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01/01/22

A MEDITAÇÃO DE SEXTA NO ÍPSILON: «2021 correu muito bem. 2022 será pior.»

Se tivéssemos tido um pai com a profissão de talhante, a tarefa de olhar para trás, para o passado, ficaria muito facilitada. Bastaria enfileirar uma resma de chouriços e espreitar pelo buraco formado pelos enchidos.

O RESTO AQUI,

03/02/09

Ambiguidas semânticas

Dpois de ler que o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse hoje desconhecer que haja empresas a aproveitar a crise para fazer despedimentos, garantindo que se existirem serão "sancionadas", assaltou-me uma ciberdúvida.
Dado que o verbo sancionar é habitualmente usado no sentido de ractificar ou confirmar (dar sanção a...), embora o substantivo sanção também possa significar pena ou castigo, perguntei-me se José António Fonseca Vieira da Silva teria mesmo empregue a palavra no sentido menos corrente. E isto, não porque ponha em causa o domínio da língua do referido ministro, mas mais derivado ao facto de se preverem 230 milhões de desempregados em todo o mundo até ao final de 2009 (cerca de 50,5 milhões mais do que o número registado em 2007) e não me parecer que alguém esteja a ser "sancionado" por isso.
Robert Wyatt disse numa entrevista a Rui Tentúgal (Expresso/ Actual de 5/10/2007) que ao capitalismo não interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hamburgueres e discos da Britney Spears. Mas, com tanto desemprego, conseguirá Brit sobreviver? E nós com ela?

10/10/07

Maria Alzira Serrasqueiro e Américo Thomaz versus Robert Wyatt e o Comunismo

Li no Público e é publico. A ida de dois polícias à paisana à sede do Sindicato de Professores da Região Centro, na Covilhã, a pretexto da visita de José Sócrates ao liceu da sua juventude

e duas perguntas intercalares:
1. Porque raio os deixaram entrar?
2. Os ex-colegas da Juventude Social-Democrata terão lá estado a saudar o primeiro-ministro?
(continuando)

motivou, da parte da Governadora-Civil de Castelo Branco, Maria Alzira Serrasqueiro, o seguinte comentário, o qual, na verdade, é um exemplo perfeito de imbecilidade que poderíamos imaginar saído do lápis bem afiado de Eça:
«(os polícias) iam à Câmara e pelo caminho passaram pelo Sindicato».
Embora sem fazer a menor ideia de onde surgiu esta discípula encartada de Américo de Deus Rodrigues Thomaz, é a ela que dedico estas palavras de Robert Wyatt sobre o comunismo, retiradas da entrevista assinada por Rui Tentúgal no Expresso/ Actual de 5/10/2007, e que andava mesmo a apetecer-me transcrever na Pastelaria (não foi o PCP, esclareça-se imediatamente, quem me encomendou o recado).

Eu não tenho crenças, mas ainda sou comunista. Não o consigo explicar mais racionalmente do que isto. O partido comunista afogou-se na água suja do seu próprio banho. O problema é que o capitalismo é um sistema baseado numa louca acumulação de lucros e vai continuar a devorar e a explorar tudo e toda a gente. É cada vez mais uma minoria monopolizada por certos países, certas empresas, certos grupos de investidores. É óbvio que não lhes interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hamburgueres e discos da Britney Spears.
Alzira não merece Wyatt? Não.
O cu não tem a ver com as calças? Ai não, que não tem.