Pastelaria com dificuldades na leitura do texto acima (eu própria, se não fosse parte interessada me incluiría), reproduzo:
A Bertrand e a Gradiva têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro Joaninha, a menina que não queria ser gente de Ana Cristina Leonardo (texto) e Álvaro Rosendo (ilustrações).
O lançamento terá lugar no dia 17 de Maio de 2008, pelas 15h30 na Livraria Bertrand-Roma, na Avenida de Roma nº13B, em Lisboa.
A apresentação da obra será feita por Gonçalo M. Tavares.
Seguir-se-á uma sessão de autógrafos.
Aproveito para agradecer a todos os que, por aí nos blogues, fizeram referência ao livro.

25/03/08

Intervalo para a publicidade: Joaninha, a menina que não queria ser gente, já chegou às livrarias

Joaninha Toma uma Decisão Depois do Jantar e Nós Ficamos a Saber Qual Foi.
– Qual foi o quê?
– A decisão.
– E o jantar?
– O jantar foi bife com batatas fritas.
– Ah!

Então, um dia, o dia mesmo antes de fazer sete anos, depois do jantar Joaninha tomou uma decisão, que é uma coisa que também se pode tomar durante o pequeno-almoço, ou a outra hora qualquer. Não é como os remédios. Aliás, para se tomar uma decisão nem é preciso estar doente. Basta que deixemos de ter dúvidas e passemos a ter certezas.
Por exemplo, se perguntarmos ao lanche:
– O que é maior? Um hamster ou um elefante?
Claro que o elefante é de certeza maior, mesmo se o hámster for crescido e o elefante tiver acabado de nascer, até porque os elefantes bebés pesam 125 quilos e os hámsters nunca passam muito de 1 quilo, mesmo quando já são adultos.
Mas, voltando a Joaninha que, parece-me, não tinha hámsters. Nem elefantes, julgo eu.

«Não quero fazer sete anos!», eis a decisão que Joaninha tomou eram quase nove da noite, já tinha comido o bife e estava na sobremesa. Tinha agora de avisar os pais, para não comprarem as velas.
Como a mãe não estava em casa (tinha ido ao jardim passear o Pata Branca), Joaninha foi ter com o pai à cozinha onde ele levava a loiça:
– Pai, estive a pensar… Eu não quero fazer sete anos!
– O quê? – perguntou o pai, porque com o barulho da água não a tinha percebido.
– Não quero fazer sete anos!
– Ora, que disparate!
– Não quero, não quero e não quero!
– E onde é que foste buscar uma ideia tão maluca?!
Joaninha ia responder que não tinha ido a lado nenhum buscar a ideia maluca porque ela estava muito bem, obrigada, dentro da sua própria cabeça, quando a mãe chegou da rua e o pai – crac! – partiu um prato.
– Lá partiste outra vez qualquer coisa! – disse a mãe.
E o pai disse:
– Para a próxima lavas tu a loiça!
E a mãe disse:
– Era só o que faltava! Eu faço o jantar, tu lavas a loiça!
E a Joaninha percebeu que iam começar naquilo do filme! notícias! filme! notícias!, só que desta vez ia ser loiça! jantar! loiça! jantar! e resolveu ir para a cama sem sequer lavar os dentes.
No outro dia de manhã, antes de fazer anos, porque só tinha nascido às cinco e meia da tarde, Joaninha tentou convencer a mãe:
– Mãe, não quero fazer sete anos!
A mãe, que estava – nhac! nhec! – muito distraída a comer os seus cereais, quase que se engasgou:
Glup! Não queres fazer sete anos?!
– Não, não quero!
– Mas que ideia tão sem pés nem cabeça! Pois se já fizeste seis... Não podes saltar para os oito assim de qualquer maneira. Isso seria batota!
– Mas eu não quero fazer sete anos! – insistiu a Joaninha.
– Oh! Joaninha! Mas toda a gente faz anos.
– Então, eu não quero ser gente!
E foi, então, que aconteceu uma coisa extraordinária.
Zás! Trás! Pás!
Joaninha transformou-se em PEIXE!
Ora, acontece que os peixes só respiram debaixo de água, o que não sendo uma coisa tão extraordinária como Joaninha ter ficado coberta de lindas escamas azuis, também não deixa de ser fantástico.
Como é que eles conseguem?
(...)
Joaninha, a Menina que não queria ser gente, Ana Cristina Leonardo (texto); Álvaro Rosendo (ilustracões), Gradiva Júnior

21/02/08

Os Maias contado às crianças por José Luís Peixoto. Volto, pois, a perguntar: «porque lhes dais tanta dor?!»

O semanário Sol, cujo director ainda há pouco jurava que nunca venderia nada além do seu próprio jornal, acaba de lançar uma edição de clássicos portugueses adaptados às crianças.
Começo por esclarecer que não me move nenhum princípio contra adaptações e resumos (o que seria do A la recherche...). Estranhei, contudo, a adaptação d' Os Maias, e para mais logo a abrir. Mais estranhei a escolha do autor que levaria a cabo a tarefa: José Luís Peixoto. É que entre o crochet deste último e a inteligência de Eça, dava-me para vários cachecóis e ainda me sobrava lã.
Resta a pergunta: porquê Os Maias? Em que é que esta literatura adulta poderá interessar às crianças? Não será um bocado cedo para lhes falar do incesto, mesmo com educação sexual escolar?
Esticando a faixa etária: serão os jovens incapazes de ler Eça no original?
Verdade, verdadinha, o que me preocupa é o seguinte. Primeiro, e sobretudo, que não deixem as crianças em paz; segundo, que ao lerem Eça via Peixoto, acabem todas na idade adulta a elogiar Coelho, O Alquimista.

19/02/08

Tertúlia literária à mesa do jantar ou «porque lhes dais tanta dor?!»

«(...) «Ema: Hoje estivemos a ler outra vez um texto do José Jorge Letria...
«Maria: Não gostas?
«Ema: Granda seca! É sempre ele ou o Torrado.
«Eu (de costas, a temperar a salada): Quem?
«Ema: O António Torrado. A minha professora ADORA o Torrado...
«Carolina: Já leste o Dentes de Rato? [Agustina Bessa-Luís]
«Ema: Não? É giro?
«Maria: Giro?! Eu fiquei traumatizada com esse livro... Odiei, mas odiei mesmo.
«Ema: É sobre quê?
«Carolina: Já nem me lembro... Só me lembro que tive de o ler quando andava no teu ano.
«Maria: Nunca acontece nada...
«Ema: Tu gostas?
«Eu (com uma colher de sopa na boca): hum... hum...
«Maria: Já leste O Rapaz de Bronze?
«Ema: Não.
«Carolina: Eu também gostava desse.
«Ema: De quem é?
«Eu (armada em culta): Da Sophia de Mello Breyner.
«Ema: Ah! Eu gosto muito da Sophia de Mello Breyner! Gostas da Sophia de Mello Breyner?
«Eu: Gosto. Havia por aí mais livros...
«Ema: Eu sei, já li A Menina do Mar... A Floresta... e A Fada Oriana. Gosto muito das histórias dela. Consegue-se mesmo imaginar o que ela escreve tal e qual.
«Eu: Isso deve ter sido a tua professora que te disse...
«Ema: Pois foi, mas foi a do ano passado... A de agora só lê histórias do José Jorge Letria e do Torrado!
«Maria: Então e tu que livro foste apresentar à biblioteca?
«Ema: Uma Série de Desgraças, o I e o II.
«Eu (enquanto sirvo o arroz): Mas não era o Menino Nicolau?
«Ema: Isso era para ter sido no Natal, não te lembras?
«Eu: Ah, sim...
«Carolina: Era para ter sido porquê? Não foi?
«Ema: Não, a minha professora até se riu com a história que eu escolhi...
«Maria: Que história era?
«Ema: Aquela do Menino Nicolau em que o pai lhe diz para ele ser generoso e simpático e não pedir só prendas para ele, e depois o Nicolau pede um automóvel de pedais para o pai e para a mãe porque assim eles emprestavam-lhe o carro e ele entretinha-se a brincar sem os estar sempre a chatear, e um monte de dinheiro para poder oferecer bolos ao Alceste que é muito guloso, e uma data de berlindes para poder jogar com o Joaquim, que gosta muito de jogar ao berlinde...
«Carolina: Isso tem graça.
«Ema: A minha professora também achou graça mas depois disse-me que como era Natal, era melhor eu escolher uma história menos... menos...
«Eu (engasgando-me com o queijo): Pagã?!!!
«Ema: Pagã?! Não. O que é isso?
«Eu (a beber um copo de água): hum... hum...
«Maria: Pagã: como no Império Romano onde havia vários deuses...
«Ema: Ah, já sei. Era capaz de ser divertido... Lembrei-me! Divertida. A professora disse que a história devia ser menos divertida ou assim...

08/10/07

Não Chateiem as Crianças

Foi através do blogue A Origem das Espécies que fiquei a saber que há uns malucos ingleses que querem que os seus rebentos (e os alheios, por arrasto) só leiam livros com happy end (a notícia aqui), propondo-se lançar todos os outros à fogueira.
Pus-me à procura nas estantes de um trecho de literatura infantil passível de ser queimado pelos intrépidos defensores da felicidade custe o que custar das criancinhas e, não tendo encontrado essa história absolutamente deliciosa chamada As Bruxas, de Roald Dahl, decidi optar pelo não menos recomendável Uma Série de Desgraças, assinado pelo obscuro Lemony Snicket, na realidade Daniel Handler, editado em Portugal pela Terramar.
Entretanto, fui dar uma vista de olhos ao tal site dos tais malucos e, vai daí, leio logo o seguinte como aperitivo:

The Happy Endings Foundation (THEF) believes children's books should only have happy endings. It urges parents to buy positive books for their children.THEF was originally founded in 2000 by Adrienne Small after she read the first book in A Series of Unfortunate Events by Lemony Snicket to her daughter. As well as making her feel thoroughly miserable, Mrs Small noticed her daughter seemed to take a more negative approach to life. Sadly, this situation worsened substantially, as her daughter subsequently read all 13 books in the series.
Assim, se mais razão nenhuma houvesse, pois bastaria tal coincidência para transcrever na Pastelaria o anúncio da contracapada do Volume II da série, um volume tão desgraçado como qualquer dos outros.
Tremam de medo e divirtam-se!

Ao meu simpático leitor:
Se ainda não leste nada sobre os órfãos Baudelaire, então, antes mesmo de leres mais uma linha que seja, devias saber o seguinte: a Violet, o Klaus e a Sunny têm bom coração e são espertos, mas a sua vida, lamento dizê-lo, é dominada pelo azar e pela infelicidade. Todas as histórias sobre estas três crianças são infelizes e desgraçadas e a que tens na mão talvez seja a pior de todas.
Se não tens estômago para uma narrativa que inclui um furacão, sanguessugas esfaimadas, sopa de pepino fria, um vilão horrível e uma boneca chamada Pretty Penny, então este livro talvez te encha de desespero.
Continuarei a registar estas trágicas histórias, pois é esse o meu ofício. Contudo, és tu, leitor, quem deverá decidir se consegues aguentar esta narrativa tão triste.
Com toda a consideração,
Lemony Snicket
Nota final: não conheço Adrienne Small, mas cheira-me que a senhora nunca devia ter sido mãe. É que com uma mãe assim, a filha corre sério risco de se tornar num adulto muito, muito infeliz. Desgraçado, mesmo.